
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O QUARTO REINO

domingo, 30 de agosto de 2009
"TWO ENGLISH POEMS" - JORGE LUIS BORGES (1934)

The useless dawn finds me in a deserted street-
corner; I have outlived the night.
Nights are proud waves; darkblue topheavy waves
laden with all the hues of deep spoil, laden with
things unlikely and desirable.
Nights have a habit of mysterious gifts and refusals,
of things half given away, half withheld,
of joys with a dark hemisphere. Nights act
that way, I tell you.
The surge, that night, left me the customary shreds
and odd ends: some hated friends to chat
with, music for dreams, and the smoking of
bitter ashes. The things my hungry heart
has no use for.
The big wave brought you.
Words, any words, your laughter; and you so lazily
and incessantly beautiful. We talked and you
have forgotten the words.
The shattering dawn finds me in a deserted street
of my city.
Your profile turned away, the sounds that go to
make your name, the lilt of your laughter:
these are the illustrious toys you have left me.
I turn them over in the dawn, I lose them, I find
them; I tell them to the few stray dogs and
to the few stray stars of the dawn.
Your dark rich life ...
I must get at you, somehow; I put away those
illustrious toys you have left me, I want your
hidden look, your real smile -- that lonely,
mocking smile your cool mirror knows.
II
What can I hold you with?
I offer you lean streets, desperate sunsets, the
moon of the jagged suburbs.
I offer you the bitterness of a man who has looked
long and long at the lonely moon.
I offer you my ancestors, my dead men, the ghosts
that living men have honoured in bronze:
my father's father killed in the frontier of
Buenos Aires, two bullets through his lungs,
bearded and dead, wrapped by his soldiers in
the hide of a cow; my mother's grandfather
--just twentyfour-- heading a charge of
three hundred men in Peru, now ghosts on
vanished horses.
I offer you whatever insight my books may hold,
whatever manliness or humour my life.
I offer you the loyalty of a man who has never
been loyal.
I offer you that kernel of myself that I have saved,
somehow --the central heart that deals not
in words, traffics not with dreams, and is
untouched by time, by joy, by adversities.
I offer you the memory of a yellow rose seen at
sunset, years before you were born.
I offer you explanations of yourself, theories about
yourself, authentic and surprising news of
yourself.
I can give you my loneliness, my darkness, the
hunger of my heart; I am trying to bribe you
with uncertainty, with danger, with defeat.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ERA DE MUDANÇAS

domingo, 23 de agosto de 2009
"CANJA DE GALINHA PARA A ALMA"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009
MEDO NA DOSE CERTA

domingo, 9 de agosto de 2009
A DELICIOSA TERAPIA DE "BLACK BOOKS"

sábado, 8 de agosto de 2009
A ALQUIMIA DO TALENTO
terça-feira, 4 de agosto de 2009
NECESSÁRIA LICENÇA POÉTICA 3
Marília Gabriherpes recebe Marília Gabriela. Imperdível. Impossível não postar.
sábado, 1 de agosto de 2009
UM FILME SOBRE DIGNIDADE

sexta-feira, 31 de julho de 2009
E JÁ QUE O ASSUNTO É GATO...

Descobri dois ótimos blogs muito legais para quem gosta de gatos:
REINO D´ALMOFADA - o nome já diz tudo. Um espaço para celebrar tudo sobre os bichanos.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
MARU: "O GATO MAIS ESTRANHO DO PLANETA"
PS: A música adorável é da banda Hundred Little Reasons
PENSANDO EM VOCÊ
Eu que nem sabia ao certo o que estava procurando, achei você. E ao te achar eu me perdi. Por completo. Mas também me encontrei. Parece confuso, mas não é. Porque você transformou o meu mundo, como eu o conhecia, e me mostrou novos horizontes, novos destinos, múltiplas possibilidades. Você me ensinou sobre a vida. Sobre ser mais corajoso, mais destemido. Você me explicou como é "rir na cara do perigo" e, ainda que eu tenha hesitado vez ou outra, foram várias as vezes em que eu dei passos e saltos de fé incentivado por sua causa. Muitas coisas você me mostrou. Outras cores, outros sons, outros sabores. Me ajudou a ser mais homem e menos menino; mais pai e menos filho. Ainda que, nesta escola, eu precise de mais alguns bons anos de aprendizado. Você trouxe espelhos mais polidos, onde pude me enxergar mais claramente. Trouxe elogios em abundância e críticas localizadas; me feriu e me curou, como se eu estivesse em treinamento. Você me ajudou a viver um conto de fadas, ainda que eu tenha descoberto (meio a contragosto) que sou muito mais "rosa" do que "príncipe"; porque posso até ser nobre, iluminado e heróico, mas também sei ser mimado, egoísta e vaidoso. Quando eu achava que voava para os seus braços, pegando carona no vôo de pássaros imigrantes, eis que você me mostrava que era você quem vinha até mim, enquanto eu te esperava dentro de minha redoma perfumada. Você ri de mim e comigo. Mas também me chama de "concha", como se eu quisesse guardar todas as pérolas e segredos mais preciosos para mim. Mas se sou concha, você tem em mãos abridor e água quente para me dobrar, abrir e derreter sem esforço. Acho que somos únicos e vários. Heróis e vilãos. Atletas e glutões. Maçons e Alquimistas. Óbvios e originais. Perseu e Medusa. Antônio e Cleópatra. Eros e Pisqué. Água e Óleo. Cão e Gato. Encontrei todas as mulheres de livros, filmes e músicas em você. Sara, Charlotte, Claire. Amiga, irmã, mãe, amante, senhora. Guerreira e bailarina. Moderna e antiquada. Estamos longe e estamos perto, todos os dias, não importa a geografia. Porque voamos sem asas comuns, nas batidas do coração, no sopro da respiração ofegante, na imaginação sem fronteiras. São estas as minhas reflexões de quinta-feira. Um dia qualquer. Pensando em você.terça-feira, 28 de julho de 2009
UM POUCO MAIS DE "SIMON´S CAT"
"IT´S ALL FUN AND GAMES...
"Spider": interessante e perturbador. Em doses milimetricamente iguais.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
DESPEDIDA
De alguma forma ou de outra, acho que ele sabia que aquele era o nosso último momento juntos. A verdade é que nem eu nem ele podíamos imaginar que nunca mais nos veríamos novamente. Mas fico com a impressão que ele sabia. De alguma maneira ele sabia. Deve ser da intuição, ou algo assim, mas vou sempre lembrar daquela noite em que ele havia sido resgatado de sua aventura. Como poucas vezes havia feito, ele veio se aninhar em mim, como se me abraçando e adormeceu. E ali ficou, como se o meu colo fosse uma morada de segurança e tranqüilidade, mesmo nós estando separados já há algum tempo. Eu achava que tínhamos perdido a intimidade. Mas ele foi ali, sem fazer cerimônia, sem pedir permissão, e adormeceu nos meus braços. Eu não fazia idéia, mas estávamos dizendo adeus um ao outro naquele momento. Algo não mudará, porém. O lugar tão especial que ele conquistou em mim; e onde o carrego como um ser especial que surgiu na minha vida. Não tivemos a chance de nos despedir de verdade. Mas talvez seja melhor assim. Porque posso ficar com o poder de imaginá-lo, onde ele estiver, correndo suas aventuras e investigações tão peculiares. Sem despedida, então. quinta-feira, 23 de julho de 2009
O ÚLTIMO HOMEM NA LUA
Ele não sabia, mas era o último homem na lua. Ou talvez soubesse e fingisse, para si mesmo, não ser. Entretido com o brilho das estrelas, cometas rasantes, chão de areia fina cinzenta e o negro infinito dos dias que são sempre noite, ele se fazia crer estar envolto numa sinfonia de sensações e idéias confortantes. Confortáveis. Mas eis que ele era o último homem na lua. Fato inquestionável. Refém de suas próprias idéias, pouco a pouco ele começava a esquecer da própria voz. Os pensamentos ecoavam alto demais em sua cabeça para serem transformados em som. Noite após noite, dormia embalado ao som do silêncio. Quando insone, debruçava-se sobre um morro pequenino, para ver a luz do sol entrecortar as planícies brancas, homogêneas, áridas. E caminhava, sem direção, como se procurando algo sem saber ao certo o quê. Sentia-se só. Muito só. E já nem lembrava mais como havia chegado lá, desde quando, e por que motivo. Sonhava com chuva, barulho de mar e cheiro de pão assado. E chorava sentado, como se brincando de ser criança novamente. Gritava nomes ao acaso, nos vales, enamorando a possibilidade de alguém responder. Julgava saber a localização de cada uma das estrelas e até havia dado nomes a elas. Constanza, Gueixa, Escarlate. Chocolate, Lápis, Ameixa. E fazia jogos e apostas consigo mesmo, das quais sempre saia vencedor. E julgava-se rico, apesar de não possuir quase nada. E belo, mesmo sem nunca mais ter visto seu reflexo em algum lugar. Pouco a pouco, também começava a esquecer do seu rosto. Até que um belo dia, para sua surpresa, viu pousar uma nave, alguns metros de onde morava. De lá, desceram astronautas, portando veículos e instrumentos de aventuras espaciais. Era aquela a oportunidade que ele havia esperado tanto tempo. Mas ele não conseguiu conter seu medo e se escondeu. E observou a navezinha partir, lentamente, até se perder na sombra do horizonte rumo à gigantesca lua verde e azul que orbitava seu planeta. E ele voltou, então, a ser o último homem na lua.segunda-feira, 20 de julho de 2009
PARA VER E OUVIR: TEARS FOR FEARS ("EVERYBODY WANTS TO RULE THE WORLD")
Definitivamente, um dos emblemas dos anos 80. Um dos meus, pelo menos.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
MANKIND IS NO ISLAND
Belíssimo filme, de Jason van Genderen, filmado inteiramente em celular, nas ruas de Sydney e Nova York.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
TRAILER OFICIAL DE "A MULHER DO VIAJANTE DO TEMPO"
Poucos livros me emocionaram tão devastadoramente quanto "A mulher do viajante do tempo". Para todos aqueles que também se comoveram com o romance de Audrey Niffenegger, uma ótima notícia. O filme tem site oficial e estréia confirmada para o dia 14 de agosto (nos Estados Unidos). Estrelam Eric Bana e Rachel McAdams. E já saiu o primeiro trailer oficial. Promete...segunda-feira, 13 de julho de 2009
FÁCIL DIGESTÃO
Não é que eu tenha preconceito contra o cinema nacional. Absolutamente! Mas fico com a impressão de que o fato de um filme ser brasileiro e falado em português parece comportar uma carga imensa de "obrigatoriedades cinematográficas", por assim dizer: falar de miséria, de fome, de pobreza, sofrimento do povo nordestino, violência, polícia, corrupção, aquela história. Mas, francamente, será que não dá para mudar um pouco? Um filme, mesmo ambientado no Brasil, e falado em português não precisa seguir essa regra. E "Estômago", uma produção ítalo-brasileira, é um exemplo perfeito de como fazer um filme nacional, genuinamente brasileiro e completamente original. E olha que o filme fala de Brasil, pobreza, violência, cadeia e migração nordestina! A história narra as aventuras de Raimundo Nonato, que chega em São Paulo com a roupa do corpo em busca de oportunidades. Por um acaso do destino, ele acaba fazendo coxinhas de galinha num bar de esquina que, de tão boas, fazem do lugar um sucesso. Uma coisa leva a outra e Raimundo acaba na cozinha de um restaurante italiano. No meio tempo, vamos descobrindo que ele está preso e, na cadeia, conquista status e poder por causa dos seus conhecimentos culinários. Afinal, com mãos de mestre, transforma a bóia da prisão em comida de primeira e cai nas graças dos presos. O filme tem nuances, detalhes e idéias incríveis. É absolutamente original e obrigatório. É sério quando deve ser, é crítico quando deve ser e é trágico e é cômico, tudo na medida certa, tudo em doses ideais, como uma receita de ingredientes variados, mas que rendem uma iguaria incomparável. O final, apesar de esperado, não deixa de ser surpreendente. E, assim, "Estômago", um filme de facílima digestão, é um exemplo perfeito de como o "feijão com arroz" do cinema brasileiro pode variar mais.NECESSÁRIA LICENÇA POÉTICA 2
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A CINEMATERAPIA DE SERENDIPITY

Serendipity: o ULTIMATE "filme de mulherzinha"
Nota: a verdade é que "Serendipity" também me lembra você. E assim me pego, vendo "Serendipity" com uma caixinha de lenços de papel imaginária a tira colo, enquanto me dou conta, hoje e amanhã, que ainda sou o seu Jonathan Trager, procurando seu nome em todos os cantos, e te esperando pacientemente; sentado sobre um lago congelado, aguardo você me reencontrar, numa noite qualquer.quinta-feira, 9 de julho de 2009
"TERRAS DO NUNCA" - TEXTO DO JORNALISTA JOÃO PEREIRA COUTINHO (FOLHA DE SÃO PAULO)
Excelente artigo escrito por João Pereira Coutinho (colunista da Folha de São Paulo) em 29 de junho: "Terras do Nunca".John Kennedy não foi abatido pelo fracassado Lee Oswald numa manhã funesta de Dallas. Kennedy foi assassinado pela CIA, pelos cubanos, pelos soviéticos, pela máfia, eventualmente pelos extraterrestres.
E, agora, Michael Jackson: ele não morreu por excessos vários e loucuras evidentes. Foi o médico; foi a empregada; foi o Rato Mickey quem acabou com o cantor.
Deixemos as teorias da conspiração para as mentes conspiratórias. No meio do sentimentalismo vulgar, e quase religioso, com que o planeta chora a morte de Jackson, a única declaração vagamente sensata foi dita pelo próprio presidente americano. E que nos disse Obama?
Para começar, que Jackson foi um músico de talento. Difícil discordar, embora o Jackson que eu aprecio morreu no dia em que nasceu o Jackson que grande parte do mundo aprecia, ou seja, em 1979 com "Off the Wall". O single prodigioso que os Jackson Five editaram dez anos antes, "I Want You Back", é incomparável com qualquer obra posterior. Opinião pessoal. Do Michael Jackson a solo, admiro apenas o bailarino. Brinco? Não brinco. Fred Astaire também não brincava quando dizia, na década de 80, que Jackson nascera demasiado tarde. Tivesse ele vivido nos anos 30 ou 40 e teria feito as delícias de Busby Berkeley ou Vincent Minelli. Quem aprecia musicais sabe do que falo.
Mas Obama não elogiou apenas o talento. Obama foi corajoso e lamentou a figura profundamente trágica de Michael Jackson. Nos próximos anos, saberemos mais sobre essa tragédia. Mas aposto que a origem dela está num homem que, para usar as palavras de um francês célebre, alimentou uma "náusea-de-si-próprio" ao longo da vida: uma náusea da sua própria negritude e, talvez mais importante, uma náusea da sua própria humanidade, por definição mutável e perecível. Não admira que, ano após ano, ele tenha tentado golpear essa humanidade, perseguindo um ideal estético que era, aos olhos do mundo, caricatural e infantil. E, aos olhos dele, eterno e pós-humano.
Disse anteriormente, citando Fred Astaire, que Michael Jackson não viveu nas décadas de 30 e 40 para inscrever o seu nome na tradição dos grandes musicais. Mas é possível recuar mais um pouco e lamentar que Jackson não tenha nascido e vivido em finais do século 19, inícios do 20. E que não tenha conhecido uma alma gêmea como J.M. Barrie, o escritor para quem a infância era, simultaneamente, o melhor e o pior dos mundos. O melhor, pelo encantamento permanente que lemos em "Peter Pan" ou no injustamente esquecido "The Little White Bird". Mas também o pior dos mundos, porque [foi/é] capaz de antecipar a corrupção futura: a maturidade, o envelhecimento, a perda da inocência.
Não sei se Jackson leu Barrie. Provavelmente. Mas sei que lhe roubou o nome para o seu rancho, "Neverland", essa "Terra do Nunca" onde os rapazes não crescem. Tivesse Michael Jackson lido "Peter Pan" com atenção e saberia que, mesmo na "Terra do Nunca", os rapazes não crescem mas também morrem."
quarta-feira, 8 de julho de 2009
PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER TOCA "HUMAN NATURE" NO FUNERAL DE MJ
Bela homenagem de John Mayer que, como era de se esperar, oferece uma nova roupagem à "Human Nature", durante o funeral de Michael Jackson.
terça-feira, 7 de julho de 2009
DICA DE SITE OU BLOG: HARDCOREGAMING
Para quem se interessa por jogos e tecnologia, vale a pena visitar o blog hardcoregaming. Todo em português, não deixa em nada a desejar se comparado à crítica especializada americana, como IGN, Gamespot, 1up e Gamespy. Muito bem escrito, dinâmico e com forte apelo visiual, é um espaço excelente para se informar e colher reviews e previews. MOMENTO AZUL E ROSA: TEASER E TRAILER DE "MARIE ANTOINETTE" (SOFIA COPPOLA)
Teaser (HD)
Trailer internacional
segunda-feira, 6 de julho de 2009
PARA VER E OUVIR: MICHAEL JACKSON (PROPAGANDA DA PEPSI - 1992)
Michael Jackson faz um dueto consigo mesmo (quando criança) cantando a música "I´ll be there". É de chorar de tão bonito.
DEVANEIO URBANO
Tenho escrito pouco. Digo, inventado, pensado, refletido pouco. Tenho imaginado pouco. Em parte pela falta de tempo (será, mesmo?), em parte por falta de vontade, em parte por falta de pensamentos. Às vezes sinto uma vontade real de "ter pensamentos novos". Eu literalmente penso isso: "quero pensamentos novos". E talvez seja um exercício, mesmo, e não uma combustão espontânea que eu fico aguardando enquanto utilizo a carta manjada do "bloqueio criativo" para justificar o fato de os tais novos pensamentos não estarem chegando. E acabo cansando de esperá-los, de modo que tentarei abraçar mesmo idéias banais como exercício ativo, do que esperar passivamente por pensamentos geniais. Simplesmente não é assim que funciona. Essa indústria de subjetividades não é construída sobre mecanismos óbvios. Acordei hoje, no horário de sempre, e quando já me via automaticamente na jornada matutina - e semi-mecânica - de fazer café, arrumar o apartamento e me preparar para o trabalho, deixe-me envolver por idéias flutuantes. Balões coloridos que me ajudaram a despertar para o dia de hoje. Pensei sobre as escolhas que faço, nem sempre inequívocas; a necessidade de me auto-adular menos (sou muito menos inteligente do que me imagino ser e muito mais interessante do que me permito acreditar); e a importância de não depositar tanta expectativa nos outros. Quanto menos melhor. É tudo meio óbvio, na verdade. E até cliché. Mas quero também os pensamentos óbvios. Hoje, pelo menos.sexta-feira, 3 de julho de 2009
BESTEIROL DE PRIMEIRA GRANDEZA
Farei menções honrosas a um triunvirato de filmes besteirol de primeira grandeza: "Pagando bem, que mal tem?" (Zack and Miri make a porno); "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço" (Role Models); e "Quase irmãos" (Step brothers). Além da pausa - justa e merecida - nas reflexões sobre filmes complexos e profundos sobre os quais gosto de devanear semi-superficialmente, esses filmes realmente são bons, merecem ser vistos e brincam - com grande competência - com a idéia de que é possível fazer um filme engraçado, cheio de besteiras hilárias e nem por isso deixar de tocar em idéias e reflexões interessantes. Esses três filmes são exemplos perfeitos disso."Zack and Miri make a porno"
Já em "Role Models", temos Paul Rudd e Seann William Scott no papel de dois caras condenados a cumprir serviço comunitário. A punição leva-os a "orientar" duas crianças com déficit emocional: um menino mal criado e um rapaz que vive num mundo de fantasia baseado em jogos de RPG. Esse rapaz é ninguém menos que o cultuado McLovin, também de "Superbad". A comédia, aqui, já tem um ritimo mais sossegado, com diálogos interessantes e engraçados e não tanto cenas absurdas como em "Zack and Miri", mas mesmo assim rende situações cômicas que fazem desse filme uma obrigação. É impossível não dar atenção à Jane Lynch, no papel da educadora. O diálogo em que ela se recorda das suas refeições, quando morava em Nova York é memorável. No fim das contas, um filme sobre companheirismo e aceitação das diferenças. Quem disse que uma comédia não pode falar sobre isso?
"Role Models"
Por último, mas não menos importante, o filme "Step Brothers": Will Ferrell e John C. Reilly no melhor papel juntos que já tiveram. Os dois interpretam homens de 40 anos que ainda vivem com os pais. Will vive com sua mãe, John com seu pai, ambos viúvos. Os dois se casam e os filhos precisam aprender a conviver na mesma casa. É difícil apontar algo específico sobre esse filme, que é insano do primeiro ao último minuto. Os dois comediantes, que já estiveram juntos em filmes como o mediano "Talladega Nights", dão um show. A cena do beliche improvisado rende muitas voltas no controle remoto. E também esse filme oferece uma reflexão interessante no final, apesar do assunto absurdo. Momento inesquecível: "Boats and Hoes".
"Step Brothers"
quinta-feira, 2 de julho de 2009
PARA VER E OUVIR: DISNEY INESQUECÍVEL ("ALADDIN" E "A BELA E A FERA")
"A whole new world"
"Tale as old as time"
2 DE JULHO
quarta-feira, 1 de julho de 2009
O CÉU E O INFERNO

terça-feira, 30 de junho de 2009
UM FILME MUITO COMPETENTE

Tom Cruise é o conde von Stauffenbergsegunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
PARA VER E OUVIR: MICHAEL JACKSON ESSENCIAL
"Rock with you"
"Thriller"
"Billie Jean"
"Bad"
"Smooth Criminal"
"Beat it"
"Don´t stop till you get it enough"
"ABC (Jackson´s Five)
"BEN (Jackson´s Five)
O ADEUS DE UM REI EXILADO

terça-feira, 23 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
THE PS3 DREAMLIST 2
Assassins Creed 2
Castlevania - Lord of Shadow
God of War 3
Eternal Sonata
Valkyria Chronicles
Lord of The Rings - Conquest
Front Mission Evolved
The Last Guardian
Final Fantasy XIII
NA COMPANHIA DE JORGE
Conta a lenda que São Jorge nasceu na região da Capadócia (sudeste da Turquia). Com a morte do seu pai, mudou-se para a Palestina, onde sua mãe possuia recursos para educá-lo. Ainda jovem, juntou-se ao exército romano e foi logo promovido ao posto de capitão, recebendo depois o título de conde da Capadócia. Já aos 23 anos, ingressou na corte imperial e assumiu o posto de Tribuno Militar. Apesar de ser nobre e rico, Jorge decidiu entregar todas as suas posses e riquezas aos pobres e enfrentou o imperador Diocleciano, contra a perseguição aos cristãos. A partir daquele momento, renegou o paganismo romano e passou a defender a fé em Jesus Cristo. Por sua ousadia, Jorge foi perseguido, envenenado e torturado, sobrevivendo a todo o mal que lhe era causado e sem nunca renegar a sua fé em Cristo. Sem êxito em persuadir São Jorge a desistir de sua fé, o imperador decidiu degolá-lo em 23 de abril de 303 d.C. A partir deste momento, o martírio de São Jorge ganhou notoriedade e muitos romanos foram comovidos e convertidos pelo sofrimento do jovem soldado. Os restos mortais de São Jorge foram sepultados em Lida (Palestina), onde mais tarde, o imperador Constantino ergueu um oratório para que a devoção a São Jorge fosse conhecida no Oriente. Hoje, São Jorge está entre os santos mais amados pelo catolicismo em todo mudo.segunda-feira, 15 de junho de 2009
ATÉ QUANDO É TARDE DEMAIS?
Vez ou outra surge um filme assim, incrível, como é "O lutador". Uma união harmônica de elementos que funcionam perfeitamente na tela: boa história, ótimos personagens, um drama humano comovente e atuações primorosas. Mickey Rourke merece todos os elogios possíveis à sua atuação como o decadente lutador "Randy the Ram Robinson", um gladiador refém de glórias passadas, que sobrevive de bicos, apresentações falsas e sofre com a pobreza e a solidão. Na tela, testemunhamos a existência de um homem que se arrasta, como se a gravidade fosse especialmente mais forte sob seus pés. Olhos cansados, braços e pernas que parecem ranger como se enferrujadas, o lutador é um "pedaço acabado de carne" como ele mesmo se define. Mas o que faz esse filme especial também é o fato de misturar realidade e ficção, uma vez que o próprio Mickey Rourke, um ator que viveu o céu e o inferno em sua vida pessoal, é uma versão viva do Randy the Ram. São duas riquíssimas horas, de uma história "simples", mas que contam toda uma vida. Por fim, não há muito mais o que falar sobre este filme que é belamente dirigido por Darren Aronofsky ("Fonte da Vida" e "Réquiem para um sonho"). É muito melhor vê-lo, senti-lo e se deixar contagiar pela luta de Randy "The Ram", que está muito além do sangue e do suor; é uma luta para descobrir quando é tarde demais - ou não - para recomeçar. Um filme que fica.quinta-feira, 4 de junho de 2009
PROJECT TRICO
terça-feira, 2 de junho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
AMOR E ACEITAÇÃO
Duas frases definem o filme "C.R.A.Z.Y", de Jean-Marc Vallée: uma história sobre o amor de um pai por seus filhos e o amor de um garoto pelo seu pai. Uma delicada jornada, que começa nos anos 60, e percorre trilhas que tratam do autodescobrimento, da aceitação e a relação de pessoas com a sua época. Tudo muito bem feito, com excelente direção e trilha sonora, fazendo com que seja este um filme imediatamente arrebatador, impossível de não se apaixonar. É um retrato de um tempo, de uma família, do amadurecimento, repleto de questões e situações com as quais é muito fácil se identificar. Sem dúvidas, um filme que fica.quarta-feira, 20 de maio de 2009
UM FILME OBRIGATÓRIO
"Fatal" (Elegy) é um filme único. Completamente obrigatório. Há muito tempo não via uma história tão silenciosa e tão eloquente. É uma obra de arte, de uma beleza que chega a doer. Comovente, honesto, narra sem pudores as crônicas da fragilidade humana: as inseguranças das relações afetivas, a paixão carnal, o envelhecimento, a perda da beleza, a doença, a morte, a separação. Estrelam o - sempre maravilhoso - Ben Kingsley e Penelope Cruz, que está surpreendente. Na trama, um velho professor universitário (Kingsley) "ainda preso à comédia humana das tentações carnais" se apaixona perdidamente por uma aluna cubana-americana (Cruz). Apesar da idéia comum, esse relacionamento é o tecido no qual se costuram as mais belas reflexões sobre a jornada humana pela vida. Esse filme não merece, nem precisa de resenha. Ele merece, ele precisa, isso sim, ser visto e sentido. Como quem se senta, à beira do mar, um dia inteiro, apenas para contemplar a sinfonia de sons, de luzes e imagens, observando a água que vem forte e volta, deixando espuma sobre a areia.terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
UM ANJO EM MINHA VIDA
Você me disse que quase não tem vindo por aqui. Receio de ficar triste, você justifica. Não te julgo; acho que você tem razão. São as crônicas dos últimos dias que, em verdade, foram uma montanha-russa de euforia e melancolia. Mas eu ainda te escrevo aqui minhas mensagens em garrafas, que podem aportar em sua praia, num dia qualquer que você decida me fazer uma visita. Você surgiu como um anjo em minha vida e ainda o é, mesmo com todas as tempestades que enfrentamos no caminho. Você me dá provas disso, quase diariamente, quando me faz enxergar o vento que você sopra em minhas velas, que me levam adiante, para terras de novas conquistas e descobertas. O vento que faz com que eu "não precise de asas comuns, porque o próprio céu me leva até você". O porto de saída e o caminho de volta. A melhor risada, a melhor conversa, a noite mais bem dormida, a bebida mais doce, a comida mais saborosa, o corpo mais quente, a boca mais suave, as aventuras inesquecíveis. A você sou eternamente grato por tudo, por cada nova página do melhor capítulo da minha história. O capítulo mais inspirado, mais emocionante da minha biografia. Você, o anjo de minha vida.sexta-feira, 15 de maio de 2009
MUDANÇA
Bem disse Heráclito, certa vez: "tudo flui e nada permanece. Tudo se afasta e nada fica parado. Não consegues banhar-te duas vezes no mesmo rio, pois outras águas e ainda outras sempre vão fluindo. É na mudança que as coisas acham repouso". quinta-feira, 14 de maio de 2009
POR FALAR EM SOFIA COPPOLA...
Sofia Coppola começa a rodar seu novo filme, agora, em junho. A princípio, o título será "Somewhere". Como em “Lost in Translation” (Encontros e Desencontros), a história também será ambientada num hotel, o Chateu Marmont, em Los Angeles. O lugar é famoso por abrigar celebridades problemáticas, como Britney Spears e Jim Morrison, e também será refúgio do personagem principal do filme, um ator que leva uma vida de excessos, perdido e sem rumo, até que é visitado por sua filha, de 11 anos. Como protagonistas, Stephen Dorff no papel principal (ele fez “Blade”) e Elle Fanning (do "Curioso caso de Benjamin Button"). Segundo a Variety, o filme trará uma história "intimista, numa Los Angeles contemporânea". Como aconteceu à "Lost in Translation", a Focus Features será a produtora. Previsto para 2010. Enfim, um grão de notícia sobre um novo filme de Sofia Coppola. Já era tempo.PAI E FILHA

quarta-feira, 13 de maio de 2009
A BELA ACORDADA
Existe um filme ótimo, mas que poucas pessoas conhecem: "Alma de poeta, olhos de Sinatra" (Dreams for an insomniac). É uma história deliciosa, passada em São Francisco, onde conhecemos Frankie (Ione Skye), uma espécie de "Bela Adormecida às avessas". Ao invés de esperar dormindo pelo príncipe encantado, Frankie, que é insone desde os 6 anos de idade, aguarda - de forma irredutível - pelo seu salvador, que precisa ter olhos azuis como os de Frank Sinatra. E ela acredita ter encontrado, nos olhos azuis de David Shrader (Mackenzie Astin), um escritor com bloqueio criativo recém-chegado na cidade. O encontro rende uma missão especial: Frankie ajudará David com seu bloqueio criativo, tornando-se sua musa, levando-o a cantos misteriosos e encantadores da cidade; David, em contrapartida, tentará fazer Frankie dormir. Os dois então se descobrem como almas gêmeas culturais, tendo em comum dezenas de artistas, escritores e citações famosas. Mas, como na vida real, nem tudo é perfeito no conto de fadas de Frankie, a Bela Acordada. E é sobre isso o filme, a jornada da princesa sem sono em busca de ser feliz para sempre. Por fim, uma história de amor original, agradável, confortável, que não se arrisca em nenhum momento mas que cumpre seu papel em entreter. Fotografia bonita, Um desconhecido, porém muito especial, filme que fica.





