Os homens Sikh são um povo honrado e orgulhoso. Podem ser facilmente identificados pelos turbantes coloridos, perfeitamente enrolados e pelo físico, já que eles são bem maiores do que os indianos comuns. Os Sikhs, pode-se dizer, são uma irmandade, fundada há centenas de anos. Para que pudessem se reconhecer nos tempos de guerras, definiram 5 aspectos que são seguidos com muito cuidado: não cortar o cabelo (enrolado e escondido pelo turbante); o uso de um pente de madeira ou marfim; calças folgadas; um bracelete de metal e uma espada. Eles acreditam em um Deus e não veneram ídolos, apenas seus gurus. Apesar de serem radicais, praticam a tolerância e o amor ao próximo. Diz um famoso provérbio Sikh:quinta-feira, 30 de abril de 2009
OS SIKHS
Os homens Sikh são um povo honrado e orgulhoso. Podem ser facilmente identificados pelos turbantes coloridos, perfeitamente enrolados e pelo físico, já que eles são bem maiores do que os indianos comuns. Os Sikhs, pode-se dizer, são uma irmandade, fundada há centenas de anos. Para que pudessem se reconhecer nos tempos de guerras, definiram 5 aspectos que são seguidos com muito cuidado: não cortar o cabelo (enrolado e escondido pelo turbante); o uso de um pente de madeira ou marfim; calças folgadas; um bracelete de metal e uma espada. Eles acreditam em um Deus e não veneram ídolos, apenas seus gurus. Apesar de serem radicais, praticam a tolerância e o amor ao próximo. Diz um famoso provérbio Sikh:quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
EM BUSCA DE NÃO PERDER A 60B
Tenho uma relação de amor com o filme "Elizabethtown". É isso. Sou apaixonado, perdidamente apaixonado por esse filme. Não apenas por ser um dos filmes mais importantes da minha vida, por razões biográficas; ou pela trilha e direção inspirada de Cameron Crowe; tampouco pelas ótimas atuações de Orlando Bloom, Kirsten Dunst e Susan Sarandon ou pelos personagens inesquecíveis e situações deliciosas... O que dizer de "Elizabethtown"? Acho, em verdade, que me faltam as palavras; pelo menos as melhores, as mais inspiradas. Mas isso é culpa minha, apenas minha, que ando patologicamente pouco eloquente. Posso dizer sem medo que esse é um filme importante para mim, simples assim. Inesquecível, que me comove e me toca, profundamente, do primeiro ao último minuto. "Elizabethtown" é um filme sobre caminhos e a possibilidade de perdê-los ou de segui-los. Ficar parado, diante da encruzilhada, jamais é opção. É um convite à vida e a não temer o desconhecido, porque "aqueles que arriscam triunfam". É uma história linda, mágica, que reforça a minha crença na luta contra "eles" e me ajuda a sonhar com a felicidade possível, realmente ao alcance dos dedos, que independe de dinheiro ou de qualquer forma de "realização". E que, apesar de muitas vezes sermos "pessoas substitutas", às vezes tudo o que precisamos é de "um encontro no meio do caminho" para ver o sol nascer. Há ali, nas imperceptíveis duas horas de filme, reflexões sobre a morte, a saudade, o sucesso, o fracasso, as escolhas, o amor, o destino, a família, as decepções, o amadurecimento. São tantas coisas especiais em tão pouco tempo. E nada é negligenciado ou tratado de forma superficial. O que eu sei é que posso ver este filme mil vezes e mil vezes vou chorar com Drew, quando ele se dá conta - tardiamente - da morte do seu pai; mil vezes vou querer abraçar Susan Sarandon após o sapateado e mil vezes vou me apaixonar por Claire. "Elizabethtown" é meu farol pessoal, guardado dentro de uma caixa de vidro, pronta para ser arrebentada em caso de emergência. Para eu não perder, por mais fácil que seja, a 60B."EU TE AMO, CARA"
Não há neste mundo vínculo mais poderoso e verdadeiro do que o laço de amizade entre os homens. É algo de camaradagem, de irmandade. Algo cunhado nos anos, nas guerras, na necessidade de encontrar um elo de força para enfrentar as dificuldades. É uma aliança gratuita, sem interesses, despida de qualquer hipocrisia. É a união dos semelhantes, de duplas, de grupos ou de bandos que escolhem ficar juntos por partilharem gostos, idéias, sonhos, visões de mundo. Eis o poder da amizade entre os homens. O filme "Eu te amo, cara" (I love you, man) é um exemplo perfeito disso. Sem muitos rodeios, é um filme absolutamente fenomenal. Para mim, clássico instantâneo e inesquecível. E não apenas pelo roteiro inteligente e por uma das melhores e mais honestas atuações de Paul Rudd em anos. O filme é fiel à idéia de como são importantes (e necessários) os laços afetivos entre dois amigos. A história é muito simples: um corretor de imóveis em ascensão (Rudd) pede sua namorada em casamento. Por ter sido sempre um daqueles caras que se dedicam demais aos relacionamentos e abandonam os amigos, descobre subitamente que não tem ninguém para convidar para ser seu padrinho. Para contornar essa crise, todos arrumam "man-dates" para que ele conheça um amigo - o que rende situações hilárias. Por fim, como destino, eis que ele acha um amigo ao acaso e descobre o parceiro que deveria ter cultivado anos antes. Esse é um daqueles filmes simples sem nenhuma pretensão, feito com o único propósito de entreter, divertir. Mas, para quem estiver interessado, basta cavar um pouco para - sem esforço algum - encontrar uma série de reflexões importantes. Filosofia urbana. "Eu te amo, cara" me rendeu ótimas risadas. E pensamentos valiosos, só meus, intimamente meus, que guardei carinhosamente.sexta-feira, 24 de abril de 2009
MILAGRE DA VIDA REAL
A comovente apresentação de Susan Boyle, no "Britain´s got talent", é uma vitória para todas as pessoas cansadas das veladas ditaduras da perfeição. É a representação dos anseios de 99% da população mundial, que estranhamente se julga minoria. É a superação do preconceito. É algo de filme, fantasiado de milagre, na crua vida real.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
PARA VER E OUVIR: ELLA FITZGERALD CANTA "SUMMERTIME"
Ella Fitzgerald canta "Summertime" (Gershwin) em Berlim. Lindo demais.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
SOBRE SILÊNCIOS ELOQUENTES
O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (Le Scaphandre et le Papillon), de Julian Schnabel, é um poema, uma obra de arte, de delicadeza, simplicidade e humanidade. Silencioso e sonoro, tocante, do primeiro ao último minuto. Comovente, forte, instigante, real. O filme narra a história verídica de Jean-Dominique Bauby, ex-editor da Elle francesa: um homem bonito, europeu, bon vivant, charmoso, cercado pelo glamour. Em 1995, Bauby sofre um AVC fulminante, que o deixa inteiramente paralizado e acometido de uma rara síndrome chamada "Locked in". Seus pensamentos estão perfeitos, mas não consegue mover um músculo, nem falar, nem mexer a cabeça, de modo que ele tem a impressão de estar aprisionado dentro do corpo. E o filme comunica essa angustiosa sensação de prisão muito bem, com enquadramentos e focos ora destorcidos, deslocados, como se estivéssemos de fato vendo o mundo pelo olho de Bauby. Eis a metáfora com o escafandro. Ao mesmo tempo, a mente imaginativa e os pensamentos o permitem devanear sobre a vida e voar longe, como uma borboleta. E assim o filme segue, narrando a difícil vida em tratamento, num hospital costeiro em Calais. Bauby conhece pessoas generosas, humanas, que se esforçam em desenvolver um sistema para que ele se comunique com o olho esquerdo. E com essa comunicação tão difícil ele escreve o livro "O escafandro e a borboleta", que narra essa etapa da sua vida. É um drama, claro, mas em nenhum momento exagerado, piegas nem propenso à rasgação deslavada da tragédia. É muito mais um filme belo, verdadeiro, honesto, sobre como ainda pode existir bondade e humanidade, num tempo que começamos a suspeitar que essas coisas não existem mais. Como definem muitas críticas especializadas, "obrigatório".segunda-feira, 13 de abril de 2009
O CASAMENTO DE RACHEL
Tenho aguardado a estréia do filme "O Casamento de Rachel" (Rachel getting married) que, por alguma razão que desconheço a respeito da ilógica logística da distribuição de filmes no Brasil, ainda não estreou onde moro. Trailers, críticas e depoimentos variados, porém, me convenceram de que este é um filme que merece ser visto. Supostamente, a melhor atuação da estrela ascendente Anne Hathaway. Até onde sei, o filme retrata o casamento de Rachel, irmã de Kim (Anne Hathaway). Família, amigos, todos reunidos em Connecticut, para um evento de amor, celebração e festividade. Mas eis que chega Kim, após um longo período de reabilitação. Todos ficam apreensivos, porque ela costuma ser um acidente de trem ambulante, famosa por provocar grandes crises na família. E ela aparece, com humor ácido e pouca vontade de fazer a média, cutucando feridas antigas e transformando o casamento de sua irmã num palco de tensões à flor da pele...terça-feira, 7 de abril de 2009
EROS E PSIQUE
Eros e Psiquequinta-feira, 2 de abril de 2009
AINDA EM LEMBRANÇA DOS "SE"s
Uma pessoa "lacônica" é aquela de poucas palavras. A expressão tem origem na Grécia Antiga, onde a região da Lacônia era habitada por destemidos guerreiros espartanos (ou "lacões"). Eles eram homens simples, de modos simples, orientados à guerra e não à retórica ou à filosofia. Conta-se que, certa vez, Felipe II, da Macedônia, - por acaso pai de Alexandre, o Grande - enfrentou os lacões, durante sua guerra para unir os povos helênicos. Enquanto cercava a Lacônia, Felipe enviou ao espartanos uma mensagem de intimidação:IF, DE RUDYARD KIPLING
IFRudyard Kipling
If you can dream--and not make dreams your master,
If you can talk with crowds and keep your virtue,
PALAVRAS DE CORAGEM DIANTE DO IMPOSSÍVEL
Durante a "Guerra dos Cem Anos", um embate entre tantos marca definitivamente a história da Inglaterra: a batalha de Agincourt, travada em 25 de outubro de 1415, no dia de São Crispim. Os ingleses, liderados pelo jovem rei Henrique V e absolutamente em desvantagem, contavam com 15 mil soldados famintos e doentes contra 50 mil homens franceses, em casa e completamente descansados. A França dava como certa uma carnificina, com "estradas calçadas com rostos ingleses". Mas o impossível aconteceu. Os arqueiros ingleses arrasaram os franceses de forma assombrosa. Shakespeare eternizou esse momento em sua celebrada peça "Henrique V", com um discurso de beleza incomparável, capaz de fazer até mesmo um pacifista se lançar às armas. Um discurso para fazer nascer energia e coragem, onde já não se julgava possível existir:"Se estamos destinados a morrer, nosso país não tem necessidade de perder mais homens do que nós temos aqui. E se devemos viver, quanto menor é o nosso número, maior será para cada um de nós a parte da honra. Pela vontade de Deus! Não desejes nenhum um homem a mais, te rogo! (...) se ambicionar a honra é pecado, sou a alma mais pecadora que existe. Não, por fé, não desejeis nenhum homem mais da Inglaterra (...) Oh! Não ansieis por nenhum homem a mais! Proclama antes, através do meu exército, Westmoreland, que aquele que não for com coração à luta poderá se retirar: lhe daremos um passaporte e poremos na sua mochila uns escudos para a viagem. Não queremos morrer na companhia de um homem que teme morrer como companheiro nosso (...) Este dia é o da festa de São Crispim. Aquele que sobreviver esse dia voltará são e salvo ao seu lar e se colocará na ponta dos pés quando se mencionar esta data (...) Aquele que sobrevier esse dia e chegar a velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: "Amanhã é São Crispim". E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: "Recebi estas feridas no dia de São Crispim." Os velhos esquecem, mas aqueles que não esquecem de tudo se lembrarão todavia com satisfação das proezas que levaram a cabo naquele dia. E então nossos nomes serão tão familiares nas suas bocas com os nomes dos seus parentes (...) O bom homem ensinará esta história ao seu filho e desde este dia até o fim do mundo a festa de São Crispim nunca chegará sem que venha associada a nossa recordação, à lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos, porque aquele que verter hoje seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito da Inglaterra irão se considerar como malditos por não estarem aqui, e sentirão sua nobreza diminuída quando escutarem falar daqueles que combateram conosco no dia de São Crispim".
"TAKING LEAVE OF A FRIEND"

Mind like a floating wide cloud,
quarta-feira, 1 de abril de 2009
WHERE THE WILD THINGS ARE
Suspeito que Spike Jonze será responsável pelo "História sem fim" desses novos tempos.
MISPRINTEDTYPE4
Sem a menor dúvida, vale uma visita ao site MISPRINTEDTYPE4, do talentoso designer Eduardo Recife. Combinando o velho e o novo num círculo harmônico (e poético) de passado e futuro, o blog é um pedaço de arte viva no oceano de coisas óbvias e previsíveis que tem se tornado a internet. terça-feira, 31 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
UMA HISTÓRIA SOBRE SAUDADE
A estréia literária da americana Audrey Niffenegger é um tesouro imediato e precioso para a cultura. "A mulher do viajante do tempo" (The time traveler´s wife) narra a história de Henry e Claire, que se conhecem em seus vinte e poucos anos e se apaixonam. Ele é bibliotecário, ela, estudante de arte. Os dois se casam e seguem juntos a vida. Tudo isso seria absolutamente comum se Henry não sofresse de um raro distúrbio genético: ocasionalmente, seu organismo se projeta para o futuro ou o passado, de maneira que ele viaja no tempo - literalmente e contra a sua vontade - fazendo com que (re)visite momentos emocionalmente importantes de sua vida, inclusive "conhecer" sua futura mulher aos 6 anos de idade. Os deslocamentos são imprevisíveis e fazem com que Claire precise se acostumar com o fato de que seu marido desaparece, de tempos em tempos. Essa é uma história de beleza arrebatadora, comovente em cada página. Uma história sobre o amor e a saudade. Nas palavras do Publishers Weekly, "uma sublime história de amor... Deixa no leitor a sensação da riqueza e da estranheza da vida".quinta-feira, 26 de março de 2009
(QU)EM BUSCA DO CONTO DE FADAS(?)
Não sei ao certo o quanto busco - ou se já me cansei - do conto de fadas. A primeira pergunta que me faço é: existe? é viável? A verdade é que não há (mais) contos de fadas, na medida em que não há príncipes nem princesas, castelos ou dragões. Os contos permanecem nos livros, desenhos, filmes e histórias de ninar, onde são intocados, onde toda a mágica é possível, onde não há a carga absurda de expectativas (e decepções), inseguranças, trabalho frustrante e contas a pagar. Reis pagam aluguel? Princesas lavam roupa? Príncipes chegam exaustos do trabalho? Castelos se limpam sozinhos? Carruagens andam sem gasolina? É por essa e tantas razões que estou cada vez mais certo de que ninguém deve correr em busca dos contos de fadas, porque eles não estão em canto algum para serem achados. Eles existem, apenas, nos corredores dourados do nosso imaginário, seduzindo maliciosamente os nossos desejos mais sinceros sobre a vida real. Não é que me tornei um pessimista - acho nem ser capaz de sê-lo - mas aqui, no mundo de asfalto tão longe dos bosques, tudo funciona de forma diferente. Como outra dimensão. Uma realidade meio crua e insossa, onde a Branca de Neve seria considerada promíscua; a Bela Adormecida, preguiçosa; Cinderela seria uma oportunista e Alice, uma viciada em alucinógenos. A Bela não iria se apaixonar pela Fera, da lâmpada só iria sair azeite e Chapeuzinho Vermelho estaria ocupada demais para visitar sua avó. João veria crescer uma tímida muda de feijão e Peter Pan, por fim, estaria perdendo noites de sono sem saber como fechar o mês fora do vermelho. Longe de tantas páginas coloridas e imagens encantadoras, a coisa mais sensata a se fazer é viver com o desprendimento de espírito e a serenidade de tentar a "vida possível", como ela realmente é: com toda a beleza e toda feiúra, com alegrias fugazes e rotina massante. Com todas as falhas perdoáveis entre raras qualidades. Com a consciência de que somos sós e, portanto, a solidão deve ser abraçada e não combatida. Com a certeza de que os dias serão parecidos mesmo e que caberá a cada um de nós sobreviver a costura entre eles, que podemos procurar fazer de forma um pouco mais colorida. Sem tanto "era uma vez", mas, sim, "tente outra vez".terça-feira, 24 de março de 2009
EVOLUÇÃO DO MORCEGO
quarta-feira, 18 de março de 2009
FLERTANDO COM O IMPOSSÍVEL
terça-feira, 10 de março de 2009
AUTO-RETRATO

sexta-feira, 6 de março de 2009
MICROCOSMOS
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
THE SECOND COMING

SAILING TO BYZANTIUM

William Butler Yeats
That is no country for old men. The young
In one another's arms, birds in the trees
- Those dying generations - at their song,
The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long
Whatever is begotten, born, and dies.
Caught in that sensual music all neglect
Monuments of unageing intellect.
A tattered coat upon a stick, unless
Soul clap its hands and sing, and louder sing
For every tatter in its mortal dress,
Nor is there singing school but studying
Monuments of its own magnificence;
And therefore I have sailed the seas and come
To the holy city of Byzantium.
As in the gold mosaic of a wall,
Come from the holy fire, perne in a gyre,
And be the singing-masters of my soul.
Consume my heart away; sick with desire
And fastened to a dying animal
It knows not what it is; and gather me
Into the artifice of eternity.
My bodily form from any natural thing,
But such a form as Grecian goldsmiths make
Of hammered gold and gold enamelling
To keep a drowsy Emperor awake;
Or set upon a golden bough to sing
To lords and ladies of Byzantium
Of what is past, or passing, or to come.
terça-feira, 3 de março de 2009
GENGIS KHAN E O FALCÃO
Num dia qualquer, Gengis Khan e sua corte saíram para caçar. Enquanto os guerreiros carregavam arcos e flechas, Gengis Khan levava consigo seu fiel falcão ao braço. Segundo o imperador mongol, aquela ave era mais precisa do qualquer flecha, porque via o que os homens não eram capazes de ver. Aquele, porém, não fora um bom dia para caçar e o grupo acabou voltando de mãos vazias. Frustrado com a caçada sem resultados, Gengis Khan decidiu caminhar sozinho e, após um longo tempo, estava exausto e com sede. Sem encontrar água corrente para beber - os rios haviam secado por causa do verão rigoroso - Gengis Khan encontrou um filete de água que gotejava num rochedo. Rapidamente soltou o falcão e sacou uma taça de prata que demorou muito tempo para encher. Quando ele preparava-se para beber, o falcão lançou-se contra sua mão, fazendo a taça voar longe. Mesmo furioso, Gengis Khan imaginou que também a ave estivesse com sede. Caminhou em direção à taça e voltou a enchê-la, pacientemente. Quando a água estava já na metade, o falcão voltou a atacar sua mão, derramando a taça chão novamente. Gengis Kahn amava aquele animal, mas não podia mais perdoar aquele desrespeito. Sacou a espada da cintura e com um golpe certeiro, atravessou o falcão em seu peito. Ainda decidido a matar sua sede, Gengis Khan subiu o rochedo em busca da fonte. E para a sua surpresa, descobriu uma serpente venenosa morta na nascente. Se ele tivesse bebido daquela água, teria morrido em instantes. O falcão tentava protegê-lo. Ele voltou ao acampamento com o falcão morto em seus braços e mandou fazer uma reprodução em ouro da ave. Nas suas asas mandou gravar: "qualquer ação motivada pela raiva é uma ação condenada ao fracasso". segunda-feira, 2 de março de 2009
O MEU MUNDO FLUTUANTE
Me pergunto tanto - mesmo mentalmente - a que mundo pertenço. "A que mundo pertenço?". Esse inquieto questionamento é banhado num desejo desesperado de habitar um espaço de segurança plena. Se é que isso é possível. Lar, na essência absoluta da palavra. Home. "Home is where the heart is"(?). Já não sei. É como se pulsasse em mim uma ausência do conforto inegável. O conforto espiritual, físico, emocional. O conforto de poder ser, pensar, dizer, ir, fazer ou não o que bem se quiser. O conforto de um planeta distante das mesquinharias mundanas. Onde o que importa é o plano maior. O conforto de ser amado pelo que se é; melhor, o conforto de não precisar se adequar tanto. Então sinto como se estivesse angustiosamente aprisionado entre dois mundos aos quais não consigo pertencer verdadeiramente. Um, onde há conforto e estagnação. Outro, onde há solidão e movimento. "A que mundo pertenço?". Então descubro que pertenço a esse meu mundo flutuante. Pertenço a mim mesmo. E a jornada é solitária. Sempre solitária.sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
CANSADO DE SER O ELFO DO OBAMA...
Fenomenal.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
BANKSY
Vale muito a pena conferir o site do artista britânico, Banksy, que se tornou uma lenda da cultura pop, com seus grafites bem humorados, sempre com alguma mensagem de contra-cultura. Em seu manifesto, ele cita algo que o resume muito bem: "quando eu era criança, costumava rezar todos os dias por uma nova bicicleta. Até eu perceber que não é assim que Deus age; então roubei uma e passei a rezar por perdão" (Emo Philips).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
UM PARAÍSO POSSÍVEL E SECRETO
A pequena Zahra, porém, não se conforma de ter que usar "sapatos de menino" na escola, sem contar o fato de eles serem grandes demais para os seus pés. Mas seu irmão fica determinado em resolver esse problema e uma luz de esperança desponta no horizonte: uma corrida na escola, que dará como prêmio, ao terceiro colocado, um par de tênis novos. Eis a solução. Ali promete chegar em terceiro e conquistar o sapato para sua irmã. E aí está o filme. Um terremoto delicado sobre as nossas certezas, padrões e valores. Um filme inesquecível, precioso, belo, que toca facilmente a alma e o coração, fazendo-nos crer que a beleza da vida está justamente na sua simplicidade.segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O QUE HÁ SOB O PESO DAS LÁGRIMAS?
Às vezes me pergunto, silenciosamente, o que há sob o peso das lágrimas que vez ou outra despencam dos cantos dos seus olhos. Porque sei que há tanto ali, escondido, disfarçado e, ao mesmo tempo, escancarado e desnudado como se você fosse inquisidora implacável de si mesma. Inquisidora do pecado de existir. São cicatrizes invisíveis que você não gostaria de ter mas que tampouco se incomoda em mostrar. Porque elas também são suas medalhas e condecorações. Pontos no mapa para você se tornar quem é. Mas sei que há um mundo por detrás do peso das suas lágrimas. Um mundo escondido, um mundo secreto, o seu país pessoal, para onde todas as fugas são possíveis. E fico com vontade de ir até lá te visitar, mas não conheço o caminho - acho que acerto chegar até a fronteira. Se eu conseguisse te encontrar, para além da fronteira, eu te diria que não há nada de errado com as suas lágrimas mais sinceras, que parecem fazer chover sobre você como no dia mais nublado do mundo. Como se o tempo estivesse fechado, os ponteiros do relógio parados e você presa ao chão, como uma árvore pensante. E é por isso que elas despencam, as suas lágrimas, como se fossem de chumbo. Lá eu te diria, sem medo, que você não se preocupasse tanto com tantas engrenagens desconexas, com tantas peças fora do lugar. Eu te diria para deixar chover. Porque a mais negra de todas as chuvas não perde seu efeito restaurador, de limpeza e de transição. Porque nem a pior de todas as chuvas é capaz de esconder o arco-íris que desponta, destemidamente, por detrás da tempestade. Era isso que eu te diria. sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
AH, ESSES GATOS...
ARTE MONTADA
Acredito que toda a releitura é possível. E um artista italiano, chamado Marco Pece, acaba de de me dar mais uma prova disso. Sua arte está virando febre na internet, porque recria momentos famosos, fotografias, cenas do cinema e obras de arte com as famosas peças de LEGO. Pop art de máxima grandeza. Leonardo da Vinci, Rafael, Vermeer e mesmo Edward Hopper são alguns dos artistas "montados"; parece não haver desafio para o artista. 
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O SOLDADO E A PRINCESA
Era uma vez um reino, cheio de princesas em busca de bons casamentos. Como era de se esperar, cada uma destas moças foi oferecida a príncipes e nobres ideais. Uma delas, no entanto, chamou a atenção de um simples soldado, que se apaixonou perdida e imediatamente. Ele correu ao seu encontro e pediu a mão da princesa em casamento. "Mas um soldado, logo um soldado, tão insignificante e desprovido de qualidades?", pensou a princesa. Mas ele era insistente, dedicado e prometeu amor eterno e verdadeiro. Ficaria ao seu lado até o fim dos seus dias. A princesa então lançou um desafio ao seu pretendente determinado: "espere por mim, sob minha janela, durante 100 dias e 100 noites e eu serei sua". O soldado respondeu prontamente ao desafio e se colocou sob a janela. E lá ficou, noites e dias, sob frio, chuva, calor, vento, neve, poeira. Comia e bebia o pouco que alguns curiosos observadores ofereciam, mas foi ficando fraco e cansado a ponto de nem conseguir dormir direito. Ele apenas ficava lá, irredutível, cumprindo a promessa que o faria vencer aquele desafio. E a princesa o observava, incrédula, com tamanha determinação. "Como ele consegue", ela se perguntava, "ficar tanto tempo sem dormir, sem se lavar; comendo e bebendo tão pouco e já tão maltrapilho como um mendigo?". E durante 99 dias ela observou seu obstinado pretendente esperar, desabrigado e até envelhecido pela hostilidade daquele árduo trabalho. No centésimo e último dia, porém, o jovem soldado se levantou e foi embora. E nunca mais foi visto novamente. E hoje, sua coragem obstinada não passa de lenda perdida na brisa do tempo, contada como história de ninar, recriada e reinventada, todas as noites. "Porque ele foi embora, após esperar todo aquele tempo?", perguntam-se os que ouvem a história pela primeira vez. Talvez seja essa uma pergunta sem resposta. O jovem soldado simplesmente se foi.terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
ONDE ESTÁ OPRAH?
O fotógrafo norte-americano, David Bergman, fez algo fantástico: uma montagem de 220 imagens diferentes que, unidas, formam uma mega-foto da cerimônia de posse de Obama. Trata-se de uma foto gigantesca, panorâmica de 1.474 megapixels e que já foi acessada por mais de 2 milhões de pessoas em 186 países. O que é ainda mais genial é a possibilidade de interagir, aproximar, mudar as posições e descobrir cada detalhe, cada rosto, cada pessoa; de cidadãos comuns, até celebridades e o próprio Obama. É como um "Onde está Wally", segundo o próprio fotógrafo. Genial.segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
UM POUCO MAIS DE FINAL FANTASY XIII
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
À ELEGÂNCIA MATUTINA
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
UM BRINDE AOS FILMES "SUECADOS"
"Rebobine, por favor" (Be kind, rewind), de Michel Gondry ("Brilho eterno de uma mente sem lembranças") é um dos filmes mais originais e especiais que vi ultimamente. É a apoteose do pastelão bem feito, aliada a uma história engraçada e que até chega a ser comovente. Uma homenagem ao cinema, e a idéia que os filmes representam em nossas vidas. A importância, a referência, o significado dos filmes. O enredo é curioso: Jack Black - naturalmente - põe uma idéia fixa na cabeça: a usina de Passaic (Nova Jersey) está deixando todos paranóicos e a solução é desligá-la à força. Ao tentar, Black é eletrocutado, o que acaba deixando-o magnetizado. Por conta dos "novos poderes" ele acaba apagando, acidentalmente, todas as fitas VHS da lojinha "Be Kind Rewind", do sr. Ratchet (Danny Glover). O amigo de Black (Mos Def), que trabalha na loja, como balconista, fica em pânico e a solução que os dois encontram para aquele e problema é REFILMAR todos os filmes da loja, na esperança que ninguém perceba o que aconteceu. E não há limite para a criação das novas fitas - chamadas "versões suecadas". "Conduzindo Miss Daisy", "Os caça-fantasmas", "Boys in the hood", "Carrie, a estranha", "Robocop" e até mesmo a ANIMAÇÃO, "O Rei Leão". O resultado é que as "versões suecadas" se tornam um sucesso e toda a comunidade faz fila para ver as novas versões do filmes. "Rebobine, por favor" é uma caixa de risos, que faz bem para a alma, como todo e qualquer filme inesquecível, suecado ou não.quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
PRESIDENTE ELEITO: "YES WE CAN"

Fomos avisados, por um coro dissonante e alarmado de cínicos, que não somos capazes. Eles nos pediram que paremos para uma reflexão realista. Fomos alertados a não oferecer falsa esperança ao povo desta nação.
Mas na história incomum dos Estados Unidos, nunca houve nada falso a respeito da esperança. Porque quando enfrentamos o impossível, quando fomos avisados de que não estamos prontos ou que não deveríamos - ou poderíamos - tentar, gerações de americanos responderam com uma palavra de fé que resume o espírito de um povo: ´Sim, nós podemos´.
Algo de crença, registrado nos documentos inaugurais, que declararam o destino de uma nação: ´Sim, nós podemos´.
Algo sussurrado por escravos e abolicionistas, enquanto se lançavam à luta em nome da liberdade, ao longo de noites de trevas: ´Sim, nós podemos´.
Algo louvado por imigrantes, quando vieram de costas distantes e pioneiros que cruzaram destemidamente o oeste inóspito: ´Sim, nós podemos´.
Algo que os trabalhadores organizados clamaram; mulheres que alcançaram o voto; um presidente que escolheu a lua como nossa nova fronteira; um rei que nos levou ao topo da montanha e apontou o caminho para a Terra Prometida.
´Sim, nós podemos´, para a justiça e a igualdade. ´Sim, nós podemos´, para a oportunidade e a prosperidade. Sim, nós podemos curar essa nação. Sim, nós podemos consertar esse mundo. ´Sim, nós podemos´.
E amanhã, quando levarmos essa campanha ao Sul e ao Oeste; quando descobrirmos que a luta do trabalhador têxtil em Spartanburg não é diferente das lamentações de um lavador de pratos em Las Vegas; que as esperanças de uma garotinha que freqüenta uma escola em ruínas em Dillon são iguais aos sonhos do menino que se educa nas ruas de Los Angeles; nós teremos em mente que algo está acontecendo na América; que não somos tão divididos quanto sugerem nossos políticos; que somos um povo, que somos uma nação e que, juntos, iniciaremos o novo grande capítulo da história dos Estados Unidos, com três palavras que ecoarão de costa a costa, de oceano a oceano: ´Sim, nós podemos´."
CINE-PIPOCA DE PRIMEIRA CATEGORIA
Qualquer um que cresceu nos anos 80 se lembra do fenômeno cultural e de marketing que foram os "Transformers". Até hoje lembro com saudosismo e muita nostalgia dos que eu colecionava apaixonadamente. E confesso que, ainda hoje, um pequenino Optimus Prime resiste - "re-transformado" como imã na minha geladeira. Enfim, o filme de Michael Bay, "Transformers" é fenomenal; cine-pipoca de primeira grandeza. Diverte do começo ao fim, com doses muito bem vindas de humor. Os efeitos especiais e de computação gráfica são de tirar o fôlego e fica difícil perceber os aspectos artificiais nas cenas. E nem o enredo decepciona: seres robóticos, de uma civilização avançada, encontram abrigo na terra e travam aqui uma batalha entre facções: Autobots e Decepticons. Para se lançarem à batalha, cada um dos seres alienígenas se adapta - com uma espécie de "mimetismo genético-eletrônico" - a algum tipo de veículo ou tecnologia humana, desde carros esportivos, caminhões, helicópteros, aviões e tanques de guerra. Parece meio nerd - e de fato é - mas dá vontade de correr para as lojas quando acaba o filme! Por fim, uma história de amor entre um garoto (o ótimo Shia La Beuf) e seu carro (o icônico Bumblebee). Fetichismo masculino e culto à eterna infância perdida. Não é cinema arte, nem de mensagem, nem nada. É o mais puro cinema de entretenimento, Hollywood em sua essência, e que diverte. Muito. E às vezes é tudo que a gente precisa. "Estamos aqui, estamos esperando", diz-nos Optimus Prime. Com o lançamento do "Transformers 2" prometido para esse ano, estamos todos esperando.segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
SOBRE O RELÓGIO QUE CORRE AO CONTRÁRIO
Nenhum filme, além de "Lost in Translation" me deixou tão reflexivo, tão sem palavras, quanto "O Curioso Caso de Benjamin Button", baseado em um conto homônimo escrito em 1920 por F. Scott Fitzgerald. Ao ler críticas que qualificavam este como "um dos mais importantes filmes da história do cinema", fiquei semi-incrédulo (tenho um fraco por - boas - críticas) mas imensamente intrigado ao ponto de correr para o cinema já na estréia. E realmente não sei o quão hiperbólica - ou não - é essa qualificação "um dos mais importantes filmes da história". O que sei é que o filme é um tesouro precioso, uma costura perfeita de atuações, direçãom, fotografia, roteiro, efeitos especiais, trilha, sensações, drama, amor, humor. "O Curioso Caso de Benjamin Button" brinca com nossas idéias mais profundas, mais escondidas, sem nos impedir de rir e chorar. Ao tratar na tela a história de um homem que rejuvenesce enquanto todos os outros vão na direção oposta - e natural - vemos ali, desnudas, escancaradas, sem nenhum pudor, nossas fantasias secretas de parar ou voltar no tempo; nossos medos desesperados de termos que um dia dizer adeus para tudo. "É uma pena que não irá durar", diz Brad Pitt, que faz a melhor atuação da sua carreira. Eu poderia falar sobre horas e horas a respeito de como é singular esse filme, como história contada e como arte. Mas ainda agora me faltam palavras, ao passo que transbordam sentimentos e pensamentos. "O Curioso Caso de Benjamin Button" é uma caixa mágica e delicada, que comporta uma infinidade de idéias e homenagens. Uma jóia. Um filme já clássico, já eterno, já marco. Incomparável, inesquecível. sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A TRAGICÔMICA VIDA DE UM DONO DE GATO
TEMPO QUE PASSA
O tempo passa. E leva tanto com ele. Como se fosse um rio, que corre desenfreado, lavando as margens e levando embora muito do que estava no caminho. Coisas, idéias, que se vão e não voltam. Tanto se perde. Por isso é tão triste sua passagem. Porque é inevitável. É uma sensação de que estão tirando algo das minhas mãos - contra a minha vontade. Quando menos percebemos, o rio tanto já correu e tanto já se foi e tanto se passou que sinto vontade, apenas, de sentar à sua margem e olhar. Coloco meus pés nas águas e deixo-as correr. Não há meios de combater um rio. Ele, simplesmente, passa.quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
APENAS UMA VEZ
Que prazer ser surpreendido por um filme tão maravilhoso quanto "Once" (Apenas uma vez). O título faz justiça ao filme que é um daqueles que aparecem "uma vez". É raro, precioso, delicado, poético, sensível. Um encanto aos olhos, aos ouvidos, ao coração, à alma. Não faz rodeios, não enrola, não faz firula, não inventa, não impõe nada. É apenas uma história simples, de pessoas comuns, que dividem juntas um momento mágico. E que, como todos, passa. Como tudo na vida. "Once" é um filme sobre música, é verdade, mas é um filme sobre a vida, a efemeridade dos momentos, a passagem dos eventos e das pessoas que conhecemos e que se vão, sem deixar de nos transformar para sempre. Não é uma história de começo, meio e fim. É um pedaço. É um trecho, uma memória rápida que guardamos no peito e que nos faz sorrir, quando nos pegamos contemplando janelas. É um conto, de amizade e amor, de pessoas que decidem fazer algo mais além da possibilidade de aproveitar um encontro como amantes. Os personagens anônimos do filme nos tocam com delicadeza, ativam nossa humanidade e nos identificamos imediatamente com a pureza e doçura que ainda existe num mundo tão cheio de caos. Sentimos carinho por tudo que há ali: a ótima trilha sonora, os personagens, a atmosfera. Sentimos saudade quando tudo termina e o desejo de sabermos um pouco mais sobre aqueles estranhos, tão encantadores, que estão seguindo com as suas vidas. É um filme raro, que fica, uma vez - e para sempre.













