terça-feira, 10 de novembro de 2015

DOCE, FEITO TORTA


"Açúcar... manteiga... farinha", palavras sussurradas, feito mágica.

O novo disco da Sara Bareilles, "Waitress", que é também o seu primeiro musical é diferente - ainda que a alma da música da Sara esteja em cada canto ali. Um disco adorável, radiante, com músicas que enchem o coração ou mexem com os nós na garganta, ao narrar a história de uma garçonete que tem o sonho de apenas ser feliz. "You matter to me", em parceria com Jason Mraz, é mágica (a do vídeo, abaixo é outra versão). Uma jornada feminista, corajosa e doce, que parece mostrar novas cores da carreira musical da minha musa. E um novo disco igualmente doce, feito torta.



"A soft place to land", outra linda demais...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

EU NÃO DOU CONTA DESTE VÍDEO...



A história de um gatinho adotado e que precisa conquistar o coração da cachorrinha que já vivia na casa da família; narrado pela perspectiva do gatinho. Não dou conta deste vídeo, na boa.

A ETERNIDADE DAS HORAS


Havia um desconforto - um saboroso desconforto - no ar, enquanto eles aguardavam o embarque. Aquele hiato, imenso, de repente interrompido, deixando-os eloquentes; transformando pensamento em verbo. Tanta coisa que havia ficado no caminho, as mudanças que vieram com a passagem dos anos. Os [talvez doloridos] resultados das suas escolhas. Eles se olhavam, sorriam, trocavam comentários educados.

O sol avermelhava a janela pequenina, aquela janela cheia de segredos, em que ele lançava os seus pensamentos mais sinceros, como um pescador arremessa a linha no oceano. Como quem faz uma prece. Sem saber o que aquele encontro traria; ela, ali do seu lado, talvez séria demais. Ou talvez fosse apenas impressão. A fenda na saia deslizava de forma tímida, revelando um pouco mais daquela pele clara até então escondida.

Frio na barriga.

Olhavam-se, ocasionalmente. Um sorriso, um suspiro, uma voz contida, desejosa, com medo de falar algo errado. Ele segurou a mão dela, sobre a sua perna, e assim ficaram, de mãos dadas, meio namorados, na brevidade daqueles instantes contidos pela prisão de aço que rasgava o céu rumo ao desconhecido. Ele olhava a sua boca, vermelha, como o sol emoldurado entre as nuvens de sonho, e sentia um rompante, quase incrontrolável, de jogar as suas preocupações ao vento.

Conteve-se.

A cidade se erguia diante dos seus olhos curiosos, o rosto quase encaixado na janela do táxi preto e amarelo, que navegava a estrada rumo ao centro. Os dois de mãos dadas, meio adolescentes. E um horizonte de prédios e janelas, costurando-se como seres vivos, gigantes, revelando uma silhueta de coisa antiga. Aquela cidade velha. Aquela história velha.

O quarto do hotel era invadido pelos cartões-postais que se projetavam iluminados, da rua movimentada. Ele caminhou até a janela, máquina fotográfica em mãos; mais alguns registros. Ela caminhava pelo quarto, descalça, ao telefone.

Sentiu então o seu corpo envolvido pelos braços dela, carinhosos; aquela pele branca, coberta por uma penugem fina, salpicada de sardas. O hálito doce no seu pescoço. Os seus seios desenhando-se por baixo do vestido; o trote no seu peito virando galope.

Ele envolveu os braços dela sob os seus e os dois ficaram ali, juntos, contemplando a noite. Ele sentia o seu corpo magnetizado, elétrico, sensível, desmoronando no abismo de desejo que queria devorá-lo naquele quarto anônimo. Aquele reino, fundado ao acaso. Não era sonho; ela estava ali, abraçando o seu corpo, a cabeça depositada nas suas costas. E se era sonho, que ele não acordasse nunca mais.

Você será minha, pela eternidade das horas breves.

UM ENCONTRO DE MENTES, NÃO DE CORPOS


Numa manhã qualquer, Rebecca descobre que está conectada a um completo estranho, Dylan, por meio dos seus pensamentos. Ela está sob a neve de New Hampshire, ele sob o calor do sol do Novo México. Sem perder muito tempo dando "explicações" para o fenômeno, o filme "In your eyes" opta por narrar uma história de amor que se desenrola não por conta da atração física, ou do "amor à primeira vista", mas de dois estranhos, unidos por uma telepatia ainda mais estranha, e que se vem parte da vida um do outro, como num passe de mágica. 

Diferentes quase como o dia e a noite, Rebecca é casada com um médico bem sucedido, enquanto Dylan é um ex-presidiário em busca de um rumo; mas nada disso impede que os dois percebam e abracem uma conexão inegável, capaz de transformar as suas vidas para sempre. 

Confesso que eu daria um final diferente ao filme... achei um pouco anti-climático. Mas a ideia é muito interessante e rende cenas que trazem uma visão curiosa sobre as tradicionais histórias de amor no cinema. Romântico e estranho, este filme sobre o encontro de mentes não de corpos. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

PARA VER E OUVIR: A FINE FRENZY ("ASHES AND WINE")

REPENTINA UMIDADE


Ele entrou no táxi com uma bolsa quase vazia e um coração que galopava no seu peito, embriagado pela ideia quase absurda de visitar um país estrangeiro num domingo qualquer, casualmente. Não, era muito maior, muito mais do que isso. Não era turismo. Era ela. A ideia de vê-la, ainda que ele suspeitasse que, no último segundo, ela ligaria avisando que o plano estava suspenso. Ele havia se preparado para isso; mas respirou fundo, bilhete em mãos, sala de embarque voo confirmado.

Procurou-a imediatamente, claro, mas ela ainda não estava lá. Até que de repente a viu, com a sua saia comprida, sentada a poucos metros, entretida com seus pensamentos; os cabelos negros, levemente ondulados, os olhos pequenos equilibrados sobre a boca que ele nunca havia beijado. 

Sim, era ela, ali, tão perto. E foi como se o lugar tivesse se esvaziado e só restassem eles dois, envolvidos num silêncio que transformava aquele salão de embarque numa catedral fora do tempo. Mas ele permaneceu ali, parado, um sorriso de canto de rosto, observando-a pelo que parecia uma eternidade.

Alguém poderia perguntar a razão de ele ter demorado tanto em ir ao encontro dela. Alguém poderia imaginar que ele estaria ele fazendo charme. Aquela coisa de homem que não quer se mostrar afoito, nem disponível demais.

Ou talvez fosse porque ele simplesmente não conseguia acalmar a repentina umidade que vinha lhe visitar os olhos.

domingo, 1 de novembro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

domingo, 25 de outubro de 2015

PARA VER E OUVIR: SYD MATTERS ("OBSTACLES")

A VIDA É ESTRANHA


Numa manhã qualquer, em mais um dia chato na faculdade, Max Caulfield vê a sua melhor amiga, Chloe, ser assassinada no banheiro. Neste momento de terror, ela percebe que desenvolveu uma estranha habilidade: voltar o tempo alguns instantes. Diante da descoberta insólita, Max decide voltar no tempo e salvar a sua amiga, mudando fatores e acontecimentos. Mas e as consequências desta pequena correção?

Ao longo de 5 capítulos, recheados de mistério, surpresas e muita física quântica de torcer a cabeça, acompanhamos (e ajudamos) Max em sua jornada por passado e presente, corrigindo todos os acontecimentos que, antes, seriam definitivos. Até percebermos que não é possível mexer no passado sem ter que enfrentar as consequências disso.


Max está disposta a alterar o tempo para salvar a sua melhor amiga. Mas e as consequências disso?

Essa é a história de "Life is Strange", um jogo para consoles da antiga a nova geração (e PC) sobre como a vida pode ser simples - mas também confusa, caótica, estranha.

E como, muitas vezes, não nos resta outra alternativa a simplesmente... aceitar. 


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

A vida, no calor que está fazendo...

Eu no trabalho...

Eu em casa...

Eu na rua...

Eu tomando banho...

Eu dormindo...

GIFS DA DEPRESSÃO

[A vontade que dá] quando chego no trabalho na segunda-feira e vejo aquele(a) colega todo empolgadão(dona)...

O DESPERTAR DA FORÇA



Novo trailer de "Star Wars - O Despertar da Força", que já me encheu de teorias e ideias sobre como a história deve se desenrolar a partir de agora. Que época para se estar vivo!

sábado, 17 de outubro de 2015

"EU VEJO, EU VEJO"


Dois gêmeos habitam uma mansão isolada, no interior da Áustria. Um lugar de sonho, como uma fantasia de dois meninos com um mundo de aventura só para eles. Então, o retorno de uma mãe irreconhecível e o começo de uma montanha-russa de emoções, medo e incompreensão.

É basicamente isso o filme "Goodnight Mommy" (Ich seh, Ich seh), filme austríaco que caminha sem esforço entre o terror e a fantasia (?). Só que... é tão mais que isso.


Se eu tivesse que definir este filme em uma palavra: fantasmagórico

Fantasmagórico, no melhor e no pior sentido. Um filme estranho, angustiante ao extremo, magistral, dividido em três atos que unem sonho e pesadelo, até um desenrolar mesmerizante.

Atropelamento total e absoluto.

Imperdível.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AS CRIATURAS ESTRANHAS


Devia ser bem tarde, porque a cidade lá fora já não tinha mais aqueles barulhos que pertencem à noite, mas à madrugada; um carro solitário distante ou o barulho de televisão de alguém que não consegue dormir.

Ele, mesmo na flor dos seus 15 anos, era um insone crônico e, como era habitual, estava perambulando sem rumo, administrando o ruído dos seus pensamentos e se esforçando para não acordar os seus pais e irmãos.

De repente, o barulho da porta do apartamento, sendo destrancada.

Clack! Clack!

Com um susto, ele se virou para a porta que começava a ser aberta, revelando a luz fraca do corredor. Um vulto se projetou, caminhando lentamente rumo à sala. Num impulso, ele correu para o interruptor, para encontrar ali, no batente da porta, o seu pai.

Os dois se olharam por longos segundos. Seu pai, com um olhar que revelava exaustão e melancolia. Ele, surpresa. Primeiro, porque lembrava de ter visto o seu pai indo dormir na hora de sempre. Segundo, porque ele vestia uma camisa coberta de sangue, como se alguém tivesse espirrado tinta no seu peito, rosto, braços.

Seu pai respirava de forma curta, assustado, sem saber o que dizer. E, sem dizer uma palavra, caminhou na direção do quarto, fechando a porta atrás de si. E ele ficou ali, atônito, sob a luz da sala, que iluminava sem sucesso a sua tentativa de construir algum pensamento diante daquela cena.

Apagou a luz e caminhou para o seu quarto. E, com o olhar fixo no teto, adormeceu.

Na manhã seguinte, os dois tomavam café sozinhos na pequena mesa da cozinha. E, como se nada tivesse acontecido, o seu pai decidiu explicar que "existem dois tipos de assassinos". "Aqueles que matam por uma pulsão, um desejo às vezes quase incontrolável", ele disse por trás de uma xícara de café preto e sem nem esboçar qualquer expressão no rosto sempre plácido. 

Uma pausa. Bebericou de forma ruidosa.

"E aqueles que matam pela força ou necessidade da ocasião".

Parou por mais alguns instantes, a boca semi-aberta, o olhar fixo no filho.

"Como a gravidade".

Ele ficou observando o seu pai, enquanto ele falava, a colher com cereal flutuando diante da sua boca aberta. E assim encerraram um dos diálogos mais insólitos da sua vida.

Seguiram com seus caminhos e afazeres, como se nada tivesse acontecido; mas ele nunca, nem por um dia, conseguiria tirar dos seus pensamentos aquelas frases ditas de forma monotônica, como se seu pai estivesse dizendo as horas.

* * *

Algumas dezenas de anos depois, foi como se aquela conversa tivesse voltado à sua mente; súbita como uma onda do mar que quebra nas nossas costas quando a gente menos espera. Ele estava sentado numa livraria, bebendo um café barato, vendo o tempo passar enquanto refletia sobre um punhado de problemas banais.

Então ele a viu, novamente, diante dos seus olhos incrédulos. Paralisado. Aquela mulher, depois de tanto tempo. E era como se tudo ainda fosse tão fresco, as feridas se abrindo de novo, as cicatrizes sangrando pelas linhas de pele esbranquicada.

Ele sentia o coração a galope, o suor frio, aquela sensação de controle e fúria que deve contaminar a mente de todos os predadores. Ele lembrou das palavras do seu pai, martelando na sua cabeça, sonoras, pesadas, nítidas.

O fato é que ele simplesmente sabia que deveria fazer aquilo. Melhor, que queria fazer aquilo. Bebeu o resto do café com um gole, depositou um punhado de notas não conferidas sobre a mesa e caminhou lentamente.

A imagem do guepardo traiçoeiro na savana estampava os seus pensamentos desconexos, febris. Era hora de cobrar uma dívida que nunca fora paga. Ele encostou a mão no ombro da mulher, forçando-a a se virar. Um olhar de surpresa, um sorriso de desconforto. Sim, era ela.

"Lembra de mim?", ele perguntou sem muito interesse na resposta.

* * *

A água escorria morna pelo seu corpo, enquanto ele permanecia ali, por longos minutos, sob o chuveiro; o vapor envolvendo o banheiro numa névoa agradável, enquanto ele sentia as pancadas da água sobre a sua cabeça, pescoço, toda aquela sujeira escorrendo pelo ralo.

Terra, sangue, restos de pele e cabelo. Tudo desaparecendo pelos pequenos furos de aço no chão.

E as palavras do seu pai ecoavam, talvez um pouco mais fortes, nas paredes da sua cabeça. Sim, a força; a gravidade da ocasião. Algo que é preciso ser feito. Sim, sim, ele compreendia exatamente o que o seu pai queria dizer naquele café da manhã insólito.

Saiu do banheiro, secando o cabelo sem pressa. Caminhou até a cozinha, abriu a geladeira, sem saber ao certo o que desejava. Mordeu uma maçã de forma ruidosa. Ao fechar a porta, encontrou a sua filha, parada, quase fantasmagórica, olhando-o em silêncio.

Os dois ficaram se observando por longos e desconfortáveis instantes. Aquela linda menina, na flor dos seus 16 anos, os cabelos dourados cascateando sobre os ombros; o olhar azulado, frio, que lembrava o do seu pai. Aquela linha vermelha, que costurava as suas almas numa tapeçaria de fúria e caos. Todos eles, aquelas criaturas estranhas.

"Eu achei a sua roupa ali atrás. Aquilo é..."

"Eu vou jogar fora", ele interrompeu a menina.


"Mas tem algo que eu gostaria de te explicar".

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Acordo antes do despertador e percebo que ainda tenho muitas horas de sono...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A CONEXÃO NUNCA PERDIDA


No último dia de 1972, um homem conheceu uma mulher que ele jamais esqueceria. Hoje, tantas décadas depois, ele ainda pensa nela todos os dias; a história que nunca foi, uma vida inteira feita por "e se"s. Dois estranhos, encontrados e desencontrados numa noite de chuva; e uma conexão nunca desfeita, nem pelo tempo.

"Nestes 42 anos eu vivi uma vida boa. Amei uma boa mulher. Criei um bom homem. Vi o mundo. E me perdoei. E você foi a origem de tudo isso. Você soprou seu espírito em meus pulmões naquela tarde chuvosa e não faz ideia da minha gratidão. Mas eu também tive dias ruins. Minha mulher morreu há quatro anos. Meu filho, no ano seguinte. Eu choro muito. Às vezes por solidão, às vezes nem sei o motivo [...] então, onde quer que você esteja, onde quer que vá, saiba isso: você ainda está comigo".

A história completa está aqui.

ILUSTRANDO


Quadro de John Kacere


Se você associou à primeira cena, da abertura de "Lost in Translation", você está certo/a. Sofia Coppola se inspirou no trabalho de Kacere para aquele enquadramento da Scarlett Johansson. 

domingo, 4 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

TRAILER DO FILME "GOODNIGHT MOMMY"



O trailer já é perturbador... imagino o filme.

domingo, 27 de setembro de 2015

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Acordando para mais um dia de trabalho...

Expectativa:




Realidade:




quinta-feira, 24 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

terça-feira, 22 de setembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Finjo que não vi, mas a pessoa me cumprimenta... 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

MESMERIZADO


Mesmerizado. Absolutamente mesmerizado...

É como eu fiquei ontem, às 3h da manhã, quando terminei de ver "Under the skin", filme estrelado por Scarlett Johansson. Quase sem falar nada, sem muitas expressões faciais - como um robô ou um ser completamente desprovido de emoções - ela vive uma espécie de viuúa-negra, rodando a cidade de Edimburgo (Escócia), pela madrugada, em busca de homens que acreditam que vão ter uma noite de sexo inesquecível.

ScarJo é, como sempre, uma visão. Uma atuação interessante, misteriosa, entregue. Nua, pela primeira vez, ela não tem nenhum pudor em também iludir e enganar suas presas como uma caçadora impiedosa. E vamos de "carona", na sua van suspeita, vendo (sem enxergar muita coisa) o que ela está fazendo, o que ela quer, onde ela quer chegar.

O filme é cru, com uma fotografia suja, escura, sustentado por uma trilha sonora desconcertante, que nunca deixa a audiência à vontade. Os diálogos são curtos, desconexos e o diretor intencionalmente (e brilhantemente) nos joga num labirinto que dá a sensação que nunca vamos conseguir sair. Simplesmente, ao longo de grande parte do filme, me vi pensando: "que diabos está acontecendo?".

Infelizmente, não posso ir muito além disso - não quero correr o risco de estragar a surpresa. Embarquei no filme - e até grande parte dele - me vi envolvido numa (esquisita e perturbadora) história de "serial killer" (será?). 

Ao final, ao subir dos créditos, a minha cabeça fervia...

domingo, 20 de setembro de 2015

ESTE NÃO É UM DAQUELES FILMES...


A pedido de sua mãe, Greg - um rapaz "esquisito" e introspectivo - começa a passar tempo com Rachel, uma colega de escola que sofre de leucemia. Greg e seu melhor amigo, Earl, fazem filmes amadores e, inevitavelmente, se veem envolvidos com Rachel, uma menina especial e cativante que começa um difícil processo de quimioterapia. 

Essa é a trama do filme "Me and Earl and the dying girl". Do encontro improvável e inusitado surge um filme deliciosamente indie, agridoce, delicado e que - sem ser piegas - consegue fazer sorrir e também apertar alguns bons nós na garganta.

Da amizade forçada nasce uma relação meio sem rótulo na qual dois jovens passam um semestre juntos, aprendendo muito um sobre o outro (e sobre si mesmos). E vamos juntos nessa jornada, compartilhando as mesmas reflexões e pensando que nem sempre há tempo para fazermos tudo aquilo que gostaríamos - ou melhor, nem sempre a vida é do jeito que gostaríamos, mas nem por isso ela não merece ser vivida. E apreciada pelo que é.


A história de [amor?] entre Greg e uma garota que "está morrendo"

"Foi a melhor época", reflete Greg, "e a pior". No filme, como na vida, há tempo e lugar para chorar e sorrir, afinal. "Mas esse não é um daqueles filmes", ele adverte logo no começo, "então não se preocupem..."

Deixo ao seu critério concordar ou não.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Flertando na balada...

Expectativa:


Realidade:

domingo, 13 de setembro de 2015

MOÇA DE OLHOS TRISTES


Esta noite eu sonhei com você.

E ao acordar, como todas as vezes, fui tomado por um sentimento quase sufocante de "e se". Porque o nosso encontro foi um grande desencontro e, ainda hoje, principalmente quando você invade os meus sonhos de forma repentina, eu me pego pensando como teria sido... 

Como teria sido se, realmente, tivéssemos tomado um caminho diferente. Se eu tivesse feito algo diferente. A verdade é que tive a infelicidade de te conhecer numa hora estranha. Quando não havia nada de real dentro de mim, apenas a fachada, a casca, a minha melhor máscara social. 

Você me conheceu executando ações, como se eu estivesse programado. Sorriu para os meus sorrisos, jogou conversa fora comigo pela manhã. Eu sentia vontade de tocar a sua mão, de oferecer algo mais concreto do que um flerte inocente; de te fazer um convite, uma proposta, te sequestrar. Reinventar a vida com você. 

Não era possível. Eu queria, acredite. Não era possível.

Lembro como ontem dos nossos olhares se encontrando no meio da multidão, em um de tantos momentos em que meus pensamentos eram sitiados pela dura realidade, e eu sei que estava claro para você que havia algo errado comigo naquele momento. A gente se olhava, de longe, e eu sei que você percebia. E isso também nos afastou - um mecanismo de defesa, talvez. Sabe-se lá de onde você também vinha até nos encontrarmos naquela improvável encruzilhada do destino.

Mas nada disso impedia que eu te seguisse, ao meu jeito, sem dar pista. E criasse situações aleatórias em que eu pudesse estar perto de você, mesmo que por alguns minutos breves. E inventasse desculpas para puxar assunto, e te fizesse elogios que não me entregassem. Sentando ao seu lado, apontando na janela, nós dois, feito duas crianças sem jeito. Havia algo entre nós dois. Eu sentia. 

E eu sei que você sentia também.

O fato é que seguimos caminhos opostos - e até hoje me pego pensando. A sensação desesperadora de perder algo de que nunca se teve posse. Você. Você por inteira, íntima, entregue, beijos, corpo e alma. 

Nada disso. Somente pensamentos, somente ideias que vão perdendo o verniz com o tempo, transformando-se hoje em sombras de memórias que nunca existiram. Eu, acenando da margem, vendo o seu barco sumir na névoa.

A não ser quando sonho com você. E voltamos o tempo, e te reencontro e reescrevo os eventos de formas inéditas. Nós dois cedendo, nos conhecendo, nos apaixonando. Nós dois, juntos, até hoje. Mas então acordo, e a realidade do sol na janela escancara a grande verdade: nada daquilo existiu. 

Então sento na cama, as mãos ajudando o rosto a despertar. Molho as bochechas com a água fria, acordando lentamente, enquanto caminho em busca da primeira xícara de café. Onde você estaria naquele momento? É um jogo que faço comigo mesmo. Ainda pensaria em mim? 

Não, imagino que não. Nós passamos.

E por mais que eu fantasie, vez ou outra, enquanto o sinal de trânsito muda de vermelho para verde, de que ainda há uma parada de trem onde vamos nos encontrar, me conformo com a certeza de que as coisas não são como gostaríamos, ou como elas deveriam ser. E lamento a certeza de que isso nunca vai acontecer. Continuo meu caminho, perdido na música tocando no rádio; sigo em frente.

Passo os dedos pelas fotografias mentais, nunca reveladas. Meu segredo. Os seus olhos de doce melancolia, emoldurados por um rosto de mistério e poesia. A pele branca, delicada. Os cabelos castanhos, cascateando sobre os ombros. Suas voz, seu caminhar, suas coisas tão suas, eu te olhando de longe sem você saber.

A minha moça de olhos tristes, que vez ou outra decide tomar conta do meu sono. E me faz sonhar acordado, como hoje, pensando em você. Pensando em tantas coisas que nunca foram.

Passam as horas, passam os dias, e tudo volta ao normal. E eu sigo a minha vida e você segue a sua. Desencontrados, para sempre. Perdidos. Felizes, cada um ao seu jeito, talvez, sei lá. 

Flutuantes.

Como essas palavras dedicadas a você. E que você nem saberá que são suas.

ILUSTRANDO


Fotografia de Cristóbal Escanilla

PARA VER E OUVIR: PHOENIX ("TOO YOUNG")

GIFS DA DEPRESSÃO

Sobrevivendo ao trabalho por uma semana...

Segunda-feira:


Terça-feira:


Quarta-feira:


Quinta-feira:


Sexta-feira (após chegar em casa):


Final de semana:


Domingo (à noite):


Domingo (na hora de dormir):

sábado, 12 de setembro de 2015

"VOCÊ PARTIU MEU CORAÇÃO..."


Uma frase que é praticamente a alma da trilogia do Poderoso Chefão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

"I WILL REMEMBER YOU..."


Depois de muito (mas muito!) garimpar, eu enfim consegui todos os episódos (em qualidade questionável, infelizmente) do "The Real World - London", da falecida MTV (e de quando ela prestava). 

Eu devia ter uns 17 anos quando vi pela primeira vez e lembro de como fiquei fascinado pelo grupo, a história, o encontro e o desencontro de pessoas tão incomuns e especiais: um piloto, uma cantora, um DJ, um artista underground, um dramaturgo, uma modelo e uma esgrimista, vivendo juntos numa era pre-internet, pre-smartphones, pré-tanta coisa. 

É um reality com um sabor especial, nitidamente menos produzido do que são os programas hoje em dia, sem tantas regras, sem confinamento. Basicamente um fragmento na vida destes jovens, em cinco meses que viveram juntos em Londres.

Rapidamente fiz três constatações: a televisão aberta dos anos 90 era muito melhor, a juventude de hoje emburreceu muito mais do que eu suspeitava mas, a melhor delas, é que "The Real World -London" continua muito legal.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

AS [LINDAS] MULHERES DE "WITCHER 3"


o cidadão vai se distrair com "Witcher 3" (o jogo que parece não ter fim), na expectativa de passar algumas boas horas (ou semanas!) imerso num dos melhores RPGs já concebidos. Eis que, durante essa aventura, o herói Geralt se vê interligado - entre tantas outras beldades no reino - a estas:


A bruxa Triss


A feiticeira Yennefer


A witcher, Cirilla

E morreu.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

GIFS DA DEPRESSÃO

Me perguntam: "quais os seus planos para a sua carreira?"

GIFS DA DEPRESSÃO

Acordo e digo para mim mesmo: "hoje será um ótimo dia!". Aí a vida acontece.



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EXPLORANDO OS RELACIONAMENTOS MODERNOS



Um documentário sobre relacionamentos modernos (e suas complicações) pôs um casal de ex-namorados, cara a cara, depois de alguns anos para que eles pudessem se perguntar uma série de coisas. Não demora muito até a coisa ficar séria e esse mergulho emocional ser muito maior do que eles mesmos poderiam imaginar. Muito bom.

O CANDIDATO QUE FEZ O SIMON COWELL CHORAR



Seria apenas mais uma audição - e a última do dia, no X Factor do Reino Unido. Até Josh Daniels subir ao palco e fazer essa belíssima homenagem a um amigo que havia morrido anos antes. E, da platéia, a muralha emocional do Simon Cowell, famoso por ser impiedoso nas suas críticas, começa a ruir e vemos o jurado visivelmente emocionado, com os olhos marejados e sem nem conseguir comentar, após o encerramento.


Simon havia perdido a sua mãe, poucos dias antes.