Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

A CINEMATERAPIA DE SERENDIPITY


Não sei ao certo; acho que acordei meio romântico. Amanheci com "Serendipity" (Escrito nas Estrelas) na cabeça e me lembrei o quanto esse filme é especial para mim de inúmeras maneiras. É cinematerapia para quando a vida está nublada e chuvosa. Já perdi as contas de quantas vezes assisti a "Escrito nas Estrelas" e posso dizer, sem medo de crítica, que esse filme - que é o pai de todos os "filmes de mulherzinha" - me comove todas as vezes. Não tenho vergonha de admitir; adoro "filmes de mulherzinha" da mesma forma que aprecio um filme sobre a invasão americana na Normandia. A verdade é que "Escrito nas Estrelas" é um filme tão único e especial que fica difícil até falar sobre ele.

Serendipity: o ULTIMATE "filme de mulherzinha"

A história é simples, ergue-se sobre clichés deliciosos e faz apologia recorrente ao livro "Amor nos tempos do cólera", de Gabriel Garcia Marquez. Bom, pelo menos do ponto de vista da idéia de esperar a vida inteira pelo único e verdadeiro amor, mesmo que a vida passe e, com isso, acontecimentos nos coloquem em outras direções. Estrelam John Cussack (Jonathan) e Kate Beckinsale (Sara), que têm juntos uma química raramente vista no cinema. Os dois se conhecem na noite de Natal, em Nova York, durante um incidente em que tentam comprar o mesmo par de luvas. Uma coisa leva a outra, que leva a outra e quando eles menos esperam, estão fazendo planos para se encontrarem novamente se o destino assim quiser. Jonathan escreve seu telefone numa nota de 5 dólares e Sara escreve o seu dentro do livro "O amor nos tempos do cólera". A idéia é simples: se for do destino, um ou o outro achará a nota ou o livro. O que, infelizmente, não acontece...
*
O tempo passa e a vida segue tanto para Jonathan quanto para Sara. Mas será que os dois esqueceram um do outro? Será que ainda se procuram nas esquinas do acaso? Será que ainda esperam um pelo outro? É essa jornada tocante que acompanhamos, recheada de momentos engraçados, angustiantes e comoventes. Tudo coroado pela branca neve de Nova York, elenco de primeira grandeza, e uma trilha sonora incomparável. O texto do "obituário" de Jonathan, escrito por seu melhor amigo, na seqüência final é absolutamente memorável. "O que importava para os gregos antigos, ao se despedirem de alguém que havia morrido, era se aquela pessoa realmente havia amado apaixonadamente".

Nota: a verdade é que "Serendipity" também me lembra você. E como você me permitiu (e permite) viver uma história de cinema na vida real. Com nossos encontros e despedidas, beijos na chuva e a idéia sempre vibrante que seremos sempre nós dois contra o mundo. Confesso que o fato de você lembrar a Sara também ajuda. E assim me pego, vendo "Serendipity" com uma caixinha de lenços de papel imaginária a tira colo, enquanto me dou conta, hoje e amanhã, que ainda sou o seu Jonathan Trager, procurando seu nome em todos os cantos, e te esperando pacientemente; sentado sobre um lago congelado, aguardo você me reencontrar, numa noite qualquer.




"When you know" (Shawn Colvin)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

"TERRAS DO NUNCA", POR JOÃO PEREIRA COUTINHO (FOLHA)

Excelente artigo escrito por João Pereira Coutinho (colunista da Folha de São Paulo) em 29 de junho: "Terras do Nunca".
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"Pobre Michael Jackson. O homem morre como todos morremos. Radicalmente só. Com o coração a despedir-se prosaicamente do corpo. O mundo, em choro e transe, não acredita. Um mito não morre assim. Porque assim morremos nós, anônimos e mortais, mergulhados na nossa própria miséria. Os mitos só morrem por acidente ou conspiração invejosa de terceiros, que não aguentam o brilho incandescente da estrela.
John Kennedy não foi abatido pelo fracassado Lee Oswald numa manhã funesta de Dallas. Kennedy foi assassinado pela CIA, pelos cubanos, pelos soviéticos, pela máfia, eventualmente pelos extraterrestres.
O mesmo para a "Princesa do Povo", Diana Spencer. Uma vítima de um motorista alcoolizado e irresponsável numa noite de Paris? Não, mil vezes não. Diana foi vítima da Família Real inglesa, que a desprezava para lá do tolerável. Para dar mais requinte ao episódio, há quem garanta que Diana estava grávida. A autópsia não confirmou. Mas quem se prende a pormenores? Eu, por mim, aposto que eram gêmeos.
E, agora, Michael Jackson: ele não morreu por excessos vários e loucuras evidentes. Foi o médico; foi a empregada; foi o Rato Mickey quem acabou com o cantor.
Deixemos as teorias da conspiração para as mentes conspiratórias. No meio do sentimentalismo vulgar, e quase religioso, com que o planeta chora a morte de Jackson, a única declaração vagamente sensata foi dita pelo próprio presidente americano. E que nos disse Obama?
Para começar, que Jackson foi um músico de talento. Difícil discordar, embora o Jackson que eu aprecio morreu no dia em que nasceu o Jackson que grande parte do mundo aprecia, ou seja, em 1979 com "Off the Wall". O single prodigioso que os Jackson Five editaram dez anos antes, "I Want You Back", é incomparável com qualquer obra posterior. Opinião pessoal. Do Michael Jackson a solo, admiro apenas o bailarino. Brinco? Não brinco. Fred Astaire também não brincava quando dizia, na década de 80, que Jackson nascera demasiado tarde. Tivesse ele vivido nos anos 30 ou 40 e teria feito as delícias de Busby Berkeley ou Vincent Minelli. Quem aprecia musicais sabe do que falo.
Mas Obama não elogiou apenas o talento. Obama foi corajoso e lamentou a figura profundamente trágica de Michael Jackson. Nos próximos anos, saberemos mais sobre essa tragédia. Mas aposto que a origem dela está num homem que, para usar as palavras de um francês célebre, alimentou uma "náusea-de-si-próprio" ao longo da vida: uma náusea da sua própria negritude e, talvez mais importante, uma náusea da sua própria humanidade, por definição mutável e perecível. Não admira que, ano após ano, ele tenha tentado golpear essa humanidade, perseguindo um ideal estético que era, aos olhos do mundo, caricatural e infantil. E, aos olhos dele, eterno e pós-humano.
Disse anteriormente, citando Fred Astaire, que Michael Jackson não viveu nas décadas de 30 e 40 para inscrever o seu nome na tradição dos grandes musicais. Mas é possível recuar mais um pouco e lamentar que Jackson não tenha nascido e vivido em finais do século 19, inícios do 20. E que não tenha conhecido uma alma gêmea como J.M. Barrie, o escritor para quem a infância era, simultaneamente, o melhor e o pior dos mundos. O melhor, pelo encantamento permanente que lemos em "Peter Pan" ou no injustamente esquecido "The Little White Bird". Mas também o pior dos mundos, porque [foi/é] capaz de antecipar a corrupção futura: a maturidade, o envelhecimento, a perda da inocência.
Não sei se Jackson leu Barrie. Provavelmente. Mas sei que lhe roubou o nome para o seu rancho, "Neverland", essa "Terra do Nunca" onde os rapazes não crescem. Tivesse Michael Jackson lido "Peter Pan" com atenção e saberia que, mesmo na "Terra do Nunca", os rapazes não crescem mas também morrem."

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER TOCA "HUMAN NATURE" NO FUNERAL DE MJ


Bela homenagem de John Mayer que, como era de se esperar, oferece uma nova roupagem à "Human Nature", durante o funeral de Michael Jackson.

NIETZSCHE

E disse o mestre: "Aquilo que não me mata somente me fortalece".

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

DICA DE SITE OU BLOG: HARDCOREGAMING

Para quem se interessa por jogos e tecnologia, vale a pena visitar o blog hardcoregaming. Todo em português, não deixa em nada a desejar se comparado à crítica especializada americana, como IGN, Gamespot, 1up e Gamespy. Muito bem escrito, dinâmico e com forte apelo visiual, é um espaço excelente para se informar e colher reviews e previews.

MOMENTO AZUL E ROSA: TEASER E TRAILER DE "MARIE ANTOINETTE" (SOFIA COPPOLA)


Teaser (HD)

Trailer internacional

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

PARA VER E OUVIR: MICHAEL JACKSON (PROPAGANDA DA PEPSI - 1992)


Michael Jackson faz um dueto consigo mesmo (quando criança) cantando a música "I´ll be there". É de chorar de tão bonito.

DEVANEIO URBANO

Tenho escrito pouco. Digo, inventado, pensado, refletido pouco. Tenho imaginado pouco. Em parte pela falta de tempo (será, mesmo?), em parte por falta de vontade, em parte por falta de pensamentos. Às vezes sinto uma vontade real de "ter pensamentos novos". Eu literalmente penso isso: "quero pensamentos novos". E talvez seja um exercício, mesmo, e não uma combustão espontânea que eu fico aguardando enquanto utilizo a carta manjada do "bloqueio criativo" para justificar o fato de os tais novos pensamentos não estarem chegando. E acabo cansando de esperá-los, de modo que tentarei abraçar mesmo idéias banais como exercício ativo, do que esperar passivamente por pensamentos geniais. Simplesmente não é assim que funciona. Essa indústria de subjetividades não é construída sobre mecanismos óbvios. Acordei hoje, no horário de sempre, e quando já me via automaticamente na jornada matutina - e semi-mecânica - de fazer café, arrumar o apartamento e me preparar para o trabalho, deixe-me envolver por idéias flutuantes. Balões coloridos que me ajudaram a despertar para o dia de hoje. Pensei sobre as escolhas que faço, nem sempre inequívocas; a necessidade de me auto-adular menos (sou muito menos inteligente do que me imagino ser e muito mais interessante do que me permito acreditar); e a importância de não depositar tanta expectativa nos outros. Quanto menos melhor. É tudo meio óbvio, na verdade. E até cliché. Mas quero também os pensamentos óbvios. Hoje, pelo menos.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

BESTEIROL DE PRIMEIRA GRANDEZA

Farei menções honrosas a um triunvirato de filmes besteirol de primeira grandeza: "Pagando bem, que mal tem?" (Zack and Miri make a porno); "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço" (Role Models); e "Quase irmãos" (Step brothers). Além da pausa - justa e merecida - nas reflexões sobre filmes complexos e profundos sobre os quais gosto de devanear semi-superficialmente, esses filmes realmente são bons, merecem ser vistos e brincam - com grande competência - com a idéia de que é possível fazer um filme engraçado, cheio de besteiras hilárias e nem por isso deixar de tocar em idéias e reflexões interessantes. Esses três filmes são exemplos perfeitos disso.
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Em "Zack and Miri...", conhecemos um casal de amigos que decidem fazer um filme pornô como última saída para o pagamento de dívidas. Essa situação, obviamente, rende situações inacreditáveis e propõe a reflexão que muitas vezes tudo o que precisamos está logo ali, ao alcance das mãos. No elenco principal os sempre ótimos Seth Rogen e Elizabeth Banks. Uma comédia com toques de comédia romântica com cenas absolutamente histéricas. Craig Robinson está presente para o deleite de todos aqueles que tiveram o privilégio de ver os extras de "Superbad" (o cara "injustamente" acusado de tráfico e consumo de drogas).




"Zack and Miri make a porno"

Já em "Role Models", temos Paul Rudd e Seann William Scott no papel de dois caras condenados a cumprir serviço comunitário. A punição leva-os a "orientar" duas crianças com déficit emocional: um menino mal criado e um rapaz que vive num mundo de fantasia baseado em jogos de RPG. Esse rapaz é ninguém menos que o cultuado McLovin, também de "Superbad". A comédia, aqui, já tem um ritimo mais sossegado, com diálogos interessantes e engraçados e não tanto cenas absurdas como em "Zack and Miri", mas mesmo assim rende situações cômicas que fazem desse filme uma obrigação. É impossível não dar atenção à Jane Lynch, no papel da educadora. O diálogo em que ela se recorda das suas refeições, quando morava em Nova York é memorável. No fim das contas, um filme sobre companheirismo e aceitação das diferenças. Quem disse que uma comédia não pode falar sobre isso?



"Role Models"


Por último, mas não menos importante, o filme "Step Brothers": Will Ferrell e John C. Reilly no melhor papel juntos que já tiveram. Os dois interpretam homens de 40 anos que ainda vivem com os pais. Will vive com sua mãe, John com seu pai, ambos viúvos. Os dois se casam e os filhos precisam aprender a conviver na mesma casa. É difícil apontar algo específico sobre esse filme, que é insano do primeiro ao último minuto. Os dois comediantes, que já estiveram juntos em filmes como o mediano "Talladega Nights", dão um show. A cena do beliche improvisado rende muitas voltas no controle remoto. E também esse filme oferece uma reflexão interessante no final, apesar do assunto absurdo. Momento inesquecível: "Boats and Hoes".



"Step Brothers"

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

PARA VER E OUVIR: DISNEY INESQUECÍVEL ("ALADDIN" E "A BELA E A FERA")


"A whole new world"

"Tale as old as time"

2 DE JULHO


Hoje é dia de lembrar e celebrar o sangue e o suor do corajoso povo baiano, derramados neste dia para confirmar que o Brasil era, enfim, uma nação independente. Deus salve e guarde a Bahia!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

O CÉU E O INFERNO


Para inaugurar o mês de julho, uma frase hilária que achei por acaso:

"O Céu é um lugar onde a polícia é britânica, os chefs são italianos, os mecânicos são alemães, os amantes são franceses e tudo é organizado pelos suíços. O Inferno, por sua vez, é um lugar onde a polícia é alemã, os chefs são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos italianos".
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Tudo é uma questão de perspectiva, afinal. E no Brasil, como seria? Bom... melhor deixar para depois.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

UM FILME MUITO COMPETENTE


Acho que essa é a melhor forma de definir "Operação Valquíria" (Valkyrie), de Bryan Singer e estrelado por Tom Cruise e grande elenco (incluindo Kenneth Branagh, Bill Nighy e Tom Wilkinson). A história (verídica) conta a última de 15 tentativas de assassinato a Adolf Hitler por parte de altos oficiais do III Reich. Tom Cruise, que está surpreendentemente bem, representa o coronel Claus von Stauffenberg, o homem que assumiu a responsabilidade de plantar uma bomba numa reunião na toca do lobo para matar o homem mais temido de todos, "o inimigo número 1 do mundo". A edição, sempre correta e diâmica, mantém o filme sempre num ritimo de ansiedade e apreensão, de maneira que não dá para tirar os olhos da tela.
Tom Cruise é o conde von Stauffenberg
No fim das contas, "Operação Valquíria" é um filme excelente: entretém e mexe com a audiência, sem deixar de ser um interessante documento histórico. A fotografia é belíssima, bem como o cuidado com cenários, figurinos e objetos. Não chega a ter o poder e a visceralidade de "A Queda!", mas nem por isso deixa de ser um filme muito cuidadoso na sua difícil missão de recriar a Alemanha da II Guerra. Vale as quase duas horas que passam como 5 minutos.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

PARA VER E OUVIR: NAT KING E NATALIE COLE ("UNFORGETTABLE")

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

PARA VER E OUVIR: MICHAEL JACKSON ESSENCIAL


"Rock with you"

"Thriller"

"Billie Jean"

"Bad"

"Smooth Criminal"

"Beat it"

"Don´t stop till you get it enough"

"Black & White"

"ABC (Jackson´s Five)

"BEN (Jackson´s Five)

O ADEUS DE UM REI EXILADO


É impossível fugir ao cliché. O mundo sentirá, dolorosamente, a perda do eterno "rei do pop" (1958-2009). Um rei exilado, com algo de anjo, de santo e de monstro, que viveu o céu e o inferno na sua breve passagem pelo plano terrestre. Michael Jackson morre aos 50 anos e deixa um legado de inovação, criatividade e talento que dificilmente será superado. Jamais haverá outro como ele, capaz de mover e comover gerações, países e culturas. Para nós, filhos felizes dos anos 80, a morte de Michael Jackson nos deixa um pouco órfãos. É assim que me sinto, verdadeiramente, ao constatar algo que não parecia concebível para mim, que Michael Jackson era mortal como todos nós. Hoje pouco importam as polêmicas, os delírios, loucuras, obsessões e crimes dos quais ele era ou não culpado. Hoje ele volta a ser o Michael que flutuava sobre as pontas dos pés, com jaquetas ornamentadas e fazia o mundo vibrar. O Michael de "Thriller", "Bad", "Billie Jean". O Michael dos passos impossíveis que todos queriam imitar. O Michael da voz inconfundível. O músico, dançarino, arauto, poeta e príncipe. É difícil dizer adeus ao rei do pop, esse rei semi-deposto, inesquecível ícone de uma era. Porque, de uma forma ou de outra, ele estará sempre por perto. Acima de vida e morte mundanas. E continuará, de algum lugar, cantando e encantando as gerações que ainda conhecerão sua música. Adeus, Michael. O mundo, hoje, é um lugar um pouco menos interessante com a sua saída.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

PARA VER E OUVIR: NICOLE KIDMAN & EWAN MCGREGOR ("COME WHAT MAY")

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

THE PS3 DREAMLIST 2


Assassins Creed 2

Castlevania - Lord of Shadow

God of War 3

Eternal Sonata

Valkyria Chronicles

Lord of The Rings - Conquest

Front Mission Evolved

The Last Guardian

Final Fantasy XIII

NA COMPANHIA DE JORGE

Conta a lenda que São Jorge nasceu na região da Capadócia (sudeste da Turquia). Com a morte do seu pai, mudou-se para a Palestina, onde sua mãe possuia recursos para educá-lo. Ainda jovem, juntou-se ao exército romano e foi logo promovido ao posto de capitão, recebendo depois o título de conde da Capadócia. Já aos 23 anos, ingressou na corte imperial e assumiu o posto de Tribuno Militar. Apesar de ser nobre e rico, Jorge decidiu entregar todas as suas posses e riquezas aos pobres e enfrentou o imperador Diocleciano, contra a perseguição aos cristãos. A partir daquele momento, renegou o paganismo romano e passou a defender a fé em Jesus Cristo. Por sua ousadia, Jorge foi perseguido, envenenado e torturado, sobrevivendo a todo o mal que lhe era causado e sem nunca renegar a sua fé em Cristo. Sem êxito em persuadir São Jorge a desistir de sua fé, o imperador decidiu degolá-lo em 23 de abril de 303 d.C. A partir deste momento, o martírio de São Jorge ganhou notoriedade e muitos romanos foram comovidos e convertidos pelo sofrimento do jovem soldado. Os restos mortais de São Jorge foram sepultados em Lida (Palestina), onde mais tarde, o imperador Constantino ergueu um oratório para que a devoção a São Jorge fosse conhecida no Oriente. Hoje, São Jorge está entre os santos mais amados pelo catolicismo em todo mudo.
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Para aqueles que desejam andar em sua companhia:
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"Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com o seu Sagrado e divino manto, protegendo-me em todas minhas dores e aflições e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnais e espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa prejudicar. Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. Amém."

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

ATÉ QUANDO É TARDE DEMAIS?

Vez ou outra surge um filme assim, incrível, como é "O lutador". Uma união harmônica de elementos que funcionam perfeitamente na tela: boa história, ótimos personagens, um drama humano comovente e atuações primorosas. Mickey Rourke merece todos os elogios possíveis à sua atuação como o decadente lutador "Randy the Ram Robinson", um gladiador refém de glórias passadas, que sobrevive de bicos, apresentações falsas e sofre com a pobreza e a solidão. Na tela, testemunhamos a existência de um homem que se arrasta, como se a gravidade fosse especialmente mais forte sob seus pés. Olhos cansados, braços e pernas que parecem ranger como se enferrujadas, o lutador é um "pedaço acabado de carne" como ele mesmo se define. Mas o que faz esse filme especial também é o fato de misturar realidade e ficção, uma vez que o próprio Mickey Rourke, um ator que viveu o céu e o inferno em sua vida pessoal, é uma versão viva do Randy the Ram. São duas riquíssimas horas, de uma história "simples", mas que contam toda uma vida. Por fim, não há muito mais o que falar sobre este filme que é belamente dirigido por Darren Aronofsky ("Fonte da Vida" e "Réquiem para um sonho"). É muito melhor vê-lo, senti-lo e se deixar contagiar pela luta de Randy "The Ram", que está muito além do sangue e do suor; é uma luta para descobrir quando é tarde demais - ou não - para recomeçar. Um filme que fica.


Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

PROJECT TRICO

Após a mágica de "ICO" e "Shadow of the Colossus", o Playstation 3 parece receber a peça final da trilogia, com chave de ouro. O nome do jogo é "The Last Guardian", anunciado recentemente na E3:

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

NECESSÁRIA LICENÇA POÉTICA

Preciso abrir licença poética, dar uma breve pausa nas minhas discussões semi-superficiais e devaneios semi-profundos para incluir este vídeo. É hilário demais:

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

JUNHO

Começo de mês, na dedicada esperança por dias melhores.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

AMOR E ACEITAÇÃO

Duas frases definem o filme "C.R.A.Z.Y", de Jean-Marc Vallée: uma história sobre o amor de um pai por seus filhos e o amor de um garoto pelo seu pai. Uma delicada jornada, que começa nos anos 60, e percorre trilhas que tratam do autodescobrimento, da aceitação e a relação de pessoas com a sua época. Tudo muito bem feito, com excelente direção e trilha sonora, fazendo com que seja este um filme imediatamente arrebatador, impossível de não se apaixonar. É um retrato de um tempo, de uma família, do amadurecimento, repleto de questões e situações com as quais é muito fácil se identificar. Sem dúvidas, um filme que fica.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

UM FILME OBRIGATÓRIO

"Fatal" (Elegy) é um filme único. Completamente obrigatório. Há muito tempo não via uma história tão silenciosa e tão eloquente. É uma obra de arte, de uma beleza que chega a doer. Comovente, honesto, narra sem pudores as crônicas da fragilidade humana: as inseguranças das relações afetivas, a paixão carnal, o envelhecimento, a perda da beleza, a doença, a morte, a separação. Estrelam o - sempre maravilhoso - Ben Kingsley e Penelope Cruz, que está surpreendente. Na trama, um velho professor universitário (Kingsley) "ainda preso à comédia humana das tentações carnais" se apaixona perdidamente por uma aluna cubana-americana (Cruz). Apesar da idéia comum, esse relacionamento é o tecido no qual se costuram as mais belas reflexões sobre a jornada humana pela vida. Esse filme não merece, nem precisa de resenha. Ele merece, ele precisa, isso sim, ser visto e sentido. Como quem se senta, à beira do mar, um dia inteiro, apenas para contemplar a sinfonia de sons, de luzes e imagens, observando a água que vem forte e volta, deixando espuma sobre a areia.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER ("WHEEL")

NO PEQUENO GRANDE PLANETA

Por enquanto, tudo vai bem no pequeno planeta.


E no Pequeno Grande Planeta, também.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

UM ANJO EM MINHA VIDA

Você me disse que quase não tem vindo por aqui. Receio de ficar triste, você justifica. Não te julgo; acho que você tem razão. São as crônicas dos últimos dias que, em verdade, foram uma montanha-russa de euforia e melancolia. Mas eu ainda te escrevo aqui minhas mensagens em garrafas, que podem aportar em sua praia, num dia qualquer que você decida me fazer uma visita. Você surgiu como um anjo em minha vida e ainda o é, mesmo com todas as tempestades que enfrentamos no caminho. Você me dá provas disso, quase diariamente, quando me faz enxergar o vento que você sopra em minhas velas, que me levam adiante, para terras de novas conquistas e descobertas. O vento que faz com que eu "não precise de asas comuns, porque o próprio céu me leva até você". O porto de saída e o caminho de volta. A melhor risada, a melhor conversa, a noite mais bem dormida, a bebida mais doce, a comida mais saborosa, o corpo mais quente, a boca mais suave, as aventuras inesquecíveis. A você sou eternamente grato por tudo, por cada nova página do melhor capítulo da minha história. O capítulo mais inspirado, mais emocionante da minha biografia. Você, o anjo de minha vida.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

PARA VER E OUVIR: JUDY GARLAND NO "MÁGICO DE OZ" ("SOMEWHERE OVER THE RAINBOW")

MUDANÇA

Bem disse Heráclito, certa vez: "tudo flui e nada permanece. Tudo se afasta e nada fica parado. Não consegues banhar-te duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo. É na mudança que as coisas acham repouso".
*
Mais uma mudança no histórico. Mais coisas legais para lembrar. Mais vida vivida. É o que importa. São esses os detalhes no tecido. O resto é pano.