sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: PETITE LEAGUE ("NOT ALWAYS HAPPY")

terça-feira, 27 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: FOALS ("SPANISH SAHARA")

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("SHE USED TO BE MINE")

domingo, 25 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: SYD MATTERS ("OBSTACLES")

A VIDA É ESTRANHA


Numa manhã qualquer, em mais um dia chato na faculdade, Max Caulfield vê a sua melhor amiga, Chloe, ser assassinada no banheiro. Neste momento de terror, ela percebe que desenvolveu uma estranha habilidade: voltar o tempo alguns instantes. Diante da descoberta insólita, Max decide voltar no tempo e salvar a sua amiga, mudando fatores e acontecimentos. Mas e as consequências desta pequena correção?

Ao longo de 5 capítulos, recheados de mistério, surpresas e muita física quântica de torcer a cabeça, acompanhamos (e ajudamos) Max em sua jornada por passado e presente, corrigindo todos os acontecimentos que, antes, seriam definitivos. Até percebermos que não é possível mexer no passado sem ter que enfrentar as consequências disso.


Max está disposta a alterar o tempo para salvar a sua melhor amiga. Mas e as consequências disso?

Essa é a história de "Life is Strange", um jogo para consoles da antiga a nova geração (e PC) sobre como a vida pode ser simples - mas também confusa, caótica, estranha.

E como, muitas vezes, não nos resta outra alternativa a simplesmente... aceitar. 


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: SYD MATTERS ("TO ALL OF YOU")

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

A vida, no calor que está fazendo...

Eu no trabalho...

Eu em casa...

Eu na rua...

Eu tomando banho...

Eu dormindo...

GIFS DA DEPRESSÃO

[A vontade que dá] quando chego no trabalho na segunda-feira e vejo aquele(a) colega todo empolgadão(dona)...

O DESPERTAR DA FORÇA



Novo trailer de "Star Wars - O Despertar da Força", que já me encheu de teorias e ideias sobre como a história deve se desenrolar a partir de agora. Que época para se estar vivo!

sábado, 17 de outubro de 2015

"EU VEJO, EU VEJO"


Dois gêmeos habitam uma mansão isolada, no interior da Áustria. Um lugar de sonho, como uma fantasia de dois meninos com um mundo de aventura só para eles. Então, o retorno de uma mãe irreconhecível e o começo de uma montanha-russa de emoções, medo e incompreensão.

É basicamente isso o filme "Goodnight Mommy" (Ich seh, Ich seh), filme austríaco que caminha sem esforço entre o terror e a fantasia (?). Só que... é tão mais que isso.


Se eu tivesse que definir este filme em uma palavra: fantasmagórico

Fantasmagórico, no melhor e no pior sentido. Um filme estranho, angustiante ao extremo, magistral, dividido em três atos que unem sonho e pesadelo, até um desenrolar mesmerizante.

Atropelamento total e absoluto.

Imperdível.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AS CRIATURAS ESTRANHAS


Devia ser bem tarde, porque a cidade lá fora já não tinha mais aqueles barulhos que pertencem à noite, mas à madrugada; um carro solitário distante ou o barulho de televisão de alguém que não consegue dormir.

Ele, mesmo na flor dos seus 15 anos, era um insone crônico e, como era habitual, estava perambulando sem rumo, administrando o ruído dos seus pensamentos e se esforçando para não acordar os seus pais e irmãos.

De repente, o barulho da porta do apartamento, sendo destrancada.

Clack! Clack!

Com um susto, ele se virou para a porta que começava a ser aberta, revelando a luz fraca do corredor. Um vulto se projetou, caminhando lentamente rumo à sala. Num impulso, ele correu para o interruptor, para encontrar ali, no batente da porta, o seu pai.

Os dois se olharam por longos segundos. Seu pai, com um olhar que revelava exaustão e melancolia. Ele, surpresa. Primeiro, porque lembrava de ter visto o seu pai indo dormir na hora de sempre. Segundo, porque ele vestia uma camisa coberta de sangue, como se alguém tivesse espirrado tinta no seu peito, rosto, braços.

Seu pai respirava de forma curta, assustado, sem saber o que dizer. E, sem dizer uma palavra, caminhou na direção do quarto, fechando a porta atrás de si. E ele ficou ali, atônito, sob a luz da sala, que iluminava sem sucesso a sua tentativa de construir algum pensamento diante daquela cena.

Apagou a luz e caminhou para o seu quarto. E, com o olhar fixo no teto, adormeceu.

Na manhã seguinte, os dois tomavam café sozinhos na pequena mesa da cozinha. E, como se nada tivesse acontecido, o seu pai decidiu explicar que "existem dois tipos de assassinos". "Aqueles que matam por uma pulsão, um desejo às vezes quase incontrolável", ele disse por trás de uma xícara de café preto e sem nem esboçar qualquer expressão no rosto sempre plácido. 

Uma pausa. Bebericou de forma ruidosa.

"E aqueles que matam pela força ou necessidade da ocasião".

Parou por mais alguns instantes, a boca semi-aberta, o olhar fixo no filho.

"Como a gravidade".

Ele ficou observando o seu pai, enquanto ele falava, a colher com cereal flutuando diante da sua boca aberta. E assim encerraram um dos diálogos mais insólitos da sua vida.

Seguiram com seus caminhos e afazeres, como se nada tivesse acontecido; mas ele nunca, nem por um dia, conseguiria tirar dos seus pensamentos aquelas frases ditas de forma monotônica, como se seu pai estivesse dizendo as horas.

* * *

Algumas dezenas de anos depois, foi como se aquela conversa tivesse voltado à sua mente; súbita como uma onda do mar que quebra nas nossas costas quando a gente menos espera. Ele estava sentado numa livraria, bebendo um café barato, vendo o tempo passar enquanto refletia sobre um punhado de problemas banais.

Então ele a viu, novamente, diante dos seus olhos incrédulos. Paralisado. Aquela mulher, depois de tanto tempo. E era como se tudo ainda fosse tão fresco, as feridas se abrindo de novo, as cicatrizes sangrando pelas linhas de pele esbranquicada.

Ele sentia o coração a galope, o suor frio, aquela sensação de controle e fúria que deve contaminar a mente de todos os predadores. Ele lembrou das palavras do seu pai, martelando na sua cabeça, sonoras, pesadas, nítidas.

O fato é que ele simplesmente sabia que deveria fazer aquilo. Melhor, que queria fazer aquilo. Bebeu o resto do café com um gole, depositou um punhado de notas não conferidas sobre a mesa e caminhou lentamente.

A imagem do guepardo traiçoeiro na savana estampava os seus pensamentos desconexos, febris. Era hora de cobrar uma dívida que nunca fora paga. Ele encostou a mão no ombro da mulher, forçando-a a se virar. Um olhar de surpresa, um sorriso de desconforto. Sim, era ela.

"Lembra de mim?", ele perguntou sem muito interesse na resposta.

* * *

A água escorria morna pelo seu corpo, enquanto ele permanecia ali, por longos minutos, sob o chuveiro; o vapor envolvendo o banheiro numa névoa agradável, enquanto ele sentia as pancadas da água sobre a sua cabeça, pescoço, toda aquela sujeira escorrendo pelo ralo.

Terra, sangue, restos de pele e cabelo. Tudo desaparecendo pelos pequenos furos de aço no chão.

E as palavras do seu pai ecoavam, talvez um pouco mais fortes, nas paredes da sua cabeça. Sim, a força; a gravidade da ocasião. Algo que é preciso ser feito. Sim, sim, ele compreendia exatamente o que o seu pai queria dizer naquele café da manhã insólito.

Saiu do banheiro, secando o cabelo sem pressa. Caminhou até a cozinha, abriu a geladeira, sem saber ao certo o que desejava. Mordeu uma maçã de forma ruidosa. Ao fechar a porta, encontrou a sua filha, parada, quase fantasmagórica, olhando-o em silêncio.

Os dois ficaram se observando por longos e desconfortáveis instantes. Aquela linda menina, na flor dos seus 16 anos, os cabelos dourados cascateando sobre os ombros; o olhar azulado, frio, que lembrava o do seu pai. Aquela linha vermelha, que costurava as suas almas numa tapeçaria de fúria e caos. Todos eles, aquelas criaturas estranhas.

"Eu achei a sua roupa ali atrás. Aquilo é..."

"Eu vou jogar fora", ele interrompeu a menina.


"Mas tem algo que eu gostaria de te explicar".

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: DAY WAVE ("YOU ARE WHO YOU ARE")

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Acordo antes do despertador e percebo que ainda tenho muitas horas de sono...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A CONEXÃO NUNCA PERDIDA


No último dia de 1972, um homem conheceu uma mulher que ele jamais esqueceria. Hoje, tantas décadas depois, ele ainda pensa nela todos os dias; a história que nunca foi, uma vida inteira feita por "e se"s. Dois estranhos, encontrados e desencontrados numa noite de chuva; e uma conexão nunca desfeita, nem pelo tempo.

"Nestes 42 anos eu vivi uma vida boa. Amei uma boa mulher. Criei um bom homem. Vi o mundo. E me perdoei. E você foi a origem de tudo isso. Você soprou seu espírito em meus pulmões naquela tarde chuvosa e não faz ideia da minha gratidão. Mas eu também tive dias ruins. Minha mulher morreu há quatro anos. Meu filho, no ano seguinte. Eu choro muito. Às vezes por solidão, às vezes nem sei o motivo [...] então, onde quer que você esteja, onde quer que vá, saiba isso: você ainda está comigo".

A história completa está aqui.

ILUSTRANDO


Quadro de John Kacere


Se você associou à primeira cena, da abertura de "Lost in Translation", você está certo/a. Sofia Coppola se inspirou no trabalho de Kacere para aquele enquadramento da Scarlett Johansson. 

domingo, 4 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: FRIGHTENED RABBIT ("FUCK THIS PLACE")

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

TRAILER DO FILME "GOODNIGHT MOMMY"



O trailer já é perturbador... imagino o filme.