quarta-feira, 29 de abril de 2015

"EU & VOCÊ" - OU AMOR COM COMEÇO, MEIO E FIM


Lindo, doído, agridoce - como todas as histórias de amor costumam ser. "Me & You" é um curta-metragem de sete minutos, gravado inteiramente a partir do teto de um quarto onde vemos uma história de amor nascer, florescer e morrer. Qualquer pessoa que já viveu algo assim vai certamente se identificar (original via Zupi).

segunda-feira, 27 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: BOOK OF FEARS ("THE WATER LETS YOU IN")

sábado, 25 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

O que eu tenho vontade de dizer quando estou conversando com uma pessoa que não para de falar de si mesma...

GIFS DA DEPRESSÃO

Alguém puxa conversa comigo ou comenta algo na fila do supermercado...

GIFS DA DEPRESSÃO

De repente lembro que a próxima sexta-feira é feriado...

GIFS DA DEPRESSÃO

Recebo algum e-mail no trabalho sobre "chá de qualquer coisa" ou "almoço de despedida de fulana(o)"...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: HILLSONG UNITED ("OCEANS")

quinta-feira, 23 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Mando uma mensagem de texto e a pessoa me liga de volta em vez de responder por escrito...

DIA DE JORGE


Hoje é dia de Jorge. E eu continuo feliz por andar em sua companhia. "Livrai-me de todo o mal".

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TRAILER (EM INGLÊS) DO "PEQUENO PRÍNCIPE"



Promete ser muito cheio de feels...

PARA VER E OUVIR: SIMPLE MINDS ("DON'T YOU FORGET ABOUT ME")

"DON'T YOU..."


Nem dá para acreditar que "O Clube dos Cinco" ("The Breakfast Club") está comemorando 30 anos. Revi, curiosamente, esses dias e continua sendo um clássico marcante na minha vida. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Não consigo escapar de um compromisso social que eu realmente, realmente!, não queria ir...

segunda-feira, 20 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

E aí, quais são os planos para o feriado?

Quem, eu?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"VOCÊ SANGRA?"


"Você vai".

Saiu o trailer (com qualidade) do "Batman vs Superman". E é tudo isso e um pouco mais. A espera é que mata.


GIFS DA DEPRESSÃO

Terça-feira é feriado...


Mas segunda-feira é dia normal de trabalho...

GIFS DA DEPRESSÃO

Entediado e/ou procrastinando no trabalho...


Aí de repente o(a) chefe aparece na área...

EU VENDO O TRAILER DO NOVO STAR WARS ONTEM



Nem vou mentir... 

[À] MULHER QUE EU ESCOLHI AMAR



A mulher que eu escolhi amar é idiossincrática. E estranha. E quebrada.


Como eu. 


Ela não faz stand up paddle, não usa pau de selfie, não tira foto da comida. É fiel, parceira no crime, ela não mente; pelo menos não para mim, não há segredo entre nós dois. Para o resto do mundo a gente mente descaradamente. Sem vergonha. 

Ela não é a mulher mais bonita do mundo, mas eu me sinto atraído por cada centímetro do seu corpo. Seu beijo interrompe o meu tempo, seu toque me magnetiza, sua voz me enfeitiça, seu carinho me faz adormecer. Não nos falta assunto - mesmo que não exista assunto algum; a mulher que eu escolhi amar é também a minha melhor amiga, e a única pessoa com quem eu me dou o trabalho de estar.

Ela trabalha, ela se esgota, ela chora, ela também tem vontade de desistir às vezes. Mas segue, enfrenta o peso que carrega nos ombros, e a gente se encontra ao final do dia, e eu beijo seu rosto, sentindo a temperatura da rua ainda estampada em sua bochecha e o cheiro de escritório impregnado em seu cabelo. E a gente se abraça, na soleira da porta, e fica tudo bem.

A mulher que eu escolhi amar não tem medo de ser chata, comum, banal. Não tem pudor de dizer não, de perder a paciência, de mostrar o seu gênio. Mas ela é boa, e o seu coração doce me estremece, me pacifica, me desmonta. O seu riso largo, escancarado, é como achar dinheiro no chão e o seu choro sincero, engasgado, me destrói em pedaços.

Ela fala línguas que eu não falo. E me conta de livros que eu nunca li e de filmes que eu nuca vi. E de músicas que eu nunca escutei e de comidas que eu nunca comi e de bebidas que eu nunca provei. E está tudo bem porque eu sou competente na contrapartida. 

Ela me acorda, no meio da noite, para perguntar se eu estou dormindo. E insiste, me desperta, porque quer conversar. E a gente conversa, e perde a noção do tempo, e faz amor, e volta a dormir e a acordar, enquanto a janela começa a amarelar o quarto. 

A mulher que eu escolhi amar não fala em casamento. Nem de bebês, em cachorros, em comprar toalhas e novos lençóis. Ela não tem paciência para intriga de mulheres - nem de homens - ela simplesmente não tem tempo. Ela saboreia o dia, ela me deixa em paz, e me pede para deixá-la em paz. Sem cerimônia. 

Ela me mostra uma tatuagem nova, como criança mostra desenho. Ela queima a torrada, ela joga o texto fora sem me deixar ler. Ela tira fotografias de nós. Ela me faz rir. Ela segura a minha mão, por carinho, e mexe nos meus dedos, me passando recados no seu código morse; vamos embora; estou com medo; eu te quero

A mulher que eu escolhi amar é forte e ela doce. Indecifrável, pergunta aberta na página, pessoa incomum. Ela é difícil quando quer ser, e me tira do sério sem esforço. 

Mas ir trabalhar, e deixá-la, é como morrer um pouco todas as manhãs. 

A mulher que eu escolhi amar é a minha prova irrefutável, diária, que eu estive errado todo esse tempo. 

A minha única exceção.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("SHE USED TO BE MINE")



Álbum novo vindo por aí... mas, pelo que entendi, esta canção é de um projeto da Sara; um musical baseado no filme "Waitress".

"She is messy, but she's kind
She is lonely most of the time
She is all this mixed up and 
baked in a beautiful pie
She is gone but she used to be mine".

Não tem jeito. Sara será para sempre, para sempre, a minha mais linda de todas.

ALGUÉM ME EXPLICA...


...o QUE é a Claire Underwood, vivida pela talentosíssima Robin Wright em House of Cards? Ela concentra um absurdo de beleza, elegânca, graça, realeza, inteligência. A mulher não anda, flutua. Não fala, enfeitiça. Eu nunca vi coisa igual. Imagino que a Claire deve ser o que toda mulher no mundo sonha em ser. E fica muito fácil entender a razão de o Frank Underwood ser tão obcecado por ela... 

Quem não seria?


terça-feira, 14 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: CITY AND COLOUR ("AS MUCH AS I EVER COULD")

PARA VER E OUVIR: MARIA CALLAS ("O MIO BABBINO CARO" - 1965)



Precioso e raro esse vídeo de 1965 - diva eterna, imortal.

GIFS DA DEPRESSÃO

Primeiro dia do mês...



Quinto dia do mês...


CARTA PARA L.


Quando eu penso em Lídia, não são pensamentos comuns, banais, estes que todo mundo têm, que invadem a minha mente; não são aquelas fotografias que todo mundo tira em algum momento da vida, ou as experiências similares de viagens, datas especiais, restaurantes. 

Não.

Quando eu penso em Lídia, são as sensações que invadem o meu corpo e me sequestram a alma, como na primeira vez que eu a vi. É o seu cabelo negro, comprido, selvagem, com cheiro de primavera, brisa do mar e mistério. É o toque suave da sua pele, os pêlos roçando a palma da minha mão, o gosto da sua boca afogando a minha, como se não tivéssemos mais tempo. 

O seu corpo, leve, frágil, branco, salpicado de sardas; as linhas perfeitas da sua nudez, revelada sem pudor desde a primeira noite. A água morna escorrendo sobre nós, o mar de lençóis, o chão áspero. Quando eu penso em Lídia eu sinto o gosto da sua saliva, viva, misturada na minha; o suor doce, escondido nos confins do seu pescoço, o sabor marcante do meio das suas pernas envolvendo os meus lábios sedentos como feitiço.

As músicas tocadas em loop, a trilha sonora do nosso entorpecimento. Quando eu penso em Lídia é como se eu pudesse escutar a sua voz, alojada nos meus ouvidos; aquela voz rouca, cheia de segredo, senhora dos meus arrepios mais inesperados. Aquele nome, brilhando na tela do meu telefone, rasgando o meu sono em pedaços.

"Eu posso ir para aí?".

A linha delicada, minha avenida sem nome; o percurso que começava gentilmente entre o meio dos seios pequenos, rosados como dois pêssegos, ao umbigo, desenhado como um losango numa folha em branco, alguns sinais equilibrados deliciosamente ao redor, até a parada final, o seu ventre, encaixado na minha cintura, tomando posse do meu corpo; eu, ali, seu prêmio, sua colônia. Sua conquista. 

"Eu pertenço a você".

Quando eu penso em Lídia sinto o cheiro do meu perfume, misturado ao seu, na minha camisa de trabalho, usada, roubada, vestida como uma mortalha, grande demais para seu corpo feminino, mínimo. Sinto gosto de café, fresco, negro, forte; e de pães cortados de forma irregular, devorados de forma descuidada; as migalhas espalhadas no chão, risos matinais, planos que não seriam cumpridos. 

Sua caligrafia, alienígena, me deixando recados aleatórios, sem sentido. Seus presentes fabricados, suas ideias sem nexo, seu olhar preso ao meu, na porta, complexo. 

Seu sexo.

Quando eu penso em Lídia sinto a sua respiração morna, entrecortada, se confundindo com a minha. Respirando, conspirando. Seu grito contido, suas unhas abrindo caminhos sem rumo nas minhas costas. Beijos bêbados, com gosto de vinho caro, anunciando juras, promessas de sal e limão. Abraços apaixonados, nós dois misturados, sem começo nem fim, uma coisa só, colada, feito construção, sobre a cama. Nossa cama.

Quando eu penso em Lídia é como se perdesse o caminho de volta para mim mesmo. Viro um ser de janela, emoldurado; percebo o café frio na minha mão. Jogo-o fora, faço tudo de novo. Um vazio, uma saudade que não passa, um pedaço de mim, perdido, para sempre. 

Lídia, Lídia, Lídia. As letras saboreadas, enroladas na minha língua, como uma prece. Um amor repentino, inesperado, breve, devastador. 

Como deve ser.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

ILUSTRANDO


Desenho de Marylou Faure

IMAGENS FAMILIARES (ATÉ DEMAIS?)


Mais um maravilhoso link original do Buzzfeed que usa imagens para ilustrar 22 situações familiares (algumas até demais). Chorei de rir com algumas.


Vai dizer que não?


Por aí...

Esse é de longe o meu favorito!


Eu totalmente me vejo fazendo isso...


Yep, sounds about right...


o/

GIFS DA DEPRESSÃO

Ouço sermão do(a) chefe quando CLARAMENTE ele(a) tem razão...

SILÊNCIO NO REINO


"Boa sorte em achar um homem para reinar sobre os 7 reinos", diz Tyrion a Varys, no exílio.
"E quem disse... 'homem'?", responde o misterioso senhor dos sussurros.

Esse diálogo, para mim, resume a essência da "Canção de Gelo e Fogo" de George R.R. Martin. E aconteceu ontem, durante o primeiro episódio da quinta temporada (e que começou muito bem, diga-se de passagem).

Como eu sempre tento explicar aos não inciados, "Game of Thrones" é uma saga de mulheres. São elas os pilares da trama, as engrenagens que movem a história, que provocam e dissolvem as guerras. Os homens são meros coadjuvantes, são os que sujam as mãos. Elas é que têm as rédeas. Daenerys Targaryen, Catelyn Stark, Arya Stark, Sansa Stark, Margaery Tyrell, Cersei Lannister, Ellaria Sand, Brienne de Tarth, Melisandre, Yara Greyjoy, Osha, Ygritte... a guerra dos tronos é delas.

PARA VER E OUVIR: TANGO WITH LIONS ("IN A BAR")

GIFS DA DEPRESSÃO

O relógio marca "7 da manhã"...


O relógio marca "7 da noite"...

domingo, 12 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("UNCHARTED")

AMOR PLATÔNICO


Kate Mara, como a repórter Zoe Barnes de 'House of Cards'. Sem mais.

sábado, 11 de abril de 2015

ALL HAIL THE KING


Depois de muita insistência, resolvi ceder do topo da minha teimosia infundada e dar uma chance a "House of Cards". Apostei e perdi feio; passei admirar [ainda] mais o Kevin Spacey, que dá vida ao multidimensional deputado Frank Underwood, que conquista cada centímetro de Washington como seu reino particular. Em um episódio já estava capturado; em 3, virei fã. Se Frank Underwood fosse um personagem de "Game of Thrones", aquilo lá teria pegado fogo de vez em 24 horas.

EU ESCREVO POR AMOR



Certa vez me perguntaram sobre as coisas que eu escrevo. "Você gosta de escrever muito sobre o amor"; sim e não. Eu vivi um punhado razoável de paixões marcantes que me proporcionaram experiências incríveis e desilusões quase em proporções semelhantes; e isso se reflete nas ideias que eu coloco no papel. Ideias sóbrias, ideias ébrias; nostalgia, invenção. A forma como eu falo de amor é estrangeira - muitas vezes até para mim.

Não é que eu não acredite no amor; não é isso. Só não me considero um romântico - pelo menos não mais - e acredito verdadeiramente que o amor de cinema seja irreal. A vida me ensinou, me mostrou, cortando na carne, que não é assim que a coisa funciona. Portanto, gosto de falar em "amor possível". Este sim, existe, vive, une as pessoas como uma das forças mais fortes na nossa passagem breve pela terra.

Mas é um amor frágil, falho, imperfeito; recheado de oportunidades de ilusão e decepção. O amor que ninguém quer, porque ele não é de cinema. Muitas vezes nos apaixonamos pela "ideia da pessoa", não pela pessoa. E isso resulta, todas as vezes, numa imensa frustração no final da jornada. O equívoco está em amar aquilo que gostaríamos - que esperamos - e não o que nos é oferecido. 

Não é uma coisa simples, em absoluto. Não é preto no branco. Amar é um jogo de adultos, uma negociação, uma venda. Todos querem mostrar suas melhores qualidades, deixar os defeitos neutralizados ou disfarçados; todo mundo quer ser um "bom partido". E nessa negociata, muitas vezes, o saldo é uma overdose de expectativa que nunca tem um final feliz. 

O fato é que a gente não aprendeu muito bem a "amar apesar de". As pessoas se decepcionam umas com as outras, porque não foram muito bem treinadas para a parte ruim da troca. E quando você adiciona a esta receita as dificuldades da vida, muitos casais promissores percebem a promessa do "para sempre" se desfazer diante dos seus olhos. 

Me tornei meio incrédulo, acho. Meio meio descrente; fico melancólico em ver que sou daqueles que enxerga de forma sarcástica o amor entre duas pessoas. Isso para mim não existe. Como também não acredito em amor à primeira vista, em destino, em alma gêmea. Fui embora da Terra do Nunca, há algum tempo, e vejo que "cresci" de forma irremediável. Ao pisar fora da ilha onde o tempo não passa, descobri-me amargo. 

E triste ainda é ver que é um caminho sem volta.

Então, retomando o questionamento inicial. Sim, eu escrevo sobre amor. Mais, eu escrevo POR amor. Costuro lembranças - reais e inventadas - misturo corpos, mentes e almas. Crio e recrio a mulher dos meus sonhos com pedaços diferentes de memórias. Revivo, relembro, sonho. 

Mas não se enganem. Eu posso até escrever sobre amor. 

Mas meu negócio é ficção.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O MENINO E O MONSTRO


Quando eu piso com os pés descalços sobre o chão frio, é como se eu tivesse três anos de idade novamente. E todo o peso daquela última noite volta, como um piano despencado sobre o meu juízo. Sinto o vento nas minhas pernas descobertas, o corpo frágil, coberto por uma fralda e uma camiseta estampada por balões e palhaços. E o braço firme da minha mãe, me carregando como uma bola de futebol, para dentro da noite escura. 

Mas também é só o que eu me lembro. 

* * *

A minha mãe foi a mulher mais corajosa que eu conheci. E lembrar dela dispara uma cadeia de pensamentos um tanto desconexos, um caleidoscópio de imagens borradas capturadas por uma câmera mental de um menino inocente. 

Como quando a minha mãe me colocava fones de ouvido, no meio da madrugada, para que aqueles sons estranhos, de cordas e flautas, me fizesse dormir. Ela amanhecia com o rosto machucado, vermelho, braços e pernas arranhados. 

"Foi um monstro", ela sorria, por trás da minha tigela de cereal. 

Eu ficava espantado com aquelas palavras e, com a colher enfiada na boca, imaginava a criatura que a havia ferido na noite; os olhos amerelos, as unhas compridas, as orelhas de lobo. Era assim que eu imaginava o monstro que havia ferido a minha mãe. 

Então ela me escondia no armário, ou debaixo da cama. "Não saia daí", dizia, "não faça barulho". E eu me encolhia, no canto escuro; a respiração ofegante, embriagado por aquela adrenalina infantil, enquanto ouvia os barulhos de coisas quebradas, os gritos, toda aquela dor tão estrangeira e desconhecida. Era a minha mãe, enfrentando o monstro. 

Quando ela me acordava, na manhã seguinte, tocava o seu rosto estranho, os olhos envoltos num miasma lilás e carmesim, a sua roupa de dormir rasgada, as marcas da violência estampadas por todo o corpo. 

"Foi o monstro, mamãe?", eu perguntava, enquanto ela me abraçava. 

Sentia a sua cabeça consentir, enquanto seu peito arfava e ela umedecia o meu ombro. 

Até que aquela madrugada chegou. Ouvi o grito estridente, assustador, como um uivo. Os passos pesados no corredor do apartamento pequeno, o barulho de um furacão transtornado, revirando a casa pelo ar. Os gritos da minha mãe, o som do seu corpo sendo jogado no chão. Uma sinfonia de caos que inundava a minha mente com imagens aterrorizantes, enquanto eu rezava baixinho, para que o monstro não a levasse embora. 

"Por favor, por favor, por favor".

Então o silêncio. O choro. Os passos apressados da minha mãe, a luz do corredor explodindo no meu quarto escuro, a minha mãe me puxando de dentro dos lençóis, o vento frio da rua, os gritos e as palavras de cólera nas nossas costas, os meus olhos fechados, a voz da minha mãe, sussurrando no meu ouvido: "acabou".

* * *

Num dia como hoje, de nostalgia que escorre pela janela com a chuva, me pego contemplando a rua. A cabeça encostada no vidro, olhos fechados. Suspiro. Saudade. Dor de órfão, vazio profundo, ferida aberta por fotografia. 

A minha mãe foi a mulher mais corajosa que eu conheci. 

Ela me salvou do monstro.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

PARA VER E OUVIR: JASON MRAZ ("DETAILS IN THE FABRIC")

quarta-feira, 8 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Me inventam algum compromisso ou evento social depois do trabalho...



Essa me representa tanto que chega a doer.

RETRATO DE UM CASAMENTO ESTRANHO


Ele acordou cedo, como era costume. Os raios tímidos de luz avançando lentamente, vencendo a escuridão do quarto, centímetro por centímetro; o seu corpo pedindo por café, os seus músculos ainda relutantes a levantar. Aquele silêncio típico de uma manhã de domingo. 

Virou-se de lado, para observar a sua mulher, adormecida ao seu lado. A silhueta andina, leonina. Os cabelos lisos, compridos, escorrendo pelas costas. A camiseta de banda surrada que ela gostava de usar, a calcinha pequena, marcando o contorno de curvas perfeitas, linhas de pernas compridas, de nádegas bem desenhadas, cobertas por pêlos dourados. A visão mexia com o seu corpo de forma imediata, como o pressionar de um botão. 

Aquela pele, aquele cheiro, aquele gosto, aquela mulher. 

Continuou ali, contemplando a visão; a sua respiração tranquila, indefesa, quase inocente. Passou os olhos de ponta a ponta, os pés cobertos por meias descasadas, as pernas enroladas numa mistura disforme de cobertor e travesseiros, as mãos escondidas sob o cabelo. A boca carnuda, vermelha, entreaberta, os olhos cerrados, ainda desenhados pela maquiagem da noite anterior, a cabeleira elegantemente desgrenhada, como uma princesa-vampira, de ressaca. 

Aproximou o rosto, como se fosse beijá-la. Não. Permaneceu parado, a poucos centímetros, como um predador. Apenas para sentir o aroma, aquela mistura de suor doce e perfume caro, o hálito que ele conhecia como o seu, o cheiro que emanava dos poros, que o deixava selvagem, que o fazia querer aquela mulher como o raio deseja a terra na tempestade. 

"Esta é a minha mulher", pensou. "A origem e o fim do meu desejo. Minha pergunta sem resposta"

Fechou os olhos. Um suspiro. 

E imaginou como seria esmagar a sua linda cabeça contra a parede de concreto. 

FÉ NA HUMANIDADE: RESTAURADA


Uma pessoa abdicou do seu guarda-chuva para que um gatinho vira-lata não ficasse molhado. Fé na humanidade: restaurada.

terça-feira, 7 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Eu não danço em casamentos (em nenhum lugar, na verdade). Razão:

Expectativa:



Realidade:

PARA VER E OUVIR: KAYA ("UNDERWATER")

GIFS DA DEPRESSÃO

O que eu tenho vontade de fazer quando vejo alguém usando um 'pau de selfie'...


PARA VER E OUVIR: "ANSWERS" (FINAL FANTASY XIV - Distant Worlds the Celebration)



"Ande livre, ande livre, ande livre... E acredite, a terra é viva, então acredite..."

Sinto que consegui contar cada pêlo do meu corpo de tão arrepiados...

O CAMINHO DA LOBA


Arya em Winterfell, antes do mundo ruir

Faltam poucos dias. E enfim, a 5a temporada de "Game of Thrones" vai mostrar a pequenina e indefesa (?) Arya, que "não queria ser uma dama" virando uma loba e vivendo sob a ideia de que 'todos os homens devem morrer', embora alguns 'não hoje'.


Arya em Bravos, do outro lado do mar estreito (e exatamente como eu havia imaginado)

GIFS DA DEPRESSÃO

Preciso mostrar (de forma discreta) a um(a) amigo(a) que algo importante está acontecendo...


GIFS DA DEPRESSÃO

A conta do jantar chega e está um 'pouquinho' mais cara do que eu havia planejado...


quinta-feira, 2 de abril de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO


Mario Kart é uma das melhores invenções da humanidade. Mas é, também, um perfeito fomentador de discórdia e briga...

Amizade/Namoro ANTES de uma partida de Mario Kart



Amizade/Namoro DEPOIS de uma partida de Mario Kart



AMIRITE?