quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

AO 15, QUE SE VAI...


Os pensamentos só se reciclam, se renovam, acho. 

Eu sempre espero, sempre medito sobre as mesmas coisas. Converso com as pessoas, que me dizem - meio que de forma coletiva - de que 2015 foi um ano ruim, precisa passar logo. Para mim ele não foi, lamento ir contra a multidão; pode ter sido ruim para o país, para a economia, a política. Para o mundo. 

Mas digo, de forma egoísta, que para mim ele foi bom, positivo, com tantas surpresas, tanto enriquecimento pessoal, descobertas, muito trabalho, pequenas e grandes conquistas, encontros e desencontros numa costura por vezes agridoce, uma tapeçaria de cores variadas que fui tecendo sem pressa, sem plano. Chego portanto ao seu final, como tem sido há alguns poucos anos, feliz. Pleno. Em paz. De braços abertos. Pronto. 

Então, ao 16 - ao doce 16 - que vem chegando, eu aceno, com um sorriso no rosto.

Vamos?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: MAROON 5 ("SUGAR")

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: SUPER GUITAR BROS ("AERITH'S THEME")




Realmente, como eu nunca percebi isso... essa é uma música, é A música para uma noiva entrar na igreja...

PARA VER E OUVIR: SUPER GUITAR BROS ("CHRONO TRIGGER THEME")

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: NAT KING COLE ("THE CHRISTMAS SONG")



"Embora isso já tenha sido dito, muitas vezes, de muitas formas,
Feliz Natal, para você".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO...

Ouço alguém falar "TOP"...

AMOR PLATÔNICO


Sim, meu coração bate mais forte por essa linda, Daisy Ridley...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: SYD MATTERS ("OBSTACLES")



Essa música é perfeição, pura e simplesmente...

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("THE WAY YOU LOOK TONIGHT")



Sara... longos, longos, eternos, profundos suspiros...

PARA VER E OUVIR: KID ABELHA ("GRAND' HOTEL")

PARA VER E OUVIR: YOE MASE ("PTSD")

sábado, 19 de dezembro de 2015

PÁSSAROS MIGRATÓRIOS


Dizem por aí que o final do ano é especialmente adequado para se falar em retrospectiva e expectativa. É o momento de pensarmos o que passou, o que está por vir, o que pode ser melhorado. Ou simplesmente não pensar em nada. 

Essa, última, é a minha escolha. E, com ela, uma única resolução. Brindar a você, minha amada, minha amante, minha amiga, meu pássaro migratório. Você, que chegou em silêncio, sem chamar atenção. Você que era tudo o que eu sempre procurei sem nem saber o que estava procurando; você que completa o meu lado torto da forma certa; você que trouxe consigo luz, caminho, futuro, certeza. 

Te olho enquanto você ainda dorme, preguiçosa, quase nua, leonina. Passo a mão sob os pelos sobre a pele, de coração galopante, entregue, enamorado. A sua silhueta clara, andina, desenhada sob a luz que atravessa as cortinas, meu caminho sem volta, o destino cego do meu desejo, do meu amor, da minha devoção. 

Lembro da sua sua mão, pequenina, enroscada na minha enquanto caminhávamos sobre as escadarias; seu cheiro de primavera e nostalgia, cabelo negro selvagem dançando no vento, seu corpo que se tranca ao meu, chaves jogadas pela janela. Seu olhar, seu sorriso, minha capitulação sem volta.

"Ainda somos crianças, brincando sob as cachoreiras...
Feito marido e mulher".

Você que só me leva para frente, para o alto, para longe. 

Minha amada, minha amante, minha amiga, meu pássaro migratório.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Gente normal vendo o novo Star Wars...

Eu, nos créditos de abertura, com a musiquinha e as letrinhas miúdas de consultório de oftalmologista...


Eu, ao longo do filme...


Eu, quando sobem os créditos finais...

VAI TER MUITO STAR WARS AINDA SIM!


Seria o "Kylo Ren" - muito bem interpretado pelo Adam Driver - um substituto à altura de Darth Vader? Ele tem a pose, ele é badass, ele tem as vestes negras, a voz marcante e uma máscara icônica. Mas deixo ao seu critério decidir - eu tenho minhas opiniões; mas como elas são um tanto spoileríficas, deixo para lá. Mas digo que a atuação do Adam Driver fez eu me encantar com o personagem. Já esperava um vilão interessante... encontrei algo melhor, além da expectativa.


Adam Driver como o novo vilão, Kylo Ren. Parece (muito!) promissor...

J.J. ABRAMS ME LEVOU PARA CASA


Enfim, depois de tanta espera, consegui ver o "Star Wars - O Despertar da Força". Vi como fã, vi como uma criança que nunca cresceu, vi como um eterno apaixonado desta história galática que, imagino, mexerá para sempre comigo, com a minha vida.

Esperava um filme incrível; encontrei um filme épico, marcante, feito para "mim", o fã. Uma homenagem, um espelho, um retorno ao que fez (e faz) de Star Wars um fenômeno. Imaginei que J.J. Abrams me levaria a mundos novos, inexplorados; e eis que ele simplesmente me levou de volta para casa. 

Resisti, bravamente, à emoção que queria tomar conta do meu corpo, garganta, olhos. Até onde fui capaz. Depois disso, chorei o filme inteiro, quase. "Por que você está chorando?"

São tantas coisas, tantos sentimentos, tantas emoções, tanta história, tanta luta - muitas vezes comunicada num olhar - que eu não saberia explicar. Por isso eu choro.

Obra-prima, senhor Abrams, obra-prima. E que venham os outros!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

FALTA POUCO, FALTA MUITO POUCO...



Há 38 anos, quando eu sequer havia nascido, chegou aos cinemas uma 'novela especial' que mudaria o cinema para sempre. Star Wars é algo além de cultura nerd, além de filme, realmente tem quê de religião. E aqui estou eu, 10 anos depois do último SW, contando os segundos e preparando meu coração nerd para "O Despertar da Força" (The Force Awakens) que, pelos trailers épicos, promete ser uma jornada intensa e emocionante. Estou pronto para o despertar da Força. E, agora, falta pouco. Falta muito pouco...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: HALF MOON RUN ("I CAN'T FIGURE OUT WHAT'S GOING ON")

domingo, 13 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO


Invento uma desculpa e o(a) chefe acredita...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

A namorada volta de viagem...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: MILEY CYRUS ("SILENT NIGHT" - DO ESPECIAL 'A VERY MURRAY CHRISTMAS')



Para mim é impossível ouvir "Noite Feliz" sem me emocionar. Eu não gosto da Miley Cyrus; acho ela chata, exagerada. Mas essa versão de "Silent Night" é absurdamente bela.

domingo, 6 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: BLAENAVON ("HELL IS MY HEAD")

FELIZ NATAL, SR. MURRAY


O especial de Natal da Netflix, "A very Murray Christmas", dirigido pela musa Sofia Coppola, é simplesmente adorável. Bill Murray sendo Bill Murray, daquela forma esquisita, excêntrica e melancólica; não há muita distinção entre pessoa e personagem, enquanto Bill caminha pelo palco e interage com os seus convidados, como George Clooney e Miley Cirus. E, por falar em Miley Cyrus, sua versão de "Noite Feliz" é de mexer com a água que mora nos olhos... adorei cada segundo e me senti abraçado por Bill Murray neste Natal. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

LIBERDADE OU A MORTE


Era uma manhã de sol, "um belo dia para se morrer", o general disse, orgulhoso, do alto da sua montaria, passando a tropa em revista.

Mas ninguém poderia imaginar, de fato, que aquela manhã de sábado mudaria tudo; completamente, para sempre; que seria o divisor de águas, a pedra definitiva, a batalha final, derradeira, onde sangue seria derrubado em nome da tão sonhada liberdade.

Ra ta ta, ra ta ta ta, ra ta ta, ra ta ta ta...

A marcha seguia, ao som quase industrial dos tocadores de tambor. Cavalos orgulhosos, flâmulas de cores, tamanhos e formas variadas, homens e mais homens, segurando seus rifles, sabres e baionetas, os canhões sendo empurrados a passo lento para o topo das colinas. Toques de corneta, gritos de formação, e uma tensão no ar tão densa, tão pesada, que poderia bem ser cortada com uma faca. 

Então o silêncio.

Aquele vazio, aquele espaço que antecede o trovão, a espera antes do choque. Vento, poeira, zumbido de inseto nos ouvidos, o sol quente cozinhando o corpo sob o uniforme puído. De repente, um avanço inesperado. O inimigo marchando, ilógico, sem planejamento, sem um agrupamento reconhecível de unidades, morro abaixo, gritos selvagens. Havia chegado a hora.

"É aqui, é nesta hora inesperada que tudo vai mudar", o general pensou com seus botões.

Os homens o olhavam, quietos. Jovens, velhos, alguns mancos, outros cegos, tão exaustos todos. Famintos, doentes, feridos. Lutando há tanto, tanto tempo.

"Morreremos de pé, mas não viveremos mais de joelhos!", exclamou com a espada apontada para o céu azul, quase sem nuvens, sobre a grande planície desolada. Deu ordem de carga à cavalaria, e todos correram morro acima para um choque brutal de ossos, carne e metal. 

Boom! Gritou a artilharia. Boom! Boom! Boom! Pedaços de tudo voando pelos ares.

Boom! Boom! Boom!

Homens em pedaços, espíritos destruídos, sangue misturado à lama. Horas que se arrastavam como dias, um desejo sufocante de liberdade, um grito contido na garganta por tempo demais.

"De vocês eu espero apenas a imprudência!", o general gritava, coberto de sujeira, como um animal. Era uma batalha do tudo ou nada. Não poderia haver volta, não poderia haver rendição. Era uma luta pela liberdade.

Ou então a morte.

Os homens que ainda restavam de pé correram para uma última marcha, escondidos sob a fumaça da pólvora que queimava o ar. Uma névoa onde todos lutavam cegamente, entregando o corpo à fúria.

Então novamente o silêncio, repentino, quase estrangeiro. Cães caminhando entre os mortos, restos de homens rastejando pela lama, soldados se esfaqueando em desespero, debatendo-se no chão, ginetes solitários caminhando entre os corpos sem vida, separando príncipes de mercenários; contabilizando o que havia ficado de pé, o que havia restado, o que havia se perdido para sempre.

E lá estava ele no chão, o general, de olhos abertos, olhos de vidro, virados para o céu. O corpo sem vida ainda empunhando o sabre imundo, de onde escorria sangue, entranhas e sujeira. Havia sido um bom dia para morrer, ele havia profetizado. E entregara a sua vida, naquela manhã de glória, em nome da liberdade. Algo perdido, algo ganho. Como é na guerra.

"O dia é nosso", teria dito antes de dar seu último suspiro, "o dia é nosso".

* * *

"Tentaram me enterrar, mal sabiam que eu era uma semente", diz um provérbio mexicano.

Eis que essa é a história, sobre sangue e fúria, 
de quando meu jovem país finalmente ficou livre da tirania.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ESTE NÃO É O SEU TÍPICO COMERCIAL DE NATAL...



Este comercial da marca alemã, EDEKA, não é o seu típico especial de Natal e muita gente vai odiar a propaganda. Eu adorei. 


Agora preciso ir ali me acabar de chorar embaixo do chuveiro, com licença.