sábado, 30 de janeiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"EU TAMBÉM..."


Sentaram-se sob a sombra de uma árvore, um de frente para o outro, enamorados, cercados por aquele clima incerto; meio calor, meio chuva, meio vento, meio frio. Dividiam um sorvete vermelho, com bocas que se encontravam no caminho e se provavam, geladas, desejosas, rindo sem motivo.

Ficaram ali, por um tempo breve, sem dizer muita coisa, olhando-se, sorrindo. Uma pequena gota, mais audaciosa, começou a descer pela mão dela. Ele então passou a língua com cuidado no caminho traçado, vermelho, quase chegando no seu pulso. 

Olhavam-se, suspiravam, conspiravam.

Ela enrolou os braços no seu pescoço, ele escondeu as duas mãos nas suas pernas, sentindo a pele morna, arrepiada, escondida sob o pano delicado da sua saia. Procurou o meio das suas pernas, facilmente ao alcance das pontas dos seus dedos. 

Ela deu um suspiro curto, de surpresa. 

"Meus dedos sentem frio", ele disse, sentindo a umidade da sua amada e escondendo o seu rosto naquela selva castanha, que cobriu e envolveu a sua cabeça como um véu. Sentia o seu cheiro, a sua respiração, trocaram beijos com gosto de sorvete vermelho, lábios que se mordiam e se entrelaçavam. Querendo mais; bem mais do que poderiam se permitir fazer ali.

Enlaçaram as mãos de namorados no caminho para o carro, enquanto os primeiros pingos de uma chuva tímida começavam a cair.

"Eu acho que eu amo você".

É EXATAMENTE ISSO...


"Eu amo os gatos porque eu adoro a minha casa. 
E, pouco a pouco, eles se tornam a sua alma visível".

Jean Cocteau

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

NOSTALGIA DE UM DIA QUALQUER


Uma manhã qualquer, um passeio aleatório, e eis que eu esbarrei no Serendipity. Um café, um momento, um feliz acidente. Nostalgia de um dia qualquer.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

IS THIS THE REAL LIFE? IS THIS JUST FANTASY?



Pois, aí está, o novo trailer do "Esquadrão Suicida" (Suicide Squad) e ao som de nada menos que "Bohemian Rhapsody". E meu coração (eternamente apaixonado por mulheres kamikaze) já bate um pouco mais forte pela Arlequina da Margot Robbie... 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O QUE ACONTECE EM ELIZABETHTOWN?


Alguns filmes precisam de ar... "Elizabethtown" é um deles.

Trilha sonora especial para este post:


Há mais ou menos 10 anos (!), eu fui ao cinema ver este filme. A minha vida, a minha cabeça, o meu entendimento das coisas era bem diferente do que é hoje. E eu me apaixonei perdidamente por esta linda história, por este filme marcante que hoje, tantos anos depois, ainda paro para pensar quando o vejo aleatoriamente. A verdade é que "Elizabethtown" mexe comigo, digam o que quiserem, e acho que mexerá para sempre.


Esse é um daqueles filmes que poucas pessoas viram; ou as que viram não deram muita bola. Kirsten Dunst e Orlando Bloom interpretam dois completos desconhecidos, o perdido Drew e a misteriosa Claire, que se esbarram num voo qualquer para o Kentucky. Drew está indo enterrar o seu pai, Claire é a sua aeromoça, no avião mais vazio da história. "Obrigada por manter os nossos empregos", ela diz.

Deste encontro sem propósito nasce uma faísca, de um estranho (e talvez assustador) apaixonamento. Drew parece incapaz de estar vivo, neste exato momento de sua vida; Claire (apesar de não admitir abertamente), tem medo de sofrer na sua eterna condição de "pessoa substituta". "Eu sou impossível de esquecer e difícil de ser lembrada".


Drew chega a Elizabethtown para reencontrar uma família que ele nunca entendeu ser sua (a do seu pai), num interior dos Estados Unidos marcado por pessoas barulhentas, amáveis, comida gordurosa e hospitalidade sulista. Mais que isso, Drew chega a Elizabethtown para, na morte, reencontrar seu pai - o que rende uma das cenas mais emocionantes que eu já vi, que é a roadtrip que ele faz em companhia das cinzas do seu pai e ao som de uma trilha sonora criada por Claire. A viagem é pura alma, redenção, despedida. E quando Drew finalmente entende isso, meu coração se parte em mil pedaços junto com o dele.

Até hoje.


É uma comédia romântica; não é o filme mais inteligente nem importante do mundo. E talvez ele não signifique nada para você. Mas significa muito para mim. Não vejo mais este filme com os olhos que eu via, anos atrás, mas isso não faz desta história menos importante para mim. Ainda me entrego na trilha sonora (magistral) escolhida pelo diretor Cameron Crowe; ainda me sinto como se navegasse em câmera lenta por esta cidade enfiada no meio do nada - onde nada parece acontecer - ainda me derreto inteiramente por Claire, com suas fotografias mentais, seu sorriso triste, o encanto e o mistério que se escondem por traz dos seus olhos.


Ainda sinto o nó (menor, é verdade) se enroscando na garganta, enquanto percebo a umidade tímida se desenhando nos cantos dos olhos. Talvez nada aconteça em Elizabethtown; o oposto, admito, do que acontece comigo. Em mim. Através de mim. 


E enquanto os créditos sobem, mais uma vez, só resta a saudade; e uma vontade inesperada de descer para a chuva, e dançar com uma mão para o alto. Então subo num palco imaginário, cercado por ninguém. Pego o microfone com uma mão tímida e digo para esse filme, para este lindo filme:

'Eu gosto de você'.

domingo, 17 de janeiro de 2016

PARA VER E OUVIR: LORD HURON ("SHE LIT A FIRE")

PARA VER E OUVIR: BLACK MOUNTAIN ("STAY FREE")

FILMINHO BOM


É uma forma bem sincera de definir este filme; um filminho bom, nem mais nem menos.

"A Case of You", estrelado por Justin Long (Sam) e Evan Rachel Wood (Birdie), narra a história de um aspirante a escritor que vive uma paixão platônica com a barista do café da esquina onde ele mora. Com medo de não ser interessante o suficiente para a garota, Sam decide fuçar o perfil de Birdie no Facebook e descobrir seus gostos, criando um personagem de si mesmo e o que ele acredita ser "o homem ideal" para a garota por quem ele está apaixonado.

Não precisa ser um gênio para imaginar que isso é uma péssima ideia; então o filme se desenrola em torno desta premissa, com algumas cenas engraçadas e uma constante reflexão de que não precisamos ser ninguém, além de nós mesmos, para amarmos e sermos amados. Esse é sempre o grande erro; o amor que nos encontra é aquele que nasce entre as pessoas como elas são, verdadeiramente; é pelas estranhezas e características inusitadas que nos apaixonamos, não por um reflexo de nós mesmos. 

Long e Wood têm uma química boa e a atuação dos dois faz a história muito mais interessante do que ela é de fato. Filminho bom, bem dirigido, com boa trilha sonora; uma comédia romântica com um tempero um pouco melhor do que o habitual e que, querendo ou não, oferece uma reflexão interessante ao final. Gostei.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ADEUS A ALAN RICKMAN


Hoje o mundo perde mais uma grande estrela, Alan Rickman, que brilhou em diversos papeis e foi eternizado por seu papel como o Professor Snape da saga Harry Potter. Esse vai deixar muita saudade; gostava muito, muito dele. Acabamos de perder o Bowie e, instantes depois, o Rickman. Desculpem a palavra, mas esta semana está foda.

Varinhas erguidas para o senhor hoje, Professor.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

EU AMEI OS 'ODIÁVEIS'


Muita gente vai torcer o nariz para o novo filme do Tarantino, o "The Hateful Eight"; e por razões distintas. Uns acharão a violência contra a mulher beirando o grotesco; outros o humor por horas infantil; alguns outros pela cadência do filme que dura quase 3 horas...

Eu simplesmente me deliciei do começo ao fim. Não dá para levar a sério; nada, nadinha. É Tarantino fazendo o filme que o Tarantino quer ver e o botão "f*da-se se você não gosta" está ligado do começo ao último minuto. 

A história se passa na ressaca da Guerra Civil Norte-Americana, onde um grupo de foras-da-lei se encontra 'ao acaso' numa estalagem no meio de uma nevasca. Este cenário (quase) claustrofóbico é o playground do Tarantino, no qual ele distribui seus típicos diálogos insanos e muita violência gratuita. Me lembrou muito "Cães de Aluguel" (um dos seus melhores) e isso diz muito sobre o filme...

Kurt Russell brilha, juntamente com o inigualável Samuel L. Jackson. Eu sempre digo, e reforço aqui: eu gostaria de ter um CD somente com o Samuel L. Jackson xingando; é poesia na voz deste homem. 

Personagens interessantes, divertidos, cheios de segredos em seus passados recentes num xadrez social interessantíssimo. Oito pessoas odiáveis unidas ao acaso, sedentas por dinheiro, ascensão, reconhecimento ou pura vingança. 

Em poucas palavras, Tarantino sendo Tarantino. 


PARA VER E OUVIR: THE RAMONES ("I WANNA BE SEDATED")

ADEUS A DAVID BOWIE

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O AMOR COMO UM ESPETÁCULO CÓSMICO


"Eu sinto que eu não pertenço a este mundo.
Por que eu não posso existir num mundo onde nós dois não estamos juntos".

Essa frase diz muito sobre este filme misterioso, estranho, delicado, apaixonante, chamado "Comet", estrelado por Justin Long (no papel do esquisito Dell) e Emmy Rossum (que faz Kimberly, sua namorada e o amor da sua vida).

É meio difícil falar, descrever "Comet". Fico com medo de cair nos clichês e dizer que é uma "comédia romântica sobre as alegrias e as dores de se viver um amor que não passa". Sobre dois amantes que terminam e reatam uma história, num loop sem fim. 

É isso, mas é mais que isso. É um filme lindo, dirigido de forma tão sensível, tão... poética por Sam Esmail, que muitas vezes eu tinha a sensação de estar vendo um álbum de fotografias, que conta uma história sem uma ordem cronológica muito coerente. 

A edição é brilhante, caótica, melancólica, um mecanismo eficiente que comunica a impossibilidade de essas duas pessoas conseguirem se afastar; uma energia que é mais forte que eles, um magnetismo, uma gravidade. Diálogos inteligentes, lindos, ocasionalmente engraçados completam a beleza deste filme tão especial.

Uma conexão que não se rompe, feito um vício...

Dell e Kimberly são vítimas de um amor que não passa; que não se resolve. Uma pessoa que você não consegue esquecer, que não sai do seu corpo, da sua pele. Um encontro (ou desencontro) que não considera o tempo, a física, a realidade. Um desejo além do que é possível, um amor sufocante, desesperado, a vontade de ter aquela pessoa até o fim. "É um vício", Dell tenta compreender em dado momento, sem muito sucesso.

Eu não esperava absolutamente nada deste filme; ao seu fim, senti como se eu estivesse olhando para o céu estrelado, cortado por astros brilhantes e incertezas. E, feito Dell, como se minha palavra preferida neste exato momento também fosse... "cometa". 

AMOR PLATÔNICO


Estou encantado com a beleza melancólica de Emmy Rossum...

LIGHTNING DIVANDO


E aí, assim de repente, você vê uma das principais marcas de moda do planeta, a Louis Vuitton, escolhendo uma personagem digital, de games, como estrela de uma campanha. Ninguém menos que minha eterna musa, diva, paixão platônica digital: Lightning, heroína da trilogia Final Fantasy 13, 13-2, 13-3. Merecidamente, diga-se de passagem e um passo [estranho? porém] extraordinário, de escolher um ícone eletrônico, mas que representa uma feminilidade sem fragilidade, heróica, marcante. Em outras palavras, Lightning divando como sempre.



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

AO 15, QUE SE VAI...


Os pensamentos só se reciclam, se renovam, acho. 

Eu sempre espero, sempre medito sobre as mesmas coisas. Converso com as pessoas, que me dizem - meio que de forma coletiva - de que 2015 foi um ano ruim, precisa passar logo. Para mim ele não foi, lamento ir contra a multidão; pode ter sido ruim para o país, para a economia, a política. Para o mundo. 

Mas digo, de forma egoísta, que para mim ele foi bom, positivo, com tantas surpresas, tanto enriquecimento pessoal, descobertas, muito trabalho, pequenas e grandes conquistas, encontros e desencontros numa costura por vezes agridoce, uma tapeçaria de cores variadas que fui tecendo sem pressa, sem plano. Chego portanto ao seu final, como tem sido há alguns poucos anos, feliz. Pleno. Em paz. De braços abertos. Pronto. 

Então, ao 16 - ao doce 16 - que vem chegando, eu aceno, com um sorriso no rosto.

Vamos?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: SUPER GUITAR BROS ("AERITH'S THEME")




Realmente, como eu nunca percebi isso... essa é uma música, é A música para uma noiva entrar na igreja...

PARA VER E OUVIR: SUPER GUITAR BROS ("CHRONO TRIGGER THEME")

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: NAT KING COLE ("THE CHRISTMAS SONG")



"Embora isso já tenha sido dito, muitas vezes, de muitas formas,
Feliz Natal, para você".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO...

Ouço alguém falar "TOP"...

AMOR PLATÔNICO


Sim, meu coração bate mais forte por essa linda, Daisy Ridley...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: SYD MATTERS ("OBSTACLES")



Essa música é perfeição, pura e simplesmente...

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("THE WAY YOU LOOK TONIGHT")



Sara... longos, longos, eternos, profundos suspiros...

PARA VER E OUVIR: KID ABELHA ("GRAND' HOTEL")

PARA VER E OUVIR: YOE MASE ("PTSD")

sábado, 19 de dezembro de 2015

PÁSSAROS MIGRATÓRIOS


Dizem por aí que o final do ano é especialmente adequado para se falar em retrospectiva e expectativa. É o momento de pensarmos o que passou, o que está por vir, o que pode ser melhorado. Ou simplesmente não pensar em nada. 

Essa, última, é a minha escolha. E, com ela, uma única resolução. Brindar a você, minha amada, minha amante, minha amiga, meu pássaro migratório. Você, que chegou em silêncio, sem chamar atenção. Você que era tudo o que eu sempre procurei sem nem saber o que estava procurando; você que completa o meu lado torto da forma certa; você que trouxe consigo luz, caminho, futuro, certeza. 

Te olho enquanto você ainda dorme, preguiçosa, quase nua, leonina. Passo a mão sob os pelos sobre a pele, de coração galopante, entregue, enamorado. A sua silhueta clara, andina, desenhada sob a luz que atravessa as cortinas, meu caminho sem volta, o destino cego do meu desejo, do meu amor, da minha devoção. 

Lembro da sua sua mão, pequenina, enroscada na minha enquanto caminhávamos sobre as escadarias; seu cheiro de primavera e nostalgia, cabelo negro selvagem dançando no vento, seu corpo que se tranca ao meu, chaves jogadas pela janela. Seu olhar, seu sorriso, minha capitulação sem volta.

"Ainda somos crianças, brincando sob as cachoreiras...
Feito marido e mulher".

Você que só me leva para frente, para o alto, para longe. 

Minha amada, minha amante, minha amiga, meu pássaro migratório.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Gente normal vendo o novo Star Wars...

Eu, nos créditos de abertura, com a musiquinha e as letrinhas miúdas de consultório de oftalmologista...


Eu, ao longo do filme...


Eu, quando sobem os créditos finais...

VAI TER MUITO STAR WARS AINDA SIM!


Seria o "Kylo Ren" - muito bem interpretado pelo Adam Driver - um substituto à altura de Darth Vader? Ele tem a pose, ele é badass, ele tem as vestes negras, a voz marcante e uma máscara icônica. Mas deixo ao seu critério decidir - eu tenho minhas opiniões; mas como elas são um tanto spoileríficas, deixo para lá. Mas digo que a atuação do Adam Driver fez eu me encantar com o personagem. Já esperava um vilão interessante... encontrei algo melhor, além da expectativa.


Adam Driver como o novo vilão, Kylo Ren. Parece (muito!) promissor...

J.J. ABRAMS ME LEVOU PARA CASA


Enfim, depois de tanta espera, consegui ver o "Star Wars - O Despertar da Força". Vi como fã, vi como uma criança que nunca cresceu, vi como um eterno apaixonado desta história galática que, imagino, mexerá para sempre comigo, com a minha vida.

Esperava um filme incrível; encontrei um filme épico, marcante, feito para "mim", o fã. Uma homenagem, um espelho, um retorno ao que fez (e faz) de Star Wars um fenômeno. Imaginei que J.J. Abrams me levaria a mundos novos, inexplorados; e eis que ele simplesmente me levou de volta para casa. 

Resisti, bravamente, à emoção que queria tomar conta do meu corpo, garganta, olhos. Até onde fui capaz. Depois disso, chorei o filme inteiro, quase. "Por que você está chorando?"

São tantas coisas, tantos sentimentos, tantas emoções, tanta história, tanta luta - muitas vezes comunicada num olhar - que eu não saberia explicar. Por isso eu choro.

Obra-prima, senhor Abrams, obra-prima. E que venham os outros!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

FALTA POUCO, FALTA MUITO POUCO...



Há 38 anos, quando eu sequer havia nascido, chegou aos cinemas uma 'novela especial' que mudaria o cinema para sempre. Star Wars é algo além de cultura nerd, além de filme, realmente tem quê de religião. E aqui estou eu, 10 anos depois do último SW, contando os segundos e preparando meu coração nerd para "O Despertar da Força" (The Force Awakens) que, pelos trailers épicos, promete ser uma jornada intensa e emocionante. Estou pronto para o despertar da Força. E, agora, falta pouco. Falta muito pouco...

domingo, 13 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO


Invento uma desculpa e o(a) chefe acredita...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

A namorada volta de viagem...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: MILEY CYRUS ("SILENT NIGHT" - DO ESPECIAL 'A VERY MURRAY CHRISTMAS')



Para mim é impossível ouvir "Noite Feliz" sem me emocionar. Eu não gosto da Miley Cyrus; acho ela chata, exagerada. Mas essa versão de "Silent Night" é absurdamente bela.

domingo, 6 de dezembro de 2015

PARA VER E OUVIR: BLAENAVON ("HELL IS MY HEAD")

FELIZ NATAL, SR. MURRAY


O especial de Natal da Netflix, "A very Murray Christmas", dirigido pela musa Sofia Coppola, é simplesmente adorável. Bill Murray sendo Bill Murray, daquela forma esquisita, excêntrica e melancólica; não há muita distinção entre pessoa e personagem, enquanto Bill caminha pelo palco e interage com os seus convidados, como George Clooney e Miley Cirus. E, por falar em Miley Cyrus, sua versão de "Noite Feliz" é de mexer com a água que mora nos olhos... adorei cada segundo e me senti abraçado por Bill Murray neste Natal. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

LIBERDADE OU A MORTE


Era uma manhã de sol, "um belo dia para se morrer", o general disse, orgulhoso, do alto da sua montaria, passando a tropa em revista.

Mas ninguém poderia imaginar, de fato, que aquela manhã de sábado mudaria tudo; completamente, para sempre; que seria o divisor de águas, a pedra definitiva, a batalha final, derradeira, onde sangue seria derrubado em nome da tão sonhada liberdade.

Ra ta ta, ra ta ta ta, ra ta ta, ra ta ta ta...

A marcha seguia, ao som quase industrial dos tocadores de tambor. Cavalos orgulhosos, flâmulas de cores, tamanhos e formas variadas, homens e mais homens, segurando seus rifles, sabres e baionetas, os canhões sendo empurrados a passo lento para o topo das colinas. Toques de corneta, gritos de formação, e uma tensão no ar tão densa, tão pesada, que poderia bem ser cortada com uma faca. 

Então o silêncio.

Aquele vazio, aquele espaço que antecede o trovão, a espera antes do choque. Vento, poeira, zumbido de inseto nos ouvidos, o sol quente cozinhando o corpo sob o uniforme puído. De repente, um avanço inesperado. O inimigo marchando, ilógico, sem planejamento, sem um agrupamento reconhecível de unidades, morro abaixo, gritos selvagens. Havia chegado a hora.

"É aqui, é nesta hora inesperada que tudo vai mudar", o general pensou com seus botões.

Os homens o olhavam, quietos. Jovens, velhos, alguns mancos, outros cegos, tão exaustos todos. Famintos, doentes, feridos. Lutando há tanto, tanto tempo.

"Morreremos de pé, mas não viveremos mais de joelhos!", exclamou com a espada apontada para o céu azul, quase sem nuvens, sobre a grande planície desolada. Deu ordem de carga à cavalaria, e todos correram morro acima para um choque brutal de ossos, carne e metal. 

Boom! Gritou a artilharia. Boom! Boom! Boom! Pedaços de tudo voando pelos ares.

Boom! Boom! Boom!

Homens em pedaços, espíritos destruídos, sangue misturado à lama. Horas que se arrastavam como dias, um desejo sufocante de liberdade, um grito contido na garganta por tempo demais.

"De vocês eu espero apenas a imprudência!", o general gritava, coberto de sujeira, como um animal. Era uma batalha do tudo ou nada. Não poderia haver volta, não poderia haver rendição. Era uma luta pela liberdade.

Ou então a morte.

Os homens que ainda restavam de pé correram para uma última marcha, escondidos sob a fumaça da pólvora que queimava o ar. Uma névoa onde todos lutavam cegamente, entregando o corpo à fúria.

Então novamente o silêncio, repentino, quase estrangeiro. Cães caminhando entre os mortos, restos de homens rastejando pela lama, soldados se esfaqueando em desespero, debatendo-se no chão, ginetes solitários caminhando entre os corpos sem vida, separando príncipes de mercenários; contabilizando o que havia ficado de pé, o que havia restado, o que havia se perdido para sempre.

E lá estava ele no chão, o general, de olhos abertos, olhos de vidro, virados para o céu. O corpo sem vida ainda empunhando o sabre imundo, de onde escorria sangue, entranhas e sujeira. Havia sido um bom dia para morrer, ele havia profetizado. E entregara a sua vida, naquela manhã de glória, em nome da liberdade. Algo perdido, algo ganho. Como é na guerra.

"O dia é nosso", teria dito antes de dar seu último suspiro, "o dia é nosso".

* * *

"Tentaram me enterrar, mal sabiam que eu era uma semente", diz um provérbio mexicano.

Eis que essa é a história, sobre sangue e fúria, 
de quando meu jovem país finalmente ficou livre da tirania.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ESTE NÃO É O SEU TÍPICO COMERCIAL DE NATAL...



Este comercial da marca alemã, EDEKA, não é o seu típico especial de Natal e muita gente vai odiar a propaganda. Eu adorei. 


Agora preciso ir ali me acabar de chorar embaixo do chuveiro, com licença.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FUGIR, VOLTAR


A sua boca tinha gosto de vinho rosé e água do mar; a sua pele dourando sob o sol, com cheiro de sal e salpicada de gotas de suor. Aqueles pequenos cristais com ar de férias. 

Eu, com a cabeça no seu colo, os olhos fechados, a brisa suave sobre os nossos corpos, fazendo a pele arrepiar, o movimento do barco embalando aquela sensação de anestesia. 

Nós dois ali, flutuantes, cercados somente pelo silêncio, pelo nada, pela solidão, pela beleza.

Hoje eu queria o seu colo, como quem sonha em voltar para casa.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("SOFT PLACE TO LAND")

GIFS DA DEPRESSÃO

No trabalho...


Na hora de sair para o almoço...


No trabalho, depois do almoço...


Na hora de ir embora para casa...

sábado, 21 de novembro de 2015

PARA VER E OUVIR: ERIK SATIE ("GYMNOPÉDIE N.1")

AMOR, COMO ELE É


"Love", de Gaspar Noé, é um filme controverso, sem dúvidas. E assustará muita gente com as cenas completamente explícitas de sexo, costuradas num contexto delicado, humano, e que retrata a vida como ela é: casais [perdidamente] apaixonados fazem sexo, incansavelmente; e esse filme consegue transportar para a tela essa ideia. Estar, amar, pertencer a alguém. 

É algo que pode ser tão complicado, "que talvez fosse melhor nunca ter amado", diz um dos protagonistas, Murphy, um estudante de cinema que vive em Paris e se apaixona de forma devastadora - por uma mulher que ele jamais conseguirá esquecer.

Há um filme de uma beleza absurda, que por muitas vezes me parecia um sonho, por trás da ideia de que "este é um filme de sexo explícito". Não há porque ter resistência a ver, na tela, algo tão natural: amar, com toda a sua intensidade, dor, paixão, fluidos, lágrimas, entrega, raiva, medo. 

"Love" mostra o amor como ele é, com toda a sua beleza e toda a sua melancolia.

Belo, belíssimo filme.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

RELACIONAMENTOS TÓXICOS: ANALISE, IDENTIFIQUE, FUJA


Existe um clichê que diz: você só entende que vivia um relacionamento ruim quando vive um bom. E, como todos os clichês, há uma verdade imensa nessa reflexão. Porque, infelizmente, a gente se condiciona a aceitar o que não deveria aceitar. E viver o que não deveria viver. Seja por acomodação, por medo da solidão, por um pensamento equivocado de que "eu não mereço coisa melhor".

Acredite no que eu vou te dizer: VOCÊ MERECE, SIM. 

A gente fecha os olhos, finge não ver as verdades que doem ali, escancaradas sob os nossos olhos. Criamos mentiras que nós mesmos acreditamos: "mas ela(e) tem essa qualidade e isso não é fácil de achar". Nada, absolutamente nada, justifica o preço de você abrir mão da sua felicidade, liberdade e paz, em troca de uma vida refém de um "amor tóxico". 

Traços de um relacionamento tóxico, abusivo, disfuncional:

- A presença constante de mentiras. Seja porque o parceiro(a) está constantemente mentindo ou porque você mesmo precisa mentir para lidar com o relacionamento;

- Um sentimento constante de sufocamento; você sente-se mais feliz quando está longe do seu parceiro(a);

- Agressões físicas, verbais, emocionais, psicológicas;

- Desrespeito à sua liberdade individual, seus gostos, suas escolhas;

- Controle dos seus relacionamentos paralelos (famílias, amigos, eventos de trabalho);

- Falta de consideração com aspectos que você considera importantes na sua vida (trabalho, objetos pessoais, ocasiões);

- Ameaças e manipulação;

- Traição;

- Impaciência com seus erros e exigência que você seja compreensivo(a) com os erros do seu parceiro(a);

E essa lista poderia ir por páginas e páginas... Um relacionamento sério, adulto, saudável, não significa um amor de novela. Existem brigas, sim; conflitos de opinião, de projetos. Gostos diferentes, divergências. Mas nada que não seja "do jogo". Nada que não se resolva.

Amar alguém é embarcar num projeto de vida que deixa de ser seu, exclusivamente, e isso implica em abraçar aspectos novos, adaptar outros, abandonar outros completamente. Porque vale a pena, porque é menor, porque estar com aquela pessoa é o que importa.

Um relacionamento onde existe traição, mentiras, manipulação, ameaças físicas e verbais; agressões; onde você se vê prisioneiro(a) de um "amor tóxico", não pode ser sustentado, nem justificado por absolutamente nada. 

A vida é uma só e ela é breve, ela passa. Não aceite que um aspecto tão fundamental da sua vida seja consumido por um relacionamento destrutivo. Você, melhor do que ninguém, sabe; enxerga, percebe que vive algo ruim. 

Existe alguém, em algum canto, que vai te mostrar que existe uma felicidade possível, que o amor vale a pena e que você é uma pessoa incrível, especial, pelo que é. 

Então, o que te impede de partir?

terça-feira, 17 de novembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Quando me obrigam a me envolver com a briga e/ou problema dos outros...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PARA VER E OUVIR: EDWIN MCCAIN ("I'LL BE")

PARA VER E OUVIR: LIFEHOUSE ("YOU AND ME")

AS MENTIRAS BRANCAS QUE CONTAMOS


Quem nunca contou uma mentirinha? Uma "mentira branca", inofensiva, seja para fugir de um encontro social, para dar uma desculpa, para não magoar alguém. É basicamente em torno disso que se desenrola o filme "Little White Lies" (Les Petits Mouchoirs), com Marion Cotillard e grande elenco. Após um gravíssimo acidente de moto, Ludo fica em coma num hospital de Paris. Seus melhores amigos, consternados - mas impotentes para fazer qualquer coisa - decidem seguir com os planos de férias já programadas (e retornar um pouco mais cedo para quando ele estiver melhor).

Enquanto o amigo se recupera no hospital, acompanhamos uma viagem idílica, pela costa da França, onde amigos brindam as suas inofensivas mentiras brancas com muito vinho rosé, ostras e passeios de barco. 

Sempre há tempo para tudo, não é mesmo? Belo filme.

sábado, 14 de novembro de 2015

TRISTEZA


Meu coração está de volta a Paris. 
E em prece por um mundo com menos - um pouco menos, que seja - de ódio. E que esse ato de patifaria não fique impune.