quinta-feira, 31 de julho de 2014

PARA VER E OUVIR: SARAH MCLACHLAN ("I LOVE YOU")



Não tem jeito, basta ouvir a Sarah Mclachlan para eu lembra o quanto - ainda hoje - eu amo esta mulher.

TRAILER DE INTERSTELLAR



Novo do Christopher Nolan. Naturalmente que já está na lista.

TRAILER DE "O HOBBIT - A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS"



"Um dia eu lembrarei de tudo...". Você vai, Bilbo. Ah, e como vai.

terça-feira, 29 de julho de 2014

AMERICAN HORROR STORY


Pérola do NETFLIX. Recomendo - demais. Histórias excelentes, personagens ricos, atmosfera, música, sem contar a Jessica Lange que simplesmente destrói, domina. Série que descobri ao acaso e não consegui mais parar de ver. E que só vai ficando melhor.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

O que eu tenho vontade de fazer no restaurante quando o prato demora uma vida para chegar e ainda vem errado...

segunda-feira, 21 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

'GREETINGS FROM INDIA'


"Trouxe a máquina fotográfica?", você perguntou, os olhos fixos na janela do taxi, aquela atmosfera amarga e esquisita entre nós. 

"Esqueci", menti; eu deixei a máquina no hotel, apenas para te irritar. 

* * *

Nós subimos juntos a escadaria daquele templo. Os degraus imundos, o ar lilás circulando ao nosso redor, você sem me deixar segurar a sua mão. Você queria ir a Índia; lá estávamos nós, riscando o item da lista. Subindo juntos a escadaria do templo.

A verdade é que eu nem sei como explicar a cronologia da nossa história; é como se ela fosse lenda, sem fatos comprovados, sem a cadência correta de eventos. Apenas um emaranhado de lembranças que se sobrepõem até formar uma mistura sem cor nem graça. Como quando misturamos todas as massas de modelar, para criar aquela bola horrorosa, marrom, que acabamos jogando fora.

Esta bola marrom, este caleidoscópio às avessas. Isso somos nós.

Nós. Era tudo o que restava, o que nos mantinha juntos, mesmo ali, cercados por aquelas pedras seculares, aquele pôr-do-sol violeta, aquele lugar mais velho que o tempo. Apenas os nós. As pendências, as soluções práticas. A divisão dos valores. O aperto de mão final. 

Você caminhava mais rapidamente, intencionalmente, escolhendo outros focos de atenção. Eu caminhava lentamente, propositadamente evitando te alcançar. Nada mais naquilo havia sentido, nossa lua de mel ao contrário; nós dois, quase em resistência magnética, empurrando um ao outro o mais longe possível. 

Os sorrisos contrastavam com a nossa presença. Como se nós não servíssemos ali, como se incomodássemos. Dois fantasmas, assombrando aquele templo. É a coisa mais curiosa - e misteriosa - essa alquimia do desfazimento do amor. É impossível traçar os passos, entre a paixão e o desprezo. A gente sente, acho, sei lá. Suspeita, sem enxergar. E então, um belo dia, numa manhã qualquer, olhamos nos olhos um do outro e nada mais faz sentido.

"Eu não amo mais você". 

Aquelas passagens compradas há tanto tempo, triste ironia. Viajamos como inimigos, desde o momento em que sentamos no avião. Aqueles silêncios constrangedores, as palavras inevitáveis, a cama pequena demais para dois corpos que, num passado recente, não se desencaixavam. 

Você me deixou segurar a sua mão no caminho de volta. Talvez por cansaço, talvez por carência. Nem eu sei porque fiz isso, também, para te ser sincero. Talvez pelas mesmas razões que você. Que importa? A verdade é que, ainda hoje, sinto o cheiro do seu cabelo molhado, quando você me abraçou ao sair do banho, do toque da sua pele em volta do meu pescoço, os seus olhos úmidos no meu peito. Aquela última noite.

Estávamos dizendo adeus.



Porque você foi um sonho doce, uma doce ilusão. Uma ideia que se desfez no vento, que perdeu o sentido, que virou decepção. E aqui estou eu, tanto tempo depois, ainda costurando os pedaços embaçados destas memórias agridoces, e sem nenhuma foto daquele templo para recordar.

E quem devo culpar?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

QUANDO UM FILME MARCA A PELE

Alguns filmes marcam a pele, feito tatuagem (ou cicatriz). Embora hoje em dia muitos dos meus filmes queridos - para a minha supresa - tenham morrido (decoberta melancólica ao tentar revê-los), outros surgem para conquistar o lugar vago. "August Osage: County" é um deles. Eu simplesmente sou apaixonado por esse filme, que já vi três vezes, e a vontade que tenho, sempre que começam a subir os letreiros, é voltar para o começo e ver tudo de novo. Não sei dimensionar, claramente, a razão. Se o texto de Tracy Letts, se a música, se os personagens, se a possibilidade de ver tanta coisa ali com a qual me identifico. Não sei. Amo esse filme, perdidamente, e sinto-o vibrante na pele. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

SEM PALAVRAS


Sem Palavras
Florbela Espanca

Brancas, suaves mãos de irmã
Que são mais doces que as das rainhas,
Hão de pousar em tuas mãos, as minhas
Numa carícia transcendente e vã.

E a tua boca a divinal manhã
Que diz as frases com que me acarinhas,
Há de pousar nas dolorosas linhas
Da minha boca purpurina e sã.

Meus olhos hão de olhar teus olhos tristes;
Só eles te dirão que tu existes
Dentro de mim num riso d’alvorada!

E nunca se amará ninguém melhor;
Tu calando de mim o teu amor,
Sem que eu nunca do meu te diga nada!...

PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER ("BACK TO YOU")

15 DE JULHO - DIA DE SÃO SWITHIN


Saint Swithin's day if thou does rain
For forty days it will remain
Saint Swithin's day if thou be fair
For forty days it will rain no more


Será que chove?

domingo, 13 de julho de 2014

CASA DE AREIA


- "Eu não queria te acordar, eu sei que é cedo, mas é que eu não tinha ninguém mais para ligar..."

* * *

O assoalho da casa ainda fervia sob os seus pés descalços; o suficiente para machucar, mas ele caminhava, alheio à dor, sobre os escombros da velha casa de praia que havia pertencido aos seus avós. O resto dos móveis, ainda fumegando, madeiras e tijolos expostos, negros, pedaços de cortinas dançando no vento como bandeiras arrasadas num campo de batalha, tendo o mar emoldurando aquela cena de caos. Infinito, assustador, gigantesco e indiferente. 

As ondas quebrando na areia, para frente e para trás, para frente e para trás.

Era possível ver pedaços de coisas, aqui e ali, mas não havia restado nada inteiro, que pudesse contar alguma história. Retratos queimados, roupas, objetos de valor e sem valor algum, objetos de arte completamente modificados, um aglomerado de coisas sem forma, como um buraco no tempo e espaço, de destruição compacta. 

Seus pés doíam, os dedos lascados por pedaços de vidro e madeira, a barra da calça de pijama já levemente chamuscada, o rosto marcado por fuligem e sombra, como um guerrilheiro camuflado, os olhos petrificados, as mãos penduradas como cordões mortos, o ar salino, curto, suficiente para mantê-lo de pé, o seu corpo guiado pela incredulidade.

E então lá estava ela, sua mulher, o que havia restado dela, sobre os escombros, os restos de pele, osso e pano unidos com o caos, numa amálgama que desenhava o fim, o terrível fim, o seu fim. Ele ficou ali, de pé, observando os restos mortais da mulher que, horas antes, estava sentada na areia, os olhos fixos no mar, questionando-se sobre o sexo dos peixes. Aquela mulher infeliz, que viera habitar o mundo dos vivos por uma triste casualidade, e que há tanto tempo se esforçava em ir embora.

E levar tudo consigo, como uma bomba.

Ele acocorou-se e sentiu o cheiro forte de coisa queimada sufocando o seu rosto. Não havia mais nada ali, não havia mais forma, apenas restos, misturados; o que era casa, o que era areia, o que era mulher? Não sabia dizer. Encostou a ponta dos dedos, sentindo a superfície ainda quente, as unhas enegrecendo com a sujeira. 

Adeus.

Quando os bombeiros, a polícia, e todo o circo de vizinhos e autoridades se formou em torno da casa destruída, encontraram o homem sentado, sereno, sobre uma cadeira sobrevivente, no que um dia fora uma varanda. 

Sentiu mãos em torno do seu corpo, rosto, paramédicos agasalhando-o com um lençol térmico, máscara de oxigênio, luzes e sirenes. Perguntas, tantas perguntas.

Caminhou com os bombeiros para uma ambulância estacionada na grama e sentou-se numa maca. Luzes nos seus olhos, dedos em suas pálpebras, pulso, pescoço. Toques, olhares, perguntas, perguntas, tantas perguntas.

"O que você está sentindo?", o paramédico perguntou, ainda examinando o seu corpo. 
"Alívio".

Ficou em silêncio.

Então viu o carro, cortando o horizonte em velocidade, a mulher deixando o veículo as pressas, a porta aberta, o motor ligado. Ela correu para a ambulância, onde o encontrou deitado, levemente entorpecido. Abraçaram-se.

Um pranto silencioso, um beijo delicado.

"Obrigado por ter vindo", ele conseguiu sussurrar. "Obrigado".

Era hora de construir sobre os escombros da casa de areia.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Todo mundo no trabalho não pára de falar na derrota do Brasil para a Alemanha...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O MUNDO PRECISA SER GRATO POR KRISTEN WIIG


Kristen Wiig é, na minha opinião, uma das melhores coisas que aconteceram ao cinema (e à comédia) nos últimos tempos. E eu nem me refiro às insanidades que ela faz no SNL. Eu já havia rachado de rir com ela no (surpreendente) "Bridesmaids", mas esse "Girl most likely" é simplesmente demais para mim. Não aguento as caras, as situações, os diálogos. É bom demais para ser verdade. Ri do começo ao fim. Simplesmente hi-lá-ri-o.

PARA VER E OUVIR: AZURE RAY ("SLEEP")

sábado, 5 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

CAMISAS DOS AMANTES


"Lovers Shirts" é um interessante ensaio/projeto fotográfico da Carla Richmond Coffing e Hanne Steen sobre a "triste beleza das separações". Quando o amor se vai e tudo se acaba mas, por alguma razão, resta algo como uma camiseta velha e surrada. E a razão pela qual essa camisa simplesmente, 'fica'.

terça-feira, 1 de julho de 2014

"TODAS AS NOITES EU ARRANQUEI O MEU CORAÇÃO...

"...para perceber que ele voltou a crescer na manhã seguinte". Eu sempre defendi que os bons filmes (pelo menos alguns) são como vinhos. Rever "O Paciente Inglês", recentemente, me deu mais uma prova para esta teoria. Está aí um filme que beira - sem esforço - a perfeição. É  beleza demais, poesia demais, em torno da dor e do sofrimento de um homem que, nem nos últimos suspiros de vida, consegue esquecer a mulher da sua vida. Ralph Fiennes dá um show como o misterioso conde Almássy e é cercado por um elenco estelar, com destaque para Kristin Scott Thomas e Juliette Binoche. Sem contar a direção brilhante de Anthony Minghella, a fotografia belíssima, a trilha sonora, diálogos comoventes que só quem amou intensamente poderá entender, o figurino que parece retirado de um catálogo da Richard's. Lembro de ter me apaixonado perdidamente por esse filme, milhões de anos atrás; me espanta como a paixão é igualmente arrebatadora hoje em dia. Belo além da beleza, perfeito além da perfeição. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DIVA

Dia 22 de Junho é aniversário da grande dama que representa o significado da palavra "diva". Meryl Streep. Incomparável, insuperável, insubstituível.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Tento interagir com as pessoas ao meu redor que estão falando da Copa o dia inteiro...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ADEUS A WESTEROS

Ontem foi dia de dizer adeus a Westeros, com o final da quarta temporada de 'Game of Thrones'. Achei que os produtores tinham uma carta na manga que ía deixar os fãs - que não leram os livros - de queixo caído; não aconteceu, fica para a quinta temporada. Mesmo assim, o seriado chegou ao fim ontem e eu só tenho uma palavra para resumir o último episódio: ÉPICO. Agora é esperar por 2015.


Acabou a quarta temporada de 'Game of Thrones' e eu lembro que só verei novos episódios em abril de 2015...


domingo, 15 de junho de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Ligo a televisão no domingo e vejo que está passando Domingão do Faustão...

sexta-feira, 13 de junho de 2014

UM CAFÉ E A CONTA

Há amor que dura,
há amor que mole.
E, mole, morre.
de morte morrida,
ou de morte matada.
Simples, sem mistério.
Tem gente que faz a gente
deixar de gostar de gente.
E da gente.

"Eu me tornei um homem amargo", 
alguém poderia dizer.

Mas também o é o café.
E eu fico feliz em ser café.

GIFS DA DEPRESSÃO

Tento interagir com as pessoas empolgadas por ser Dia dos Namorados E início da Copa do Mundo (COM jogo do Brasil NO Brasil)...


Não dá... é mais forte que eu.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Minha reação (e empolgação) ao chegar no trabalho e ver que 11 de 10 pessoas estão vestindo camisa do Brasil...

terça-feira, 10 de junho de 2014

PARA VER E OUVIR: LORDE ("EVERYBODY WANTS TO RULE THE WORLD")



Eu não tenho arrepios suficientes dentro de mim para esta versão da Lorde para uma das minhas músicas preferidas...

VIVA A REVOLUÇÃO



Absurdo, incrível esse trailer do novo "Assassin's Creed" em plena Revolução Francesa. E O QUE É esta versão de "Everybody wants to rule the world"?!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

PARA VER E OUVIR: DUSTIN O'HALLORAN ("OPUS 37")

O CORPO


Os seus olhos abriram abruptamente, como se ele tivesse levado um choque elétrico. De repente se viu parado, de pé, numa rua anônima. O ar ao seu redor era espesso, o ceú com contornos lilases, pessoas vagando por todas as direções, como seres num microscópio. Após um olhar mais aguçado ele percebeu que nenhuma delas tinham olhos, apenas esferas vazias. 

Sentiu medo.

Olhou para o corpo estirado no chão, aos seus pés. Aquele homem mergulhado numa poça de sangue e lama. Aproximou-se, já se preparando para ser tomado por um cheiro sufocante, e se surpreendeu por não sentir cheiro algum. 

Tocou no braço do homem afundado naquele charco de humanidade e saltou para trás, assustado, quando se deu conta de que aquele homem era ninguém menos que ele mesmo. Então ficou ali, paralisado, o seu corpo apoiado nos cotovelos, incapaz de concatenar qualquer pensamento.

"Meu Deus, eu estou morto".

Não tinha recordação, registro, de nada anterior aquele instante. Apenas sabia que aquele, aquele corpo abandonado no chão era seu. E se deu conta que aquele mundo ali, ao seu redor, era o mundo dos fantasmas. Não havia céu, nem inferno, nem anjos, nem nuvens; nem jardins, nem crianças, nem luzes. Apenas um caldeirão de seres sem rosto, errantes, povoando uma cidade fantasmagórica, submersa em meia-luz; nem dia nem noite. Uma existência em sépia e sombra.

Sentiu vontade de chorar; não conseguia. Queria tocar o coração em seu peito, mas não havia mais nada lá. Olhava para o seu corpo, tentava tocar o seu rosto, mas era como se ele inteiro fosse um borrão; como se fosse fumaça, como se fosse nada. 

Abandonou o corpo, estirado no chão, e caminhou, sem rumo, como os outros ao seu redor. Tentava interagir com os outros errantes, com os objetos, mas era tudo em vão. Gritava a plenos pulmões mas percebia que não havia voz saindo da sua boca. Conformado, fechou os seus olhos inexistentes, num pranto inexistente, entrecortado por suspiros inexistentes.

"Hora de assombrar algumas pessoas".

GIFS DA DEPRESSÃO

Estou de dieta e vejo massa no buffet...


sexta-feira, 6 de junho de 2014

"O ERRO NAS NOSSAS ESTRELAS"



Estreia hoje "A culpa é das estrelas" ('The fault in our stars'), baseado no livro homônimo do John Green. O livro é delicado, comovente e agridoce - e uma leitura gostosa, que recomendo a todos. Tenho a sensação de que o filme não será ruim e levará multidões às lágrimas. Há alguns anos, uma história assim me deixaria de cama - livro e filme, não importa. Hoje, não mais; a pele grossa feito uma parede de couro, até sinto aquela pontada no estômago e na garganta - que insiste em me fazer acreditar que ainda bate um coração neste peito de lata - mas não mais que isso, infelizmente. Mas é uma história linda, para quem ainda acredita na pureza do amor que pode nascer entre duas almas gêmeas, cujas estrelas parecem fora de órbita.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

"SOMEDAY I'LL FLY"



Maravilhoso documentarário de Eastwood Allen sobre o John Mayer. Imperdível para quem é fã.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PARA VER E OUVIR: "CHRONO TRIGGER, LIVE AT SYMPHONY HALL"



"Nerdgasmos" múltiplos, consecutivos, ininterruptos.

PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER ("XO")



Difícil crer que essa canção é uma versão do John Mayer de uma música da Beyoncé... 

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("I CHOOSE YOU")

POESIA DO ADEUS

Animação linda que chega a doer.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O GATINHO QUE PEDE UM ABRAÇO



Sem mais. Melhor, mais uma (de um milhão de razões) que fazem desses os seres mais especiais e incríveis do planeta.

terça-feira, 13 de maio de 2014

"TUDO QUE VAI VOLTA"



Curta de arrepiar.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O "TRAILER" DE "A PEQUENA SEREIA" DE SOFIA COPPOLA (#SQN)

Zoaram a minha musa sem piedade. Mas eu amei mesmo assim. Mesmo brincando, eles captaram a essência da coisa.

terça-feira, 6 de maio de 2014

PEQUENA SEREIA

Aparentemente, Sofia Coppola vai dirigir uma nova versão de "A Pequena Sereia"; seria esse o começo de uma nova fase, agora que ela é mãe? Ou devemos esperar uma Ariel coppolesca, errante, no fundo do mar, perdida em seus pensamentos e cercada por uma trilha sonora incrível? Imagino um filme doce, lindo e melancólico; e provavelmente fiel ao final original...

10 ANOS (DESDE O FIM) DE FRIENDS


Hoje faz 10 anos desde o fim de FRIENDS. E 20 desde a sua estréia. E a certeza de que estamos (cada vez mais) velhos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PARA VER E OUVIR: SIGUR RÓS ("THE RAINS OF CASTAMERE")



Um dia, a Casa Reyne (o "leão vermelho") decidiu se opor aos Lannister (o "leão dourado"). A resposta de Casterly Rock foi imediata e eficaz, quando Tywin Lannister marchou sobre Castamere, passando o castelo pela torcha e executando todos os membros da família Reyne restando, após "a guerra dos leões", somente o orgulhoso leão dourado. E assim surgiu a emblemática "Chuvas de Castamere", o "hino" dos Lannister:

"E quem é você, o senhor orgulhoso perguntou,
Para quem eu tenho que me curvar?
Somente um gato de pelo diferente,
Essa é toda a verdade de que eu sei.
Seja o pelo dourado ou vermelho,
Um leão ainda tem suas garras,
E as minhas são longas e afiadas, meu senhor,
Foi o que ele disse, e então disse novamente,
Aquele senhor de Castamere, 
Mas agora caem as chuvas sobre os seus salões,
Sem ninguém lá para ouvir.
Sim, chove sobre os seus salões,
Sem uma única alma para ouvir".

E para quem não tem ideia do que eu estou falando, esta é apenas uma breve passagem na turbulenta história de Westeros, continente onde se passa a saga da Canção de Gelo e Fogo (mais conhecida como 'A Guerra dos Tronos'). E esse, aqui, é o PRÓPRIO Tywin Lannister, que ganhou vida pela atuação brilhante de Charles Dance. O personagem, em si, já é um dos mais badass da trama e Dance conseguiu deixá-lo ainda mais badass.

AMARELO


A cortina dançava preguiçosamente contra a janela, enquanto a luz do começo do dia cobria o quarto bagunçado numa atmosfera de entorpecimento. E os dois estavam ali, nus, sobre o emaranhado de lençóis. Ele, inquieto, custava a manter os olhos fechados. Ela era o oposto, ali, mergulhada num sono profundo e respiração leve. O cabelo dela, amarelo, espalhado pelo travesseiro. Amarelo como gema de ovo. Aquele cabelo estranho.

Apoiou a cabeça sobre o cotovelo e ficou desenhando o seu corpo com os olhos. A luz refletida nos pelos curtos e transparentes ao redor do seu umbigo. As pernas compridas e firmes, sobrepostas como as de uma leoa, os braços finos entrelaçados sob o seu rosto. Os sinais, as marcas, o pêlo, a pele. 

Pensou em correr os dedos levemente sobre as suas costas. Hesitou. Não queria acordá-la.

Caminhou pelo quarto, buscando pedaços de roupa espalhados pelo chão. A janela do seu quarto de hotel comunicava uma solidão esquisita. Tocou o vidro, com delicadeza, apoiando a sua testa no cartão postal escancarado diante dos seus olhos e decidiu que caminharia, sem mapa, sem roteiro. Olhou para a mulher, na cama, por alguns instantes antes de fechar a porta.

Ela continuava ali, adormecida, o longo cabelo amarelo espalhado sobre o travesseiro.

Curioso como algumas cidades provocam marcas, cicatrizes mentais, chame do que quiser, frutos dos eventos vividos em suas ruas, becos e avenidas.

Esse pensamento vinha martelar a sua cabeça, como um mantra, enquanto ele bebia o seu café sem pressa; o vapor inebriante invadindo as suas narinas, as pessoas e carros passando por perto, cheios de barulhos e de caos, e ele sentia vontade de fechar os olhos por alguns instantes enquanto sentia o líquido quente e saboroso escorrer por dentro do seu corpo.

No fim das contas, claro, tudo se resumia a ela. Voltar naquela cidade, depois de todo aquele tempo, trazia consigo uma sensação esquizofrênica de que ele a veria ali, como se ele pudesse contemplar, feito viajante do tempo, as imagens trancadas dentro da sua mente. Como se ele pudesse ver a si mesmo, melhor, ver os dois juntos, caminhando por ali; testemunha de algo vivido e tão mal esquecido.

Mas eles não estavam ali. E o pensamento voava com o vento que levava as folhas órfãs de jornal.

Sorria. Havia algo amargo naquele sorriso, ele sabia, mas de que importava?

Feito um detetive, decidiu traçar os passos, como os lembrava, visitando os mesmos lugares, redesenhando os eventos conforme eles estavam estampados em sua memória. E sentia-se visitado por uma miríade de sensações que o transportavam para aquela cidade, como se ele não estivesse ali. Sentia-se flutuante, cercado por cheiros e sabores que emulavam os acontecimentos de forma artificial e eficaz.

Tocava as paredes, feito peregrino.
O céu azul, emoldurando as imagens mentais.
Aquela cidade era tão competente. 

"Você nunca me deixará esquecer", ele sentia vontade de gritar aos monumentos.

Respirou fundo, de repente inseguro sobre aquela errância. Lembrou da mulher, adormecida, no seu quarto de hotel e sentiu falta dela; de estar com ela. Por alguma razão, repentinamente, sentiu falta dela; daquele cabelo amarelo e de tudo o que ela fazia de diferente - e errado - "que se dane!". Decidiu retornar; comprou flores, pães, café e chocolates para acordá-la. Caminhando, a passos largos, o hotel demorava a se desenhar no horizonte.

Encontou-a sentada na cama, o corpo envolvido no lençol como um vestido costurado preguiçosamente. Ela tinha os olhos vermelhos, como se tivesse chorado.

"Eu posso deixar o meu cabelo escuro, se você quiser... como o dela", disse quase engasgando.

Aquela frase atravessou o seu peito como uma lança; abraçou o seu corpo delicado e beijou a sua boca como se fosse a primeir a vez. E percebeu, ali, naquele quarto sem nome, o quanto ele amava aquela mulher frágil, estranha e linda. 

E o seu cabelo. 
Amarelo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Toda a vez que alguém me pergunta algo do tipo "quais são os seus planos para o futuro?"

GIFS DA DEPRESSÃO

Um(a) amigo(a) encontra alguém que eu não conheço, começa a conversar, mas não me apresenta...

GIFS DA DEPRESSÃO

O feriado cai na quinta-feira (e não vai dar para enforcar)...

PARA VER E OUVIR: THE DECEMBERISTS ("THE CRANE WIFE 3")

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("GRAVITY")



Não dá para cansar dessa música, dessa linda, não tem jeito. 

GIRAFAS PARA ANGELO


Sentada, no assoalho do banheiro, ela respirava, quase ofegante; olhos fechados, cabelos amarrados num rabo de cavalo preguiçoso, as bochechas vermelhas, a testa pingando de suor. Após vomitar pela quarta vez, somente naquela manhã, ela se viu diante da constatação inegável.

"Meu Deus, estou grávida".

Com relutância, avisou que não iria trabalhar.

Não que ela não quisesse ter um filho. Não era isso. Era apenas que ela não achava que aquele era o momento certo. Sentia seu marido distante (ou seria loucura da sua cabeça?), havia decidido investir na sua carreira, e algo dentro dela dizia que aquela gravidez seria o fim do seu casamento.

Respirou fundo, tentando acalmar o seu peito. Molhou o rosto na pia, e ficou ali, por um tempo quase infinito, com a toalha úmida envolvendo o seu rosto. Sentia-se só, perdida, como se uma fenda tivesse sido aberta sob os seus pés. 

Caminhou pela casa, o robe desamarrado arrastando pelo chão como um manto régio, as mãos entrelaçadas atrás da sua cabeça, girando em círculos na sala como se aquilo pudesse ajudá-la a encontrar uma resposta; uma saída. Uma solução.

"Não. Isso não. Jamais".

Pegou o telefone e ligou para o seu marido no trabalho. Quando ouviu a sua voz sentiu medo e desconversou. Perguntou do seu dia, fez planos para o jantar, pediu que ele trouxesse flores. Jogou conversa fora até a hora em que ele precisou desligar para atender uma outra ligação.

"Está tudo bem com você, meu amor?".

Não estava nada bem. Ligou para a sua mãe, desligando antes mesmo que ela atendesse; então para um punhado de amigas mais próximas. Novamente sentiu medo, desconversou, fez planos para um almoço que jamais aconteceria. Foi à janela, respirou fundo, tentando absorver os sons, a luz, o vento que vinha dançar ao redor do seu corpo. 

Olhou crianças brincando num parque, não longe dali. Sorriu. Sentia medo, sua barriga era um turbilhão de borboletas enfurecidas, mas ainda assim; sorria. Os meninos e meninas faziam uma grande confusão na areia, subindo e descendo escorregadores, correndo umas atrás das outras. Ela se pegou rindo. E conseguiu se imaginar ali, como uma daquelas mães preocupadas.

Caminhou para o pequeno escritório, coberto de livros e discos e todo o tipo de quinquilharia inútil. E começou a imaginar cortinas de renda e girafas coloridas; Talvez fosse mesmo a hora. Mas ainda assim estava aterrorizada com medo da reação do seu marido; do que ele diria, de como ele reagiria. Na sua cabeça, as piores cenas possíveis rodavam em loop, todas elas encerradas sempre com notas de melancolia e abandono. 

"Ele vai me deixar, eu sei. Ele vai me deixar". 

Mas as horas daquele dia traziam consigo ensinamentos. E a cada minuto passado ela se sentia mais forte e decidida. E daí que ela ficasse sozinha? E daí que tudo aquilo, todo aquele conforto ruísse? E daí que ele fosse embora? Ela criaria o seu filho e seria feliz assim. Sentia-se corajosa, pronta para enfrentar o seu marido, assim que ele pusesse os pés em casa. 

Quando a noite começava a cair, ela se sentou no sofá, os olhos fixos na porta, como um felino. Esperando por ele. Pronta para tudo. Então a chave começou a girar na fechadura, e de repente ele estava ali, como fazia há anos, entrando em casa.

Sorria, de forma carinhosa, trazia flores nas mãos e se aproximou, para beijá-la. 

"Preciso te dizer algo", ele disse, os olhos fixos nela, sentado no chão entre as suas pernas. "Andei pensando muito sobre uma coisa hoje".

E ela ficou ali, sem reação. Fora pega de surpresa. Era ela quem tinha algo a dizer. Não ele.

Ele apoiou os braços em suas pernas, e beijou carinhosamente a palma das suas mãos. Ela engoliu em seco.

"Eu sinto que chegou a hora de nós termos a nossa família", ele disse, sorrindo; ao que ela desabou num pranto que parecia represado há centenas de anos. Soluçando, impossibilitada de construir qualquer frase simples. 

Ele correu para abraça-la, sem entender o que estava acontecendo. Segurou o seu rosto com duas mãos e percebeu que ela ria e chorava ao mesmo tempo. 

Ela fez carinhos em seu rosto, cabelo, olhando para o seu marido como se estivesse vendo-o pela primeira vez.

"Ah, meu bem, se você soubesse a surpresa que eu tenho para te contar...".

sexta-feira, 11 de abril de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Atendo um número desconhecido e descubro que é tele-marketing...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

QUANDO UMA GIF DIZ TUDO

Minha vontade quando peço licença 1, 2, 3 vezes e a pessoa não sai da minha frente...

PARA VER E OUVIR: DIANA KRALL ("I'VE GOT YOU UNDER MY SKIN")

quarta-feira, 9 de abril de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Após o último episódio de "How I Met Your Mother", depois de 9 ANOS de seriado... 

GIFS DA DEPRESSÃO

Chega a hora de pagar o IPTU e o IPVA...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

O vendedor não tem a menor ideia do que eu estou procurando e me oferece algo nada a ver...

GIFS DA DEPRESSÃO

Mando beijo no final da ligação para o delivery de comida...

GIFS DA DEPRESSÃO

E então começou a quarta temporada de Game of Thrones...

A NOIVA


Por alguns instantes breves, fugazes, ela conseguia ignorar o caleidoscópio de sons e luzes ao seu redor. Aquela sinfonia caótica de talheres em duelo, conversas paralelas, gritos de felicidade, música alta, dança, brilho de velas decorativas espalhadas pelo grande jardim. O vento batia leve contra os seus cabelos, fazendo os pêlos nos seus braços se arrepiarem; a cauda do seu vestido flutuando, delicada, como as asas de um pássaro. Um pássaro de uma asa só.

Olhos fechados. Um suspiro. 

Era quando ela conseguia fugir dali. Brevemente.

Com a mão sob o queixo, contemplava o grande vale ao redor daquele que, segundo todos ali, era "o dia mais feliz e importante da sua vida". E sorria, agridoce, todas as vezes que alguém a abordava, taça em mãos, hálito ébrio de álcool e êxtase, para lhe dizer algo do tipo:

"Preparada para o começo do resto da sua vida?".

Não, eu não estou.

Ela acenava com a cabeça, respondia de forma educada aos abraços e beijos, desenhando um sorriso discreto, de felicidade inventada, enquanto sentia o seu coração pulsando dentro do seu peito. Como se ela não pertencesse naquele lugar; como se não conseguisse comunicar com nada ali. As flores, a riqueza dos detalhes, as mulheres dançando descalças, o homens abraçados, embriagados, aquele amontoado de pessoas felizes. Aquele entorpecimento que acomete as pessoas em casamentos.

Mas era como se ela simplesmente não estivesse ali. 

Subitamente, foi tomada por pensamentos de dúvida e medo, angustiada além do que o seu estômago era capaz de aguentar. Tirou os sapatos apertados, para sentir a grama molhada sob os seus pés, como se estivesse prestes a correr. Incerta sobre toda e qualquer coisa.

Talvez fosse tarde demais, pensava aflita; faltou-lhe coragem, foi vencida por aquele medo infantil de decepcionar os outros; de seguir um caminho que não é de ninguém, apenas seu. Apenas dela. Sentia como se tivesse sido levada pela força da maré, para um destino além da sua escolha. E chegava a hora de aceitar aquela praia na qual ela havia parado. 

Uma sina, um naufrágio.

"Prove o bolo".

As mãos da sua mãe tinham um toque delicado no seu rosto; carinhos sinceros tomados por orgulho e realização. Sua filha, aquela noiva linda, naquele dia inesquecível. Seu pai então sentou ao seu lado, as mãos entrelaçadas entre as pernas, ostentando um olhar de cumplicidade, como se ele fosse o único ali a suspeitar do turbilhão de pensamentos que envolvia a sua filha. Foi então que ela não conseguiu represar a tonelada de lágrimas escondidas por trás dos seus olhos. Abraçou o seu pai com força, soluçando um pranto profundo. E ele a abraçou de volta, fazendo carinhos em suas costas nuas, emolduradas pelo lindo vestido de pérola e marfim. 

Pelo menos alguém conseguia suspeitar da sua solidão.
Da solidão de uma mulher incerta sobre as suas escolhas. Era isso. Era essa a sua solidão.

Enxugou os olhos levemente borrados, tentando acalmar o seu peito galopante. Então sentiu o toque carinhoso do seu marido em seus ombros, seguido de um abraço apertado e um beijo apaixonado, completamente ignorante e inocentemente feliz. "Agora somos nós dois, até o fim", sussurrou.

Ela o abraçou e volta, depositando a sua cabeça em seu ombro, os olhos fixos no sol que se punha no vale, encharcando a paisagem de tons lilases. 

"Meu Deus, o que eu estou fazendo aqui?".

PARA VER E OUVIR: CHRISTINA PERRI ("A THOUSAND YEARS")

sexta-feira, 4 de abril de 2014

domingo, 23 de março de 2014

PUGILISMO COM LARS VON TRIER


Pretensioso, gênio, desviado, visionário, pervertido, poeta, polêmico, incompreendido, marginal. São muitos os adjetivos que podem definir Lars Von Trier. E eu concordo com cada um deles; podendo pensar em mais uma centena. "Ninfomaníaca 1 & 2", seu trabalho mais recente, só reforça isso.

A história narra o encontro acidental de Joe (Charlotte Gainsbourg) com Seligman (Stellan Skarsgard). Ela, uma mulher viciada em sexo, é encontrada ferida e abandonada na sarjeta pelo assexuado homem que, sem pensar duas vezes, a acolhe e a leva para sua casa. A partir daí, um diálogo demorado, regado por chá, bolo, e uma longa narrativa de aventuras sexuais que misturam sodomia, masturbação, promiscuidade, violência à matemática, à física, à filosofia, à música à arte, à religião, o satanismo e, naturalmente, à psicanálise, numa sequência de metáforas absurdamente belas.

O encontro improvável de extremos tão opostos é o tempero que marca a narrativa de 2 filmes que escancaram a humanidade na sua pior ou melhor forma: a exploração crua e real da sexualidade, das perversões, dos desejos, do perigo. Joe é um animal incansável e incrontrolável, que não vê limites para saciar à sua fome. E um elenco sem nenhum medo de entregar atuações perigosamente honestas completa esta ópera de nudez, sob todas as esferas - físicas, emocionais, espirituais. Um filme dolorido - óbvio - triste, difícil de digerir, mas que transborda poesia de uma forma difícil de perceber - num primeiro momento - mas que vai ficando cada vez mais clara na medida em que a história se desenrola. 


Será que o mundo está preparado para cenas que retratam uma menina de 12 anos descobrindo a masturbação? Ou uma mulher que golpeia a sua vagina com uma toalha molhada porque não consegue sentir mais prazer? Ou um lugar em que mulheres casadas vão escondidas para voluntariamente serem brutalmente torturadas? A resposta de Von Trier para esses questionamentos é uma só: "eu não me importo".

Ele mesmo provoca, quando coloca diálogos na boca da sua heroína que parecem antecipar a polêmica: a solução que a sociedade inventou para não lidar com seus temas dolorosos é bloquear a palavra. Proíba a palavra, tudo fica "politicamente correto" e os problemas estão resolvido. E ele segue, meditando que "emudecer uma palavra é arrancar mais um tijolo da democracia". Faz pensar, não?

Devo dizer que apreciei muito mais o volume 1 do que o 2. E acho que a maioria das pessoas terá a mesma opinião. Não que um seja melhor ou pior que o outro, ou mostre "mais" ou "menos" "disso" ou "daquilo". Não é isso. O primeiro filme tem uma cadência mais agradável, e realmente vai nos enfeitiçando com o que Joe tem a contar. "Sou um ser humano terrível", ela diz, "e as minhas histórias serão prova disso". 

"Mea vulva, mea maxima vulva", Von Trier provoca em determinado momento. Seu novo trabalho é mais uma prova de que ele não tem medo de chocar

Honestamente? Não sei dizer se "Ninfomaníaca" é um filme para todos. Definitivamente ele não é visceral e escatológico como "Anticristo" nem desesperadoramente triste como "Melancholia". Ele habita um lugar muito seu, no meio do caminho, e me proporcionou quase 6 horas (ao todo, os dois volumes) de "entretenimento" recheado por reflexões, choque e puro embasbacamento. É o típico pugilismo que travamos com ele em seus filmes; onde, mesmo após uma série de socos no estômago, continuamos a apreciar a luta. Ao final, não soube organizar os meus pensamentos, nem chegar a conclusão alguma. 

Restou-me somente silêncio.


quinta-feira, 20 de março de 2014

AMOR DIFERENTE

E ainda tem gente que não entende quem é apaixonado por gatos...

ILUSTRANDO

O traço criativo e genial de Björn Hurri. Em especial, os desenhos estilo "steampunk" de Guerra nas Estrelas.





quarta-feira, 19 de março de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Chego (muito!) atrasado no trampo e/ou de ressaca e/ou após uma insônia dos infernos e espero que o(a) chefe não note...