segunda-feira, 30 de março de 2015

CABEÇA DE GATO ("CATSASS")





ILUSTRANDO


Mosaico de Jason Dussault (original via Zupi)

sábado, 28 de março de 2015

A HISTÓRIA DE UM PRÍNCIPE TOCADO PELA NOITE


E então eu consegui pôr as mãos na preciosidade que é o demo de FFXV (Episode Duscae). Não temos nem ideia de quando a versão definitiva chegará - provavelmente daqui a uma no ou mais -, mas já deu para ver que será uma obra-prima. Possivelmente a edição mais original de um FF: um grupo de amigos, um príncipe chamado Noctis que precisa ser protegido (escoltado?), uma road-trip num reino imenso. De babar.

Em outras palavras:

PARA VER E OUVIR: "CHRONO TRIGGER MEETS METAL"



Nu! Essa arrepiou os pêlos da alma...

quinta-feira, 26 de março de 2015

PARA VER E OUVIR: ROO PANES ("LITTLE GIANT")

quarta-feira, 25 de março de 2015

ILUSTRANDO


Os posters conceituais de Peter Strain (original via Zupi).

GIFS DA DEPRESSÃO

Eu, de boas, vendo "A história sem fim", achando que a idade me deixou imune à cena do Atreyu com seu cavalo Artax... Estou velho demais para essas bobagens, né?


Para quem não se lembra: eles estão cruzando um pântano que te engole se você estiver infeliz (numa metáfora devastadora sobre a depressão). Quando Atreyu está quase salvo, percebe que seu companheiro Artax está parado, afundando, incapaz de continuar. E assim temos que testemunhar o menino se despedindo do cavalo, vencido por sua própria melancolia.



Resultado?

terça-feira, 24 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Meu primeiro pensamento assim que chego a qualquer compromisso social...

segunda-feira, 23 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Chego atrasado na reunião e tento não chamar atenção de ninguém...

domingo, 22 de março de 2015

VOCÊ E EU


Eu sonhei que você enfim estava lá. E você me pedia para ficar, naqueles minutos que se tornavam horas, diante dos nossos olhos afoitos. 

Eu então comecei a desaparecer, no meu medo insustentável de que nada daquilo não fosse real - e que você também iria desaparecer diante dos meus olhos tomados - contaminados - pela aterrorizante luz da manhã. Eu levantaria para a minha repetida e solitária xícara de café e você teria sumido para sempre. E nada daquilo seria de verdade.

Não.

O pêlo que cobria o seu corpo nu, iluminado por aquela janela estrangeira, sobre aqueles lençóis de idade questionável, era absolutamente real. O cheiro, o sabor. O seu cabelo comprido cor de ouro queimado, cascateando sobre a pele salpicada de sardas, minhas novas constelações. Os olhos da cor de esmeraldas selvagens, a voz rouca feito feitiço, o seu nome que eu gostava de pronunciar em silêncio, como uma oração, deixando as letras envolverem a minha língua num abraço etéreo. 

Fumaça e vinho. Aquela cidade velha, emoldurada pela nossa fome. 
Toda a fome. Ainda sem nome.

Era tudo real, afinal. 
Você me fez ficar, meu amor de espera.

Vamos embora, você pareceu sussurrar naquela manhã de pensamentos sóbrios. 
Para onde? 
De que importa?

Navegar, desaparecer. Juntos. Você e eu.

LÓGICA DOS GATOS (PARTE 2)

GIFS DA DEPRESSÃO

As quatro etapas que antecedem a chegada de uma nova temporada de "Game of Thrones":

Lembrar que a 5a temporada está na esquina...


Fazer uma maratona da 4a temporada em Blu-Ray... 


Me emocionar com as mesmas coisas que eu li e vi no passado...


Esperar o começo da 5a temporada...

sexta-feira, 20 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Olho a pessoa ao meu lado na academia que está levando o seu treino a sério demais...

"EU NÃO VOU PARAR A RODA... EU VOU QUEBRÁ-LA"



Mais um trailer da 5a temporada de "Game of Thrones" que eleva a definição de "PQP!" a níveis extremos...

PARA VER E OUVIR: FAMILY OF THE YEAR ("HERO")

quinta-feira, 19 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

A minha cama, na hora em que eu preciso dormir...

A minha cama, na hora em que eu preciso acordar...

quarta-feira, 18 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Vou beber alguma coisa e o copo está com cheiro de ovo...


GIFS DA DEPRESSÃO

Quando tocava "Dog days are over", quinhentos anos atrás em alguma festa...


Quando toca "Dog days are over", hoje em dia, em alguma festa...



segunda-feira, 16 de março de 2015

PARA VER E OUVIR: ON AND ON ("DRIFTING")

domingo, 15 de março de 2015

EU NÃO ESTAVA PRONTO PARA "INTERSTELLAR"



Quando eu sentei para [enfim!] assistir a "Interstellar", eu achava que veria mais um bom filme de ficção científica. De fato, isso aconteceu; inquestionavelmente. Este filme é a DEFINIÇÃO de "sci-fi-porn" do começo ao fim. Ao ponto em que eu nem fiz mais questão de compreendê-lo, de enxergar a coesão. Desisti disso bem cedo. 

É um grande equívoco tentar achar lógica e compreensão mundana em "Interstellar". O objetivo do Christopher Nolan aqui foi, em verdade, o extremo oposto disso. Então, como os tripulantes da missão intergalática, eu simplesmente decidi embarcar na viagem, sem entendê-la ao certo e tampouco o que me esperaria ao final. 

Um filme que me recheou os olhos desde o primeiro segundo. E que, por razões muito minhas, me fez chorar feito criança ao final. 


sexta-feira, 13 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Eu criança esperando para jogar Final Fantasy II...


Eu hoje esperando para jogar Final Fantasy XV...





PARA VER E OUVIR: UTADA HIKARU ("PASSION & SANCTUARY")



O coração nerd pira com isso... 

quinta-feira, 12 de março de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

O que a modernidade fez com o hábito simples de 'conhecer alguém novo'...


PARA VER E OUVIR: BARBARA OHANA ("ORDINARY PIECE")



Mal descobri e já apaixonei. Vai para os "Amores Platônicos" também. Mais sobre a Barbara Ohana no seu site oficial. Post original via Jacaré Banguela.


quarta-feira, 11 de março de 2015

SAUDADE FELINA



Um gatinho reecontra seu amigo (cachorro) após 10 dias e fica claro que a saudade era grande. Muitos chamegos e muitos abraços - e um punhado de reclamações (because cats).

PARA VER E OUVIR: THE NARRATIVE ("EYES CLOSED")

PARA VER E OUVIR: THE PAPER KITES ("BLOOM")

terça-feira, 10 de março de 2015

JAZZ FEITO FILME DE AÇÃO


"Whiplash", simplesmente um FILMAÇO, completamente imperdível. Cada segundo me fez lamentar eu ter demorado tanto em finalmente sentar para assistí-lo. Eletrizante do começo ao fim, acho que fiquei duas horas sem piscar os olhos. Nunca imaginei que uma turbulenta relação professor-aluno em torno do jazz pudesse ser tão emocionante como um filme de ação. J.K. Simmons merecia duas estatuetas por esse papel; uma é pouco. Sua atuação como o amargurado (?) maestro redefine as linhas que marcam os vilões (que amamos odiar/odiamos amar) de Hollywood. E continuo dizendo: Miles Teller tem tudo para ser um novo Marlon Brando. Escrevam o que estou dizendo.


 Miles Teller, uma de minhas apostas. Esse menino vai muito longe.



segunda-feira, 9 de março de 2015

POR UM MUNDO SEM BARREIRAS



"Um mundo sem barreiras é nosso sonho também". Uma cidade aprendeu a linguagem dos sinais para conversar com um morador surdo. Anúncio da SAMSUNG sobre um call-center destinado a pessoas com deficiência auditiva. Já gostava demais da marca, que agora subiu ainda mais no meu conceito. Linda propaganda. Agora vou ali, que o tempo tá seco e caiu um cisco no olho. Já volto.

sexta-feira, 6 de março de 2015

PARA VER E OUVIR: YELAWOLF ("TILL IT'S GONE")

quinta-feira, 5 de março de 2015

TUDO ATÉ AQUI É FEIO


Digam o que quiserem. Não me arrependo nem por um segundo de ter comprado "The Order - 1886". Adorei o cenário vitoriano distópico e o time de cavaleiros da rainha, inspirados pelos princípios da Távola Redonda. Mas mais que isso, nunca vi nada igual na vida, é um marco, o jogo mais bonito já feito - de longe. Tudo, todos os jogos até aqui são feios se comparados com "The Order - 1886". E a sensação de que isso é só o começo faz pensar o que ainda vem por aí...

COWBOYS E ÍNDIOS - EPÍLOGO


Os vizinhos, aflitos, sabiam o que aqueles barulhos significavam e não demorou até a polícia chegar. E, menos ainda, para os peritos criminais. A porta escancarada, guardada por um oficial truculento, emoldurava uma dezena de olhares curiosos diante da cena de tragédia urbana escancarada no chão da sala.

Um televisor ligado num filme qualquer, cortinas voando na janela aberta feito bandeiras num campo de batalha, um abajur derrubado e três corpos estirados no chão, unidos por uma poça coletiva de sangue, vermelho, parecendo flutuar num charco pegajoso que já havia conquistado o carpete da casa quase por completo.

Lá estava uma mulher seminua cujo rosto havia sido desfigurado por conta do tiro certeiro, entre os olhos, revelando um buraco chamuscado por onde escorriam miolos e sangue grosso misturados com cabelo e pedaços de ossos. Um rapaz, sem camisa, estava no chão perto da mulher. Descalço, de calça jeans, tinha um buraco no pescoço e parecia preso ao chão feito concreto, os olhos de vidro paralizados no teto. Por fim, um homem de meia idade, vestindo terno e gravata, cujas têmporas haviam sido estouradas por sua própria vontade.

O perito caminhou, lentamente, entre os cadáveres, observando os cantos da cena com olhos curiosos, entercalando baforadas de cigarro e longos suspiros na varanda do apartamento pequeno. Seus pensamentos pareciam se perder entre cada novo flash da máquina fotográfica da equipe criminalística.

"É a dureza, a tristeza e a feiura da vida", comentou com um outro perito. "Crime passional. Homem encontra mulher com amante, mata o casal e se mata em seguida". Suspirou, um trago no cigarro, "devia amar muito essa mulher". Ficou contemplando os corpos no chão, enquanto um outro perito inventariava as evidências. Até ter o seu pensamento interrompido pelo seu parceiro.

"Mas o que explica o sorriso no rosto dele?", apontou para o homem que havia atirado na própria cabeça. "Honestamente? Acho que eu nunca vi alguém tão feliz".

GIFS DA DEPRESSÃO

Abro meu feed do Facebook ou do Instagram, quando estou num dia daqueles, e vejo um monte de fotos e vídeos de praias paradisíacas, restaurantes legais e viagens incríveis enquanto eu estou preso no escritório...


quarta-feira, 4 de março de 2015

AMOR SEM RÓTULOS


Amor não tem que ter cor, idade, gênero, ou qualquer outro rótulo. Para quebrar esses preconceitos, a Ad Council (ONG americana que anuncia serviços públicos) colocou um painel de raio-X em Santa Mônica, na Califórnia, para divulgar a campanha "O amor não tem rótulos". Post original e completo via Zupi.

Quem passava ali perto via esqueletos se beijando, abraçando, dançando, e quando as pessoas mostravam as suas caras, descobria-se que se tratava de casais hétero e homossexuais, de diferentes etnias, crianças com alguma deficiência brincando com outra 'normal' e mesmo palestinos e judeus. 

Mais um - de tantos - casos em que publicitários geniais fazem coisas geniais. E, nesse especificamente, ajudando a restaurar a fé na humanidade.

PARA VER E OUVIR: MAX ELTO ("SJÖHÄST - ORIGINAL MIX")

GIFS DA DEPRESSÃO

Tomando banho de boas e cai shampoo no olho...



terça-feira, 3 de março de 2015

COWBOYS E ÍNDIOS


I. Inércia: sem ação, nem atividade. Ausência de reação, falta de mobilidade, estagnação.

II. Ação, nas armas de fogo, é a mecânica responsável pela ativação do sistema de disparo ou ciclo de municiamento. Quando o atirador aciona o gatilho, a arma levanta o cão e com a continuidade do acionamento, o mesmo faz um movimento contrário que bate na espoleta disparando o projétil.


* * *

Colocou o disco no tocador do carro. O mesmo disco que ouvia há já nem lembrava mais quanto tempo. As mesmas músicas, repetidas em loop, que embalavam o trajeto de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Ele até sentia vontade de ouvir outras canções, mas inevitavelmente voltava a colocar o mesmo disco e seguia o seu caminho. Já nem ouvia mais as canções, apenas as ignorava, deixando que elas sufocassem os seus pensamentos no mar de luzes amarelas e vermelhas do trânsito. 

Ele odiava voltar para casa.

BANG!

Bateu a porta da sala com força, como sempre fazia, para dar tempo suficiente à sua esposa de interromper seus afazeres domésticos e vir até a sala explicar o que ela estava fazendo com aquele um de tantos visitantes masculinos. As roupas mal abotoadas, os cabelos desgrenhados, o suor evidente e a respiração ofegante não davam muita margem para interpretações equivocadas, mas ele fingia ouví-la mesmo assim, enquanto depositava as chaves na mesa e passava os olhos pela correspondência.

"Ele veio aqui me ajudar com..."

"Blá, blá, blá, blá, blá..." era só o que ele ouvia, enquanto caminhava entre os dois, no seu percurso entre a sala pequena e o banheiro, onde lavava o rosto por longos minutos, respirava fundo, e lamentava aquela existência patética.

Ele já nem lembrava quando aquele teatro havia começado. A sua mulher era infiel desde quando ele conseguia se lembrar. A diferença é que ela foi ficando descuidada, pouco interessada em disfarçar os passos, deixando os rabos cada vez mais soltos. 

Antes, no começo, ela era mais cuidadosa; deixando volumes escondidos sob os lençois enquanto fugia na madrugada para voltar no raiar do dia seguinte; ou as ligações de celular que ela saia do apartamento para atender, quando se lembrava que havia deixado algo no carro ou para ir à padaria, algo que ela fazia com grande frequência. Não, não mais. Ela acabou perdendo a paciência para essas manobras. E, por educação, inventava uma desculpa qualquer para esconder o seu adultério que parecia praticar como esporte. 

Ele odiava aquela mulher.

O que o intrigava era por que raios ele aceitava aquela condição precária, humilhante. Ele não sabia a resposta para essa pergunta que martelava os seus pensamentos sem piedade. Tinha uma suspeita, claro, que contaminava as suas ideias de chuveiro. Inércia. Por comodidade, estagnação, ele aceitava aquele teatro. A ideia de uma separação e todos os movimentos físicos - e financeiros - envolvidos pesavam mais sobre o seu julgamento. 

Ora, ele não amava mais aquela mulher - havia muito tempo. E não se importava, em verdade, com os constantes encontros dela com seus visitantes masculinos. Sim, claro, sentia-se ofendido, pela ideia de ser casado com uma mulher tão adúltera, sem valor, com um ser humano tão desprezível, e como isso afetava o seu orgulho, mas era só isso. Queria ela longe dele, que o deixasse em silêncio e em paz, e isso ela fazia todas as noites, quando saia para encontrar algumas amigas ou ir ao supermercado e voltava para casa na manhã do dia seguinte fedendo à bebida, cigarro e perfume. 

Então a água morna do chuveiro lhe trouxe uma cadeia de pensamentos novos, frescos, que invadiram o seu peito com uma onda de adrenalina que o fez se sentir vivo, pela primeira vez, em muito tempo. Uma equação simples, alguns passos, contatos, decisões que resultariam na resolução da essência dos seus problemas. Como se livrar daquela vida. E tudo parecia tão simples, afinal. 

Na volta do trabalho, virou uma esquina inédita. Mudou o percurso e se enveredou por ruas mais obscuras, com cara de centro de cidade e cheiro de perigo. Sem falar muito, pegou sua encomenda e entregou uma sacola com um maço de dinheiro. Lembrou de quando brincava de cowboys e índios, de quando era genuinamente feliz. O coração galopava em seu peito, marcando o compasso do suor frio que escorria pela sua testa, enquanto ele retornava para casa. 

BANG!

BANG!
BANG!

BANG!

Exatamente como no tempo de cowboys e índios.