quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ILUSTRANDO

As fotografias do francês Sacha Goldberger, da série "Super Flamands", que retrata super-heróis e ícones do sci-fi, como pinturas do século 16. Absolutamente genial.



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PARA VER E OUVIR: SPARK ALASKA ("PORTUGUESE VOICES")

"A GANGSTER MAIS LINDA QUE EU CONHEÇO"

O YouTuber Sir Prise filmou (escondido) a sua mulher cantando rap no carro e a reação dela ao descobrir é impagável. Segundo ele, "minha esposa é O ser humano mais belo que eu conheço e eu simplesmente adoro os momentos em que posso observá-la sendo ela mesma. Não sejam tímidos, pessoal, diga que ama aqueles quem ama, celebre os pequenos momentos e não se preocupe se as pessoas estão te julgando". 

O vídeo já supera 3 milhões de visualizações.

OLHOS ABERTOS, SILÊNCIO ELOQUENTE


Às vezes eu esbarro acidentalmente num filme e encontro um tesouro; sinto uma felicidade genuína, libertadora, quando isso acontece. E foi o que me aconteceu ao ver o filme "Eyes Wide Open" (Einayim Petukhoth - 'Pecado da Carne' no Brasil), filme israelense de 2010. 

A sinopse pode soar estranha e até afastar uma audiência menos aventureira, mas, acredite, este é um filme imperdível. A história narra o encontro de Aaron (Zohar Shtrauss) e Ezri (Ran Danker). Aaron é um judeu ortodoxo, açougueiro em Jerusalém, casado e pai de quatro filhos. Uma vida simples, dedicada, religiosa e comum não fosse um pequeno incidente. Aaron se apaixona por Ezri, um rapaz de 22 anos que aparece no açougue em busca de um emprego e um lugar para morar temporariamente. Tudo isso no seio de um bairro ortodoxo, tradicional e que considera todo e qualquer 'desvio' como um crime.

Não pretendo estragar as surpresas que se desenrolam; não seria justo. Posso apenas dizer que tudo é conduzido com muita delicadeza, sutileza e sensibilidade, numa construção de dois personagens que são tão reais como há muito tempo eu não via. Em muitos momentos eu custava a crer que era ficção e não documentário.

"Por que razão você não o manda embora?", o rabino questiona Aaron, em determinado momento.

"Eu estava morto", Aaron responde, pura e simplesmente. "E agora eu estou vivo".

Lindo filme, singular. E que me deixou de olhos abertos e boca cheia de silêncios eloquentes.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DESCULPEM, MAS EU PRECISAVA COMPARTILHAR


Eu não posso crer neste pano de prato. É o pano de prato mais épico, mais inacreditável da história da humanidade. Eu simplesmente precisava compartilhar esta imagem que registra um pano de prato que zerou a vida.

THE FEELS...

Um pai canta 'Blackbird' para seu filho recém-nascido (e prematuro), Lennon. A sua mulher havia morrido por conta de complicações no parto e o bebê, infelizmente, sobreviveu por apenas 3 dias. Lindo que dói e vai te fazer chorar rios.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ILUSTRANDO


Ilustração de Jaya Nicely

PARA VER E OUVIR: JOHN MAYER ("EDGE OF DESIRE" ACÚSTICO)

TALVEZ O AMOR SEJA POSSÍVEL


O Sargento Joey Johnson acabou ficando paraplégico, após um acidente em sua estadia servindo no Afeganistão. Em junho deste ano, ele surpreendeu a sua noiva, Michelle, ao ficar "de pé" para a primeira dança do casal, no seu casamento. Histórias assim me fazem querer acreditar que é possível duas almas se amarem plenamente, sem dor, sem mentiras, apenas a pureza de um sentimento nobre e raro, este que chamo de 'amor impossível'. Me fez sorrir.

The feels... the feels...


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PARA VER E OUVIR: TELL NO FOXX ("SILENCE")

MELDELS



O que dizer deste trailer sobre a parte final da trilogia de "O Hobbit"? "Meldels" e só. Agora é preparar o coração, mais uma vez, para me despedir da Terra Média.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

NÓS DE GARGANTA



Hoje eu entreguei as chaves do nosso apartamento - descobri que o "Sr. Popeye" (lembra?) não trabalha mais na corretora. Engraçado que, ao sair do prédio comercial, senti todo o peso da nossa despedida nas costas, tomando cada poro do meu corpo como uma onda; algo que me fez sentar, como se a minha pressão estivesse baixa.

Culpei o calor, óbvio.

Mas a verdade é que, talvez só então, eu tenha me dado conta da sua ausência, tão definitiva. Tão séria, tão certa. Parece louco - talvez eu esteja - mas eu tenho certeza que você entenderia tudo. Você tentou com todas as forças me convencer a ficar no apartamento, mas eu decidi que era grande demais, caro demais, vazio demais para mim. Simplesmente, eu e ele deixamos de funcionar juntos. 

Ao fechar a nossa porta, pela última vez, senti um calafrio. Mais um destes entendimentos tardios, que nos ocorrem de forma atemporal. Segurava uma pequena caixa de coisas suas (que irei enviar ao endereço que você deixou) e senti que um pedaço meu, mágico, secreto, especial, intocado, ficaria ali trancado, para sempre entre aquelas paredes recém-pintadas.

Lembrei do seu cheiro, do calor da sua pele, da sensação da sua cabeleira felina, vermelha, cobrindo meu rosto em uma de tantas noites que inventávamos de ser um só. No tempo que passamos enfurnados naquele apartamento, vivendo a nossa fantasia de sobreviventes do holocausto nuclear. Vivíamos a base de "comidas de conforto", filmes, música, sexo, video-games. E tínhamos a completa noção de que tínhamos algo incrível nas nossas mãos. Mas gostávamos de sair, ocasionalmente, para verificar os índices de radioatividade, voltando correndo para a toca quando percebíamos como ainda odiávamos as pessoas.

A gente falava, todos os dias, que aquilo era bom demais para ser verdade. "Vou descobrir que você é algum tipo de criminoso perseguido", você dizia com a escova de dentes pendurada no canto da boca, enquanto eu gargalhava, na cama, te esperando. "E eu vou descobrir que você é algum tipo de molestadora de plantas", eu retrucava com uma de tantas irrealidades que nós habitualmente gostávamos de colecionar.

Plant-fucker! Plant-fucker! Plant-fucker!

Ainda me pego rindo, com a minha caneca diária de café. Sua caneca, aliás, que eu roubei. Aquela da piada sobre o sapo e o esquilo que só você acha graça.

Parafraseando a famosa citação de Camus, você foi um verão invencível, durante meu inverno mais negro. E você nem tem ideia disso, em verdade. Tampouco eu senti necessidade de te explicar a cola fresca nas minhas rachaduras. E muito menos você sentiu necessidade de saber. Nosso acordo não-verbal. 

Nós vivemos os meses mais incríveis que eu poderia imaginar. Nosso reino construído sobre a apreciação dos prazeres simples. E hoje me pergunto se tudo aquilo não foi um sonho; e se de fato você não estaria molestando alguma planta aí do outro lado do mundo. Tudo, qualquer coisa, para amenizar, para aplacar o vazio, sufocar o sentimento aflitivo de querer o seu corpo à noite e não encontrá-lo; de buscar a sua companha, de voltar a rir com você, de criticar o mundo ao seu lado, nós, que brindávamos o nosso mau-humor como se fosse vinho.

"Venha para a Austrália comigo", você disse, sem muita convicção, no nosso último dia juntos. Aquele domingo melancólico, preguiçoso, que antecedeu a nossa ida ao aeroporto. Confesso que eu flertei com a possibilidade, por diversas vezes, mas não havia como. Não era do campo do "querer", pura e simplesmente. Eu te feri, eu sei. E me feri. E tenho a completa noção que pagarei - caro - o preço desta escolha até o último dia da minha vida.

E lá estão os olhos completamente nublados, novamente.

Sinto o coração em galope, ainda hoje, quando lembro dos nossos últimos instantes juntos; você correndo para não perder o seu voo, desaparecendo na multidão, o gosto da sua boca viva na minha enquanto eu caminhava para o estacionamento solitário e descobrir o seu casaco, esquecido, no banco do carona.

"Venha me visitar!"

Você foi a coisa mais rara, mais incrível, mais inesquecível. A mulher mais linda, mais preciosa, mais feminina que qualquer homem poderia sonhar conhecer. A companhia mais sábia, mais engraçada, mais brilhante. A alma mais doce, o coração mais cheio de bondade, alguém que me fazia sentir vergonha da imensidão da minha imperfeição. 

"Nós somos tão cheios de nós", você me disse um dia.

Pois pensar em você, hoje, me deixou assim, cheio deles, engasgando a garganta.

GAMER GIRLFRIEND

Uma das melhores e mais importantes invenções da humanidade. Pena que seja uma raridade de proporções quase mitológicas. 

"THIS IS A PROFESSIONAL LOOK"



Outra descoberta aleatória no YouTube. A youtuber GloZell Green. Achado. Já a amo de paixão.

GIFS DA DEPRESSÃO

A minha relação com a fila do supermercado. História da minha vida essa gif...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"FOR RELAXING TIMES..."


Mais um caso em que "a vida imita a arte". Segundo a "Whisky Bible", maior publicação sobre o assunto, o melhor uísque do mundo não vem da Escócia, mas... do Japão! Trata-se do Yamazaki Single Malt Cherry Cask (2013) feito pela..., sim, a Santory! Para quem não se lembra, esta é a marca que contratou Bob Harris (Bill Murray) como garoto-propaganda no filme "Encontros e Desencontros". E só mais uma prova de que Bill Murray está sempre certo a respeito de todas as coisas; ele que é uma destas poucas pessoas que já zerou a vida. Então, da próxima vez que você pensar em beber uísque para um "momento relaxante", por favor, lembre-se de pedir Santory.

sábado, 1 de novembro de 2014

BOYHOOD



Alguns filmes são bons, outros excelentes. E alguns são como "Boyhood", que Richard Linklater (trilogia "Antes do Amanhecer") demorou 12 anos para fazer. Eu acabei de ver este filme, que estreou hoje no Brasil, e simplesmente não consegui esperar, precisava escrever alguma coisa. Mas aí imediatamente entendi que não quero escrever nada; porque decidi que quero guardar este filme comigo, deixar a minha experiência com esta obra intocada, só minha, sem partilhar com ninguém. E apenas dizer que este filme precisa ser visto. Ponto final. Alguns filmes são bons, outros excelentes.

"Boyhood" é um milagre.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O LIVRO PELA CAPA


É muito fácil ignorar uma pessoa na rua, principalmente se ela não se 'enquadra' no padrão daquilo que gostamos de ver; mas fica difícil ignorar um urso adorável distribuindo abraços a estranhos. Propaganda maravilhosa que provoca uma reflexão profunda sobre os nossos hábitos. 

UM LUGAR DE VERÕES INVENCÍVEIS


E então eu descobri esse lugar; que eu serei eternamente grato por um dia ter pisado ali. Fernando de Noronha está além da imagem e da palavra, é um estado de espírito, flutuante, abstrato, de paisagens etéreas, secretas, sem nacionalidade. Um refúgio, um esconderijo, um lugar que eu nunca esquecerei. Música para acompanhar: "Summber begs", da Sarah Jaffe. PS: fotografias feitas por mim mesmo.










quarta-feira, 29 de outubro de 2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

QUANDO UMA GIF DIZ TUDO

Minha reação ao experimentar o picolé mexicano, nesse calor, pela primeira vez...





NEM TODOS ESTÃO


Eu confesso que perdi o paladar para filmes românticos; não tenho mais paciência; aquilo lá não me atinge mais. Talvez eu tenha ficado amargo demais - ou os acontecimentos da vida tenham me levado a isso. Não sei. 

O fato é que, há algum tempo, algo em mim se perdeu e a verdade é  que eu também não me dei o trabalho de buscar de volta. Um último bastião de inocência simplesmente morreu. Não me tornei avesso ou alheio ao romance, porém, mind you. Ainda bate um coração no meu peito gelado de lata. 

Apenas mudei a frequência, ajustei a sintonia. Passei a enxergar o amor sem os filtros do Instagram; o amor possível, o que existe, real, despido de toneladas de expectativas, exigências, arbitrariedades. O amor sem fascismo, que se permite respirar, ser falho, ser imperfeito, sem conto de fadas. O amor que é cúmplice, que equilibra desejo, aventura e as contas que chegam no final do mês. Como parte deste caos que é viver.

E, ainda que haja uma melancolia em abrir mão dessa forma de enxergar as coisas, há também um sentimento tão libertador, como voltar à superfície após um longo mergulho. Como Alice, tomando o remédio. "Agora eu vejo", portanto, "agora eu sinto".

Essa reflexão superficial, metida à filosofia de bar, é apenas fruto da minha relação recente com filmes que antes eu guardava como partes preciosas de mim. E que os vejo perdidos, cada vez que tento revê-los. Me vejo em estado de luto ao tentar acompanhar essas histórias que um dia representaram tanto; funerais sequenciais, faço eu, todas vezes. Chega a ser ritualístico; respiro fundo e me pergunto: 'será que este sobrevive?'. A resposta, quase sempre, é 'não'. 

Mas eis que o Netflix arremessa 'Serendipity' desavergonhadamente na minha cara. Nem tive a chance de acompanhar a trajetória; ele simplesmente estava lá, escancarado, me obrigando a apertar play. O último filme que faltava, aquele que eu resiti corajosamente em rever; eu simplesmente não queria ter que enterrar 'Serendipity', seria triste demais. 

A boa notícia é que ele sobreviveu. E ainda que o romance entre Sarah e Jonathan não me comova mais, necessariamente, percebi que a narrativa ainda me seduz. E que, mesmo embreado no miasma da minha amargura relacionada ao amor idealizado, ainda me pego torcendo por eles; e ainda sinto um esboço de engasgo sufocado na garganta, quando John percebe o nome e o telefone da Sarah na cópia de "O Amor nos Tempos do Cólera". 

Nem tudo está perdido, afinal.

ILUSTRANDO

As fotografias de James Chororos (via Zupi)




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

NÓS


"Nós somos tóxicos, você e eu", ela disse da janela, os olhos perdidos no horizonte, os seios expostos, o cigarro queimando preguiçosamente na mão, a calcinha de estampa camuflada que ele gostava, "e ficamos viciados um no outro".

Suspirou, de olhos fechados.

Ele ficou ali, mergulhado nos lençóis desfeitos, daquela noite insone, olhando a mulher na janela. Traçando com os olhos o contorno do cabelo bagunçado, aquela selva vermelha, selvagem, dançando no vento tímido como flâmulas de um campo de batalha recente. A pele branca, salpicada de sardas feito constelações caóticas, os seios nus, pequeninos como dois pêssegos, o pelo dourado cobrindo o corpo magro, as pernas longas, os pés delicados, de bailarina. 

"Você tem razão", disse, por fim. 

Silêncio. Alguém ouvindo música não muito longe dali, barulho de pássaro, de rua, de conversa fiada. Ele acomodou os braços atrás da cabeça, os olhos fechados, voando em pensamentos curtos, sentindo a areia do sono vindo visitá-lo, tornando suas ideias desconexas, abrindo caminho para os sonhos. 

Sentiu o corpo dela, morno, ajeitando-se próximo do seu, encaixando-se como ela sempre fazia, aninhando a cintura na sua, enlaçando as pernas feito trança, trancando-se como chave e fechadura. Abraçou a mulher, ouvindo a sua respiração profunda. Correu os dedos, leves, aéreos, por sua cintura, barriga, pescoço; beijou o seu rosto, escondendo-se na floresta vermelha que tapava o seu rosto como uma máscara. Respiravam juntos, suspiravam juntos. 

Conspiravam.

Havia algo mágico, doce, no amor e na melancolia que eles partilhavam naquela manhã inebriada por beijos, cansaço, sexo e conversas que não chegavam a lugar algum. Amavam-se, muito, perdidamente, isso era fato. Mas havia algo nocivo que, com igual força, os magnetizavam. Amarrados por nós, mãos, pés, olhos, mentes, corpos, almas.

Adormeceram novamente, mergulhados naquela cama desfeita, onde haviam travado combate; os panos cobertos de evidências, de cheiros, de marcas. As roupas espalhadas pelo chão, ela vestindo a sua camisa para se proteger do frio, ele com as mãos escondidas entre as suas pernas, um quebra-cabeças feito por dois corpos que não queriam se soltar. 

"O que fazemos?", ela sussurou. "Para onde a gente vai daqui".

Um carro cruzou a esquina. Havia domingo demais naquele domingo.

"Eu não tenho a menor ideia", respondeu. Ela voltou a fechar os olhos, buscando as mãos dele, abraçaram-se mais forte. Ela não conseguia disfarçar as lágrimas; ele notou o movimento no seu abdômem, a respiração curta; fez carinhos no seu cabelo, costas, correndo a mão pela pele branca, os pelos arrepiados como um campo de grama selvagem; vê-la chorar era como um soco em seu estômago. Beijou seu ombro, sentindo toda a dor do mundo. A vida tem dessas perguntas sem respostas, becos sem saída, escolhas difíceis demais. Ele, ela. 

"Nós somos tão cheios de nós", ela suspirou, por fim, buscando a sua boca mais uma vez. 

PARA VER E OUVIR: WOLF LARSEN ("KITCHEN DOOR")

PARA VER E OUVIR: TUNNEL ("THE BRONZE MEDAL")

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A MINHA OPINIÃO SOBRE A RENEE ZELLWEGER

A atriz Renee Zellweger 'chocou' o mundo ao aparecer - depois de um longo hiato - com um rosto muito diferente do que estávamos acostumados. A internet foi tomada por assalto e, de repente, não se falava mais em outra coisa. Na minha honesta e sincera opinião, ela continua belíssima nos seus mais de 40 anos de idade e, apesar de eu também não 'enxergar' mais a Renee Zellweger com a qual eu estava acostumado, quem se importa? Se é a idade, se são plásticas, se é algum vício, se alegria ou tristeza, pouco importa. 

A verdade é que vida é dura demais com as mulheres - engraçado é que grande parte do mundo 'chocado' é constituído por mulheres (todas elas igualmente reféns de uma indústria venenosa que 'obriga' as mulheres a viver sob um padrão caudilho de beleza, cor, forma, peso). 

Nunca foi isso que me atraiu em todas as mulheres pelas quais me apaixonei ou me senti atraído - mesmo que muitas delas fossem bonitas. Para mim não é o que importa; é o que está dentro, é a companhia, é a beleza que não se enxerga. Humor, inteligência, bondade. O que está ao redor é uma embalagem, o que está no interior é o que fica, que sobrevive o tempo. 

Minha reflexão se resume a: mulheres, eu me recuso a acreditar que só eu pense assim.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PAGE NOT FOUND


Perfeito (na teoria) - se isso pudesse realmente existir. Mas concordo 101%.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

O clima nos últimos tempos... 

Num abiente com ar-condicionado:

Na rua:

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ÓBVIO PENETRANTE

Esbarrei numa reflexão completamente aleatória hoje:

"Houve um dia, quando você era criança, em que seu pai ou sua mãe te colocaram no chão e nunca mais te pegaram de volta no colo".

Impressionante como uma reflexão tão óbvia (e natural) pode ser tão penetrante. Me deixou pensativo.

The feels...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"TUCK ME IN"



A genialidade de contar uma história (aterrorizante) em apenas 60 segundos.

TRAILER ANIMADO (NÃO OFICIAL) DA 5a TEMPORADA DE GAME OF THRONES



Maravilhosa animação (feita por fãs). De arrepiar!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PARABÉNS, SUPERMAN


Hoje, o Superman completaria 62 anos. Quer dizer, o Christopher Reeve. Não importa, os dois são a mesma coisa para mim.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

O primeiro pensamento da segunda-feira...

GIFS DA DEPRESSÃO

O último pensamento do domingo...

20 ANOS DE FRIENDS

E parece que foi ontem... a saudade, porém, continua a mesma.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CAVANDO NO YOUTUBE


Uma das coisas mais legais para se fazer num delicioso momento de procrastinação é cavar no Youtube. Numa dessas eu encontrei o Smooth Mcgroove que eu chamo, carinhosamente, de 'Geek Jesus'. O cara é simplesmente incrível e o talento musical é surreal. Para completar, ele quase sempre está acompanhado do seu gatinho preto que, como todo bom gato, 'has zero fucks to give'.

PARA VER E OUVIR: GEM CLUB ("BREAKERS")

PARA VER E OUVIR: FIREHORSE ("IF YOU DON'T WANT TO BE ALONE")

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CAMPO DE MARTE


"Então é isso aqui?", a mulher perguntou, em tom de desdém.

"Sim. É isso aqui", o homem respondeu, os olhos cerrados, por conta do sol forte; os braços abertos em cruz, cercados por terra e mato por todos os lados. Aquela paisagem árida, vermelha, marciana.

"Bosta de herança...", a mulher bufou, "vou ficar no carro".

"E o que você sabe, além de cheirar cocaína e vomitar o seu almoço, sua cretina?", ele balbuciou.

"Ahn?", a mulher se virou, no meio do caminho.



"Nada; eu não disse nada".


Mas ele sabia que aquele pedaço de nada era alguma coisa. Uma resposta. Ali ele fundaria um projeto, ele só não sabia o quê. Ficou ali, por longos minutos, ajoelhado na terra, as mãos sujas, sentindo o solo quente sob a palma da sua mão. Um vento inocente ameaçava, sem muito sucesso, mexer no seu cabelo. Fazia muito calor, mas ele queria ficar ali, sobre a herança deixada pelo seu pai. 

Aquele monte de nada. 

Ele se sentia tão cansado de tudo aquilo; uma vontade sufocante de romper com aquela vida. Recomeçar do zero, como semente plantada no chão, aquela metáfora viva cozinhando os seus pés. Olhou ao redor. Nada. Vazio. Silêncio. Um grupo de pássaros não muito longe, algumas nuvens tímidas no céu. E ele, ali, parado, contemplando aquele cenário sem poesia; olhando a sua mulher dentro do carro ligado, o celular na mão, olhando-se espelho, aquela cara de nojo constante. 

"Deus, meu Deus, como eu odeio esta mulher", pensou com seus botões.

Então sentiu-se iluminado. Como se uma presença tivesse invadido o seu corpo e tomado-o de assalto, de forma fulminante. Caminhou em direção ao carro, a passos lentos, a sua mulher observando-o com alguma incerteza. Ele sentia o seu coração galopando em seu peito, como se fosse rasgar a roupa. Abriu a porta com alguma violência, e imediatamente lembrou daqueles filmes do Superman, quando ele arrancava as portas dos carros, tamanha a sua força descomunal. Não foi o que aconteceu, claro, mas mesmo assim. Foi sua imagem mental naquele momento embriagado por adrenalina. 

A mulher ficou imóvel, sem entender nada, ensaiando uma resposta desaforada. Em vão.

* * *

O sol já começava a se pôr, enquanto ele sentia a camisa empapuçada de suor, grudando no corpo. As mãos em carne viva, apalpando a terra mexida daquela cova rasa. Ajoelhado, coberto de sangue e sujeira, o cabelo pingando, espalhado na testa, as unhas encardidas, cada músculo do corpo dolorido, ele estava ali, arfando, sentindo o vento do campo engasgá-lo enquanto ele tentava respirar. 

Estava feito. Enfim, estava feito.

"Veja, veja!", ele exclamou, apontando em direção à terra mexida, "a minha bosta de herança!".

Gargalhou, histericamente, enxugando o rosto coberto de lágrimas, transe e catarse. E então caminhou em direção ao carro. Sentou-se, deu partida, escancarou as janelas, seguindo em velocidade, inebriado pela canção tocando no volume máximo.

Até desaparecer no horizonte.

PARA VER E OUVIR: WALK OFF THE EARTH FT. PARACHUTE ("HAPPY")

"STUFF OF NIGHTMARES"



Trailer conceitual do novo "Silent Hill", revelado na TGS. Sabe quando eu crio coragem para jogar isso aí? NUNCA. Mas é óbvio que vou (ter que) jogar.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Alguém tira uma foto horrível minha e avisa que vai me marcar no Facebook...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

PARA VER E OUVIR: BON IVER ("HINNOM, TX")

PARA VER E OUVIR: ADAM TAYLOR ("DON'T LET GO")

ILUSTRANDO

O olhar de Eva Green. Medusa. Obra de arte. Mesmerizante.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Saio do trabalho no dia que antecede o começo das férias...


QUE DESTINO SERÁ ESSE?!

Amanhã é o lançamento de "Destiny", nova franquia que promete ser um novo marco no mundo dos jogos eletrônicos. A verdade é que, apesar dos testes alfa e beta, ninguém sabe muito bem ao certo qual que é a deste jogo, tirando elementos divulgados aqui e ali. Em princípio, "um shooter de mundo compartilhado" onde cada um terá uma identidade e, possivelmente, um "destino", no que restou do que um dia foi o planeta Terra. Fato é: parece bom (demais) e esse trailer embalado pelo Led Zepelin é coisa de outro mundo! Está no meu radar.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A MESMA PERGUNTA, A MESMA RESPOSTA


Tá aí uma pergunta que eu me faço todos os dias.
E a resposta é sempre a mesma: NÃO.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ASSUNTO: A MINHA CONFISSÃO


Sempre houve algo tão feminino ao seu respeito. Tão frágil, tão misterioso. Eu acho que já havia me apaixonado por você desde o primeiro segundo, essa é a grande, fatal e inegável verdade. 

Eu me pego lembrando das coisas mais banais; como você vindo me buscar no trabalho, no meio do dia, para comermos um sanduíche rápido, numa esquina qualquer. Você descia da direção do seu carro, a chave ainda na ignição, e sem dizer nada se sentava no banco do carona. Eram coisas assim; era esse tipo de coisa que você fazia. Sempre tão feminina. Você fazia meu coração em pedaços, todos os dias. Mas ele se refazia, na madrugada. E lá estava eu, te esperando, novamente, no dia seguinte.

Que raio de vida é essa que cria essas histórias incoerentes que temos que seguir, dançar conforme a música? Que papéis são esses que a gente precisa desempenhar, sem reclamar? Quem está dirigindo isso aqui?

Mas eu apenas sorria, enquanto ouvíamos a música que você queria me mostrar, o ar-condicionado deixando os pêlos do seu braço arrepiados, você observando a janela, perdida nos seus pensamentos curiosos. 

"Deus, como você é linda". 

Eu controlava a minha vontade - aquele desejo desenfreado de segurar na sua perna, de acariciar o seu cabelo no trânsito lento, de beijar a sua boca, de olhos fechados, até uma buzina me despertar do transe. 

Pensamento desfeito no ar, feito mágica. 

E eu permanecia com as mãos em posição segura, 10h10, sem cometer deslizes, sem romper barreiras. Brincando de ser cavalheiro, dilacerando a minha alma, afogado no perfume do seu corpo, na imagem do seu cabelo moreno amarrado num rabo preguiçoso, no retrato do seu rosto refletido no vidro. O seu sorriso gentil, a pele suave, os gestos delicados, o seu cheiro. 

Há quanto tempo a gente se conhece? Nem eu sei responder. Não tenho registro de um tempo órfão da sua presença. É sempre você, sempre você, ali, estampada em cada fotografia mental. Porque você não habita nenhum centímetro de uma memória coadjuvante. Por trás das cortinas fechadas, dos meus olhos noturnos, você é a estrela.

Cadente. Incandescente.

E então desapareciam aqueles minutos fugidios. E lá estava eu, "são e salvo!", de volta ao trabalho. Você sumindo na esquina, eu caminhando a passos lentos de volta para o prédio, o seu beijo inocente latejando no canto do rosto, feito queimadura recente. 

Toco a minha pele e você está ali, vibrando; como tatuagem.

Há tanta coisa errada ao seu respeito que chega a ser cômico, eu penso. Suas manias, suas ideias bizarras, sem pé nem cabeça; seus planos indecisos de dominar o mundo ou fazer bolo de chocolate. A forma como você defende os seus ideais. Os seus gostos que, ora se encaixam nos meus como chave e fechadura, ora parecem óleo e água. O seu humor afiado, impiedoso. Seus olhos felinos que tiram as minhas armas. Você, que me pacifica. 

Mas então chega o primeiro raio de sol na minha janela insone e ele me diz, todos os dias, a mesma coisa: para mim, você é perfeita.

"Você realmente vai se casar com ele?", eu te perguntei, sem cerimônia. Os seus olhos escancarados, sem reação. A sua boca entreaberta, ainda em busca de palavra. A água da chuva despencando sobre as nossas cabeças, escondendo a minha fragilidade.

"É isso mesmo que você quer?". 

Você me beijou, pelo que pareceu uma eternidade; as minhas mãos enlaçadas na sua cintura molhada, sentindo o seu corpo por baixo do vestido. E desapareceu assustada, feito conto de fadas às avessas. E assim perdemos o caminho de volta um para outro. Eu compreendi que você fez uma escolha. Mas essa é uma dor com a qual eu não quero mais conviver. E é por isso que eu estou indo embora, para o outro lado do mundo, sem deixar vestígio. Nem rastro, nem sombra, nem endereço, nem aviso. 

Você foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. E esta é a memória que eu escolhi guardar. A minha confissão, afinal; eu te amo, com a alegria inocente de quem recupera algo perdido. E eu te carrego comigo, neste coração rasgado por cicatrizes, que será, até o meu último dia, o seu lar inquestionável.

Seu, eternamente.

* * *

Deseja salvar esta mensagem?

"Não".

terça-feira, 2 de setembro de 2014

PARA VER E OUVIR: SUMMER GIRLFRIENDS ('LOST BOYS")

PARA VER E OUVIR: GEMINI CLUB ("SPARKLERS")

COISA DE CRIANÇA

Entre uma caneca e outra de cerveja, decidimos lembrar dos shows que víamos quando crianças; uma conversa nostálgica, regada a risos garimpados como pedras preciosas. Os desenhos, os programas, as canções inocentes, os seriados que marcavam as nossas tardes. Histórias incríveis com as quais crescemos, por anos.

Então, de repente, como uma onda, eu me senti afundado numa lembrança abrupta. Um programa, que passava todas as tardes, sobre uma bruxa que trocava de cabeça. Lembro de como aquilo era aterrorizante. Aquela mulher estranha, sem rosto, os dedos compridos como garras, caminhando por salões do que parecia ser um castelo decrépito, manipulando todo o tipo de cabeças, para então escolher uma e encaixar no seu corpo, como um manequim. 

E então ela gargalhava, satisfeita.

Aquele pensamento aterrorizante gelou a minha espinha de ponta a ponta. A lembrança daquela mulher monstruosa flutuando pelas sombras, como um fantasma. E, sempre ao final, ela olhava para a tela, os olhos negros, fundos, vazios, dizendo numa voz gutural de que ela viria à noite para buscar a nossa cabeça. Senti cada pelo no corpo arrepiar. 

"Vocês lembram deste show?!", eu perguntei, tentando lembrar mais detalhes. "Vocês lembram qual era o nome?", eu insistia.

"Lembro da bruxa, com certeza", alguém comentou. 
"E as cabeças espalhadas pelo corredor", outra pessoa complementou.
"Meu Deus, era tão assustador", outro intercedeu.
"Como os nossos pais deixavam a gente ver aquilo?!", um finalizou a conversa.

Ficamos em silêncio, a alegria desaparecendo junto com os últimos goles. Pedimos a conta e fomos embora. 

Eu me sentia desolado. Aquela lembrança repentina me acompanhando no trajeto de volta para casa. Corri para o computador, assim que abri a porta, em busca de alguma resposta. Após horas de pesquisa, eu me convenci de que não havia nada na rede sobre aquele programa. Nenhum site, nenhuma foto, nenhum verbete, nada, absolutamente nada sobre a bruxa que trocava de cabeças e nos ameaçava todos os dias. 

Não consegui dormir. Aquelas imagens vindo me devorar, de forma sistemática. A sensação desesperadora de que ela estaria ali, de pé, no quarto me olhando dormir. Sentia o coração a galope no peito e testemunhei cada hora da noite passar, até o dia começar a colorir a janela; e um alívio gradual invadir o meu corpo exausto.

Com uma xícara de café na mão decidi ligar para a minha mãe. Ela se lembraria, eu sei que ela se lembraria. Ela ficava em casa, enquanto o meu pai saia para trabalhar. Ela se lembraria, eu sei.

* * *

Minha mãe ficou em silêncio, do outro lado da linha. 

"Mãe? Mãe, você se lembra?", eu insistia, o café esfriando na mão.

Ela suspirou. 

"Lembro, filho, eu lembro".

Sorri.

"Lembro de você sentado, por horas, diante da TV estática", ela continuou. "Falando sozinho, acenando com a cabeça".

Fiquei em silêncio.

"Você era tão pequeno, eu simplesmente achava que era coisa de criança".

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

AMOR PLATÔNICO

Lana Del Rey. Conhecia de nome, já há algum tempo. Sem dar muita bola. De repente uma voz, um rosto, um cabelo escarlate, uma melancolia com cara de coisa antiga, de coisa quebrada. Atropelamento total, completo e absoluto.

PARA VER E OUVIR: LANA DEL REY ("ONCE UPON A DREAM"

O PROBLEMA DE "MALEFICENT"


Não é que a adaptação do clássico da Disney, "A Bela Adormecida", seja ruim. Não é. O filme tem alguns efeitos especiais legais, a fotografia (em especial) me agradou muito e acho inclusive que a Jolie representa bem a famosa vilã "Malévola"; ela faz as caras, os olhares, os movimentos discretos, o jeito de caminhar flutuante, quase imperial, a fala lenta, pausada, aterrorizante. Até aí tudo bem: check!, check! check!. 

Mas o grande problema de "Maleficent" (do filme, não a Jolie) é o que eles fizeram com a personagem. A bruxa é, sem sombra de dúvidas, uma das mais terríveis do plantel da Disney - de longe! Malévola TRANSPIRA maldade e o faz da forma mais cativante e elegante o possível, como boa vilã. Em outras palavras, ela é uma das vilãs mais badass de todos os tempos. É inegável seu poder, fato que a permite controlar um reino sob a mera possibilidade da sua presença. Todos, sem exceção, temem Malévola. E, quando desafiada, ainda por cima se transforma num dragão descomunal para provar que ela não tem tempo a perder. 

Pois bem. A Malévola da Jolie tem a estética - sem dúvidas - e encarna isso bem. Mas jogaram a deliciosa personalidade da verdadeira Malévola no lixo, já que a bruxa do filme é provavelmente a mocinha, a bruxa boazinha, em busca de redenção e de fazer o bem. Não gostei. Destruiram a personagem.

Isso aqui É a Malévola. Ponto final: