sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A MÃE

Confesso que há algum tempo eu já não tenho mais muita paciência para "How I Met Your Mother". O show ficou monótono, repetitivo, sem graça - o que é uma pena, porque ele brilhava até a 5o temporada, com um texto afiado e situações que equilibravam riso e lágrima sem esforço. Acho que, no fim das contas, foi a tal vontade conhecer a bendita da Mãe que me fez seguir - e continuar até agora nesta reta final. E, como a maioria dos fãs, eu me surpreendi - negativamente - quando ela foi enfim apresentada. Quando nós, enfim, a conhecemos. "Então é ESSA a mãe por quem esperamos 9 anos?", todos se perguntaram em seus sofás. Mas então vem um episódio como este último, o 16, e tudo muda completamente. Ted nunca quis a mulher perfeita; nem a mais bonita. Ele apenas queria encontrar a sua metade, uma mulher de coração bom e alma leve, a mãe dos seus filhos, alguém com quem ele pudesse dividir a vida, desfrutar da companhia; alguém que o fizesse rir. E agora ficou claro que ela, contra todas as críticas, é tudo isso - e muito mais. E, após 9 anos, vem um sentimento feliz e reconfortante de enfim tê-la conhecido. Os dois merecem, muito, esse encontro.

FUMAÇA E ESPELHOS


Ela chegava, diante dos seus olhos apaixonados, coberta de luz; um ar inquestionável de mistério e divindade, os cabelos negros feito a noite cascateando sobre os ombros nus, brancos, sustentados por um corpo envolto num traje de couro e veludo. Uma rainha negra, uma bruxa, coisa etérea. 

Uma feiticeira.

E ele ficava ali, maravilhado, sentindo os seus olhos incrédulos, cobertos de lágrimas, a cada movimento, a cada passo, a cada passe de mágica. Tudo o que ela fazia era feitiço, equilibrismo, alquimia; e, pouco a pouco, virou uma doce obsessão. Sua musa, sua fotografia mental que não abandonava os seus pensamentos, aquela criatura de fogo e sombra, com quem ele sonhava acordado dioturnamente. Aquela mulher que havia roubado sua inocência, sua honestidade.

Aquela ilusionista.

Ele contava os dias em que conseguiria vê-la; aquelas aparições raras. E combatia o relógio em seu pulso, que teimava em impedir a chegada do aguardado momento. Aquele encontro de mudez, em que ele a veria novamente; em que ela estaria ali, ao alcance do toque dos seus dedos. Quando ela seria só sua. Hipnose, derretimento, fantasia, desejo, incompreensão. Aquela mulher estranha, aqueles olhos felinos, aquele corpo centauro, uma pulsão que corroia as suas entranhas, objeto de desejo. Sua harpia, sua medusa, sua rainha.

Até que algo aconteceu. Ele só não sabia ao certo o quê. Talvez ele tenha visto os animais escondidos nos fundos falsos dos seus truques de araque; os alçapões camuflados, as cortinas que já não guardavam tão bem os seus segredos. Talvez ele tenha enfim conseguido enxergar a farsa. 

Ou talvez ele simplesmente tenha amadurecido. A verdade é que depois que o mistério se desfez ela nunca mais foi a mesma. E pouco a pouco, lentamente, foi ele quem concretizou a maior ilusão de todas.

Fazê-la desaparecer.

Essa é uma triste história sobre o desapaixonamento.

Aquela mulher era somente fumaça e espelhos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

TRAILER DE "A CULPA É DAS ESTRELAS"


O livro de John Green, "A culpa é das estrelas" (The Fault in our Stars), vai virar filme (com estreia prevista para junho). Uma história de amor que nasce onde já não se imaginava haver vida. Parece ser um espremedor de lágrimas. Esperar para ver.

O RELÓGIO PLANETÁRIO



O sensacional relógio da Van Cleef & Arpels, apresentado no Salão Internacional de Genebra e parte de uma coleção chamada "astronomia poética". Pela "bagatela" de quase 250 mil dólares, eis o relógio mais incrível deste mundo. E de qualquer outro.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("BEAUTIFUL GIRL")


É um crime essa canção não ter entrado no "The Blessed Unrest".

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

As fotografias surreais - além de misteriosas (e fantasmagóricas) de Martin Vlach. Via Zupi.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: TEMA DE HANS ZIMMER PARA "MAN OF STEEL"


O poder de uma música. As primeiras notas me levam imediatamente para Jor-El e seu adeus comovente: "Adeus, meu filho; nossos sonhos e esperanças viajam com você". E é como se eu conseguisse acompanhar a jornada desta criança que foi enviada para caminhar na Terra como um Deus entre os homens. Até que a música ganha mais corpo; e a partir de 1:39, um arrepio toma conta de cada poro no meu corpo e eu ganho a certeza inquestionável de que verei, pela minha janela infantil, uma capa vermelha, dançando no vento feito uma flâmula, enchendo o meu coração com a segurança de que ele está cruzando os céus para nos proteger do mal. De que, simplesmente, ele está ali, em algum lugar.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"SÓ É TUA A LOUCURA"

"Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."

Miguel Torga, Diário XIII

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("MANHATTAN")

PARA OS [ETERNOS] FÃS DE FRIENDS


Como eu.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O QUE VOCÊ FARIA?

Vez ou outra eu esbarro num filme que mexe comigo. Melhor, vez ou outra eu sou ATROPELADO por um filme; uma história que me paralisa, me revira pelo avesso e eu preciso de minutos para me recuperar. Desta vez, o acidente de trânsito foi causado por "About Time", estrelado por Rachel McAdams (e grande elenco). Até agora estou tentando descobrir a placa. Enquanto isso, continuo aqui, no chão, esperando por socorro. 

Não sei se virá.

Vamos lá. E se você pudesse voltar no tempo, para corrigir os pequenos (e grandes) "erros" da sua vida? O que você faria? O que você faria diferente? E se você tivesse a chance de passar mais alguns minutos com alguém que já se foi? O que você faria? É essa a história de "About Time".

Mas não quero estragar surpresas; esse filme merece que você as tenha sem conhecimento prévio. Assim, fico somente com as linhas gerais que contam a vida de um rapaz que não é nenhum galã de cinema mas que o seu pai define muito bem: "um rapaz gentil, de coração bom, e um dos poucos homens que amo nesse mundo". Aliás, ninguém menos que Bill Nighy interpreta o pai - e de forma apaixonante.

Essa é a história deste rapaz bom que, não fosse uma pequena "qualidade", seria apenas mais um inglês comum, vivendo a sua vida. Mas acontece que ele pode viajar no tempo (para o passado, apenas), como todos os homens da sua família, e descobre que este dom lhe permite corrigir os pequenos erros do dia. Tudo que ele queria que é que isso o ajudasse a arrumar uma garota. Mas ele faz tanto mais.

E tanto, tanto mais...

Em resumo, é uma história sobre amor. Sobre saudade, nostalgia. Sobre o apego desesperado em viver os dias como se fossem os últimos. Essa é uma história absurda, fantástica e que nos conduz com tanta delicadeza pela sua trama surreal que é impossível não mergulhar de cabeça e se perder por completo. E de pensar, a cada segundo, "o que eu faria diferente?". 

Um filme lindo, lindo que chega a doer. Perfeito, do começo ao fim; comovente - desesperadamente comovente. E absolutamente imperdível. Um exercício atordoante, um convite a repensarmos as nossas próprias vidas - e os nossos erros - e a questionarmos o que de fato temos feito dos nossos dias. Antes que seja tarde demais.

É só isso que vou dizer. 

Apenas um conselho: tenha uma caixa de lenços de papel à mão. 
Confie em mim, será necessário.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: SARAH MCLACHLAN ("HOLD ON")


Eu esqueço, às vezes, de como amo as canções desta mulher. Mas basta ouvir uma canção como esta que tudo volta feito maremoto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

TRAILER DA "MENINA QUE ROUBAVA LIVROS"


Torrente de arrepios.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"S04"



"O povo sabe que eu sou o Rei; que a guerra está ganha!".

Pobre Rei Joffrey...
E que venha a S04 de Game of Thrones!

PARA VER E OUVIR: A SILENT FILM ("HARBOUR LIGHTS")

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: A SILENT FILM ("JULIE JUNE")

SIMETRIA

Vale 4+4 minutos do seu tempo (acredite!). Curta-metragem que narra a história de um rapaz que abandona a sua namorada para viver um caso com outra mulher. Mas não é só isso. Há uma brincadeira com a simetria (e com a física) em que o "abandonar" se converte magicamente no retorno. Linda direção, embalada por uma ótima trilha sonora e que brinca delicadamente com a nossa mente. Imperdível.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

As fotografias de Noell S. Oszvald. Via Zupi.



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

O trabalho do artista plástico paulista Antonio Lee. Via Zupi.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"ÁLBUM DE FAMÍLIA"


Quero ver, na lista já ("August: Osage County").

sábado, 4 de janeiro de 2014

AMOR PLATÔNICO

Alison Sudol, vocalista da Fine Frenzy (bandinha deliciosamente indie que descobri há pouco tempo). Centaura, essa criatura meio de outro mundo; um sorriso cheio de covas capaz de iluminar o mundo, um olhar melancólico, o cabelo vermelho, a voz doce, coisa profunda. Descobri essa ruiva por acaso e nunca mais consegui tirar os olhos dela. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: LORDE ("ROYALS")

ILUSTRANDO

Street art

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

LET'S DO THIS