quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Alguém fala "menas" perto de mim...

Alguém fala "houveram" perto de mim...

Alguém fala errado perto mim, seja lá o que for...

GIFS DA DEPRESSÃO

Chega o dia de pagar o aluguel...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

APENAS UMA PORTA?

O designer austríaco, Klemens Torggler, está reinventando a porta, a partir de um estudo sobre a rotação de dois quadros, de um lado para o outro, sem a necessidade de trilhos ou dobradiças. Via Zupi.

Em outras palavras, os designers comandam.

GIFS DA DEPRESSÃO

Vendo filme romântico com outras pessoas por perto...

Vendo sozinho...

True story.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Minha primeira reação, quando cai o sinal da internet (serve para energia elétrica também)...

GIFS DA DEPRESSÃO

A pessoa da frente, na fila do restaurante a quilo, não para de conversar...

domingo, 9 de fevereiro de 2014

GIFS DA DEPRESSÃO

Aquele colega de trabalho chato vem pedir algo que eu não tenho como negar...

GIFS DA DEPRESSÃO

Um estranho puxa conversa e decide me contar algo ou comentar qualquer coisa...


GIFS DA DEPRESSÃO

O relógio marca 18h00, na sexta-feira, e é hora de ir embora...

PARA VER E OUVIR: COEUR DE PIRATE ("SUMMER WINE")

PARA VER E OUVIR: COEUR DE PIRATE ("PLACE DE LA RÉPUBLIQUE")

"HER" VS "LOST IN TRANSLATION"


É lógico que tive que ver "Her" mais uma vez - seria impossível não fazê-lo. E, ao rever o filme de Spike Jonze, comecei a elaborar uma "teoria da conspiração". Engraçado que "Her" me remeteu imediatamente ao "Lost in Translation", de Sofia Coppola. Há muitas semelhanças estéticas, de roteiro, fotografia, trilha sonora inclusive. Os filmes são sem dúvidas muito semelhantes - sob muitas perspectivas. Mas aí é que está a raiz da minha teoria: à primeira vista, "Her" me pareceu ser o "Lost in Translation" de Spike Jonze mas, em verdade, acho que o filme é uma resposta à Sofia Coppola.


Vamos lá.

A trama de "Lost in Translation" gira em torno do encontro entre Charlotte e Bob que se descobrem "perdidos na tradução" numa Tóquio caótica e lindamente melancólica. Charlotte vive um casamento decadente, com um marido fotógrafo e negligente (e certamente infiel). Ela então se vê sufocada num relacionamento viciado e infeliz, o que acaba sendo o gatilho para o seu "envolvimento" com Bob, um ator de meia idade, e igualmente infeliz, que vai ao Japão filmar um comercial de whisky. Na época, muitas pessoas disseram que o filme era uma crítica velada de Sofia Coppola ao seu ex-marido (Jonze) que tinha comportamento muito semelhante. E o que acabou levando os dois a se separarem.


Então observamos "Her", onde um homem - que não nega ser um negligente emocional - vive o drama de uma separação com uma mulher "que vem de uma família que sempre a cobrou muito", "uma artista que fez com que ambos se influenciassem mutuamente" e que, numa cena emblemática (o almoço de assinatura do divórcio) diz que "nunca seria uma típica esposa de Los Angeles". Será que é coincidência, ainda, que a atriz que vive a sua ex-mulher é magra, morena de ar melancólico?


Theodore reconhece todos os seus erros, todas as suas falhas como ser humano que, justamente, o tornaram incapaz de lidar com sentimentos reais (e acabaram levando-o a relacionamento surreal com Samantha, o seu computador). Theodore reconhece que foi um marido ruim, que fez sua mulher sofrer, que foi um marido ausente e negligente. E, nessa ótica, muito mais que uma "resposta", "Her" me parece um pedido de desculpas à Sofia. Consciente, ou não, mas isso pouco importa.

Seja lá o que for, ou mesmo que tudo isso não passe de conjecturas de um fã ardoroso de ambos os diretores, a verdade é que esses dois filmes são perfeitos, emblemáticos, inesquecíveis, que me marcaram profundamente a alma; e que, como inteligências paralelas, conversam, convivem, existem juntos num plano das ideias.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O "LOST IN TRANSLATION" DE SPIKE JONZE

"Her", do Spike Jonze é um filme importante. 

Eu poderia falar apenas isso, seria o suficiente. Mas ao mesmo tempo, há tanto a dizer sobre esse filme incrível; doloroso, melancólico e lindo. Este é, para mim, o "Lost in Translation" de Spike Jonze que, não por acaso, é ex-marido de Sofia Coppola e narra uma história de silêncios que bem poderia se passar em Tóquio e ser estrelada pelo Bill Murray - detalhe que o filme é, inclusive, co-estrelado por Scarlett Johansson.

Ok. Vamos lá. Em linhas gerais, porque nem sei o quanto quero entregar desse filme precioso. Essa é a história de Theodore, um escritor que ganha a vida produzindo cartas românticas numa empresa de comunicação de um futuro distante (mas não tão distante assim), onde as pessoas tem as suas vidas organizadas por um sistema operacional responsável por absolutamente tudo.

Nesse contexto, Theodore conhece Samantha, seu novo OS (basicamente, o seu novo computador). "Ela" é uma tecnologia de ponta que promete ser a última fronteira da inteligência artificial. Rapidamente, Samantha se "apodera" da vida de Theodore e inevitavelmente eles se "apaixonam". 

Theodore é um homem solitário, silencioso, que vem sobrevivendo a um divórcio há meses; e simplesmente não consegue sair do limbo das lembranças passadas (perdidas) e seguir em frente com a sua vida. É nesse cenário desolado que surge Samantha, como um raio de luz e esperança, que o faz perder a cabeça por ela que nada mais é que uma voz rouca, sussurrando em seu ouvido o dia inteiro; como uma consciência, eternamente presente, e em nenhum lugar a ser achada.

Será mesmo?

"Her" é um filme absurdamente belo, profundo, poético, filosófico, devastador pelas melhores razões. Uma obra de arte, uma obra prima, um questionamento maravilhoso sobre o que estamos fazendo das nossas vidas (e dos nosso relacionamentos). Uma metáfora que atingirá qualquer pessoa, sem exceção. Um convite agridoce a nos olharmos no espelho, sem roupa, sem pudor. 

Simplesmente perfeito. Além de perfeito. 

Como diria Samantha "são emoções que eu nem sei descrever; talvez não haja palavras para isso".

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

THE GRAND BUDAPEST HOTEL


Novo filme do Wes Anderson + Bill Murray. Eu nem precisava ter visto o trailer...

GIFS DA DEPRESSÃO

Então me pego pensando como será a minha vida amorosa no futuro...
Como - provavelmente - será...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

EIS A PROVA...


...de que eles não passam de gatos gigantes...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O DESPERTAR DE MARIA

Maria despertou com um susto; engasgando com a sua própria saliva, o travesseiro num charco de suor. O pesadelo ainda estava vivo, flutuando sobre os seus poros abertos, e o silêncio da madrugada fazia aquelas imagens pulsarem em sua mente como coisa viva. 

De repente, de uma hora para outra, ela era uma mulher de meia idade, infeliz, aprisionada num casamento medíocre, numa vida sem finalidade, vivendo a eternidade de dias iguais, repetidos. Olhava o seu rosto no espelho, flácido; as mãos enrugadas, o cabelo seco, quebradiço. O corpo sem forma. 

"Quem é esta mulher no espelho?", perguntava-se em desespero.

O terror daquele sonho é que ela não tinha noção de que cadeia de eventos a tinha conduzido até ali. Nas suas memórias mais recentes, ela estava tomando banho de cachoeira com as suas melhores amigas. Os corpos na flor da idade, escondidos por roupas de banho minúsculas. Os beijos inocentes nos  meninos; as músicas, as danças, os cigarros roubados. Os braços de Michel, do lindo Michel, envolvendo o seu corpo enquanto atravessavam a rua, imprudentes. O seu cabelo desgrenhado, a camisa listrada, a alegria de ser jovem e irresponsável. Era aquela a sua vida.

Respirou fundo, numa tentativa de acalmar o seu peito. E caminhou lentamente até o banheiro, de olhos fechados, como num filme de terror. Tinha medo de abri-los e descobrir que não era um sonho. Acendeu a luz e então encarou a realidade. 

Um suspiro de alívio tomou conta do seu corpo, feito remédio.

Era ela. Ainda era jovem, linda, com uma vida inteira pela frente. Naquele quarto imenso, da casa dos seus pais, num emaranhado de vestidos e sapatos espalhados pelo chão; da noite anterior, antes de sair com as suas amigas. 

"Eu devo ter bebido demais", sussurrou para si mesma. 

Caminhou pelo quarto, ensaiando passos de dança, tomada por uma felicidade genuína; aquela sensação de eternidade que embriaga tanto quanto bebida. Maria tinha a vida pela frente, novamente, feito um milagre; para fazer as melhores e piores escolhas. E uma eternidade de anos que nunca passariam.

Mas havia algo estranho, que ela insistia em não admitir para si mesma.

Aquele não era o seu quarto.

Abriu os olhos com um susto. Olhou para o lado, para encontrar o seu marido num sono profundo. Pulou da cama e correu para o banheiro, acendendo as luzes com desespero. E se olhou, como se nunca tivesse visto o seu reflexo antes.

"Meu Deus, esta sou eu". 

Tocava o seu rosto, numa tentativa infantil de se beliscar para acordar. Em vão. A única coisa que conseguia era deixar suas bochechas vermelhas. Então percebeu a torrente de lágrimas que despencava do seu rosto, numa tempestade de tristezas; da constatação do inevitável. Ela era aquela mulher infeliz, de meia idade, aprisionada numa vida que já tinha passado.

"Por favor, Deus, por favor, me faça acordar".

Sentou-se no vaso, engasgando na sua angústia, sentindo um desespero esquizofrênico, repentino, que havia tomado-a de assalto. É como se ela tivesse percebido que não tinha registro da sua vida. Ela havia despertado para aquela constatação. 

"Por favor".

Caminhou cabisbaixa de volta para a cama; os pés arrastando no chão. O rosto ensopado de lágrimas e suor, o cabelo grudando no rosto; como se estivesse derretendo. Então sentiu uma mão em seu ombro, puxando-a com força. Virou-se como se a vida estivesse em câmera lenta e ficou cega por um milésimo de segundo, quando uma luz branca tomou conta de tudo ao seu redor. 

"Vovó, você estava tendo um pesadelo", a menina dizia ao pé da sua cama.

Maria abriu os olhos, lentamente, e se descobriu naquele quarto de tantas décadas; tomado por fotografias e cheiro de coisa envelhecida. Sentou-se, com dificuldade, e acariciou a menina no rosto. Lembrou de Michel, das cachoeiras, dos cigarros, da música, da dança. Suspirou, de olhos fechados, por alguns instantes.

Lembrou de tudo.

"Agora eu já despertei", respondeu. 

A menina estava certa. Tudo aquilo havia sido um pesadelo.

"Mas passou".

"Passou".

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A MÃE

Confesso que há algum tempo eu já não tenho mais muita paciência para "How I Met Your Mother". O show ficou monótono, repetitivo, sem graça - o que é uma pena, porque ele brilhava até a 5o temporada, com um texto afiado e situações que equilibravam riso e lágrima sem esforço. Acho que, no fim das contas, foi a tal vontade conhecer a bendita da Mãe que me fez seguir - e continuar até agora nesta reta final. E, como a maioria dos fãs, eu me surpreendi - negativamente - quando ela foi enfim apresentada. Quando nós, enfim, a conhecemos. "Então é ESSA a mãe por quem esperamos 9 anos?", todos se perguntaram em seus sofás. Mas então vem um episódio como este último, o 16, e tudo muda completamente. Ted nunca quis a mulher perfeita; nem a mais bonita. Ele apenas queria encontrar a sua metade, uma mulher de coração bom e alma leve, a mãe dos seus filhos, alguém com quem ele pudesse dividir a vida, desfrutar da companhia; alguém que o fizesse rir. E agora ficou claro que ela, contra todas as críticas, é tudo isso - e muito mais. E, após 9 anos, vem um sentimento feliz e reconfortante de enfim tê-la conhecido. Os dois merecem, muito, esse encontro.

FUMAÇA E ESPELHOS


Ela chegava, diante dos seus olhos apaixonados, coberta de luz; um ar inquestionável de mistério e divindade, os cabelos negros feito a noite cascateando sobre os ombros nus, brancos, sustentados por um corpo envolto num traje de couro e veludo. Uma rainha negra, uma bruxa, coisa etérea. 

Uma feiticeira.

E ele ficava ali, maravilhado, sentindo os seus olhos incrédulos, cobertos de lágrimas, a cada movimento, a cada passo, a cada passe de mágica. Tudo o que ela fazia era feitiço, equilibrismo, alquimia; e, pouco a pouco, virou uma doce obsessão. Sua musa, sua fotografia mental que não abandonava os seus pensamentos, aquela criatura de fogo e sombra, com quem ele sonhava acordado dioturnamente. Aquela mulher que havia roubado sua inocência, sua honestidade.

Aquela ilusionista.

Ele contava os dias em que conseguiria vê-la; aquelas aparições raras. E combatia o relógio em seu pulso, que teimava em impedir a chegada do aguardado momento. Aquele encontro de mudez, em que ele a veria novamente; em que ela estaria ali, ao alcance do toque dos seus dedos. Quando ela seria só sua. Hipnose, derretimento, fantasia, desejo, incompreensão. Aquela mulher estranha, aqueles olhos felinos, aquele corpo centauro, uma pulsão que corroia as suas entranhas, objeto de desejo. Sua harpia, sua medusa, sua rainha.

Até que algo aconteceu. Ele só não sabia ao certo o quê. Talvez ele tenha visto os animais escondidos nos fundos falsos dos seus truques de araque; os alçapões camuflados, as cortinas que já não guardavam tão bem os seus segredos. Talvez ele tenha enfim conseguido enxergar a farsa. 

Ou talvez ele simplesmente tenha amadurecido. A verdade é que depois que o mistério se desfez ela nunca mais foi a mesma. E pouco a pouco, lentamente, foi ele quem concretizou a maior ilusão de todas.

Fazê-la desaparecer.

Essa é uma triste história sobre o desapaixonamento.

Aquela mulher era somente fumaça e espelhos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

TRAILER DE "A CULPA É DAS ESTRELAS"


O livro de John Green, "A culpa é das estrelas" (The Fault in our Stars), vai virar filme (com estreia prevista para junho). Uma história de amor que nasce onde já não se imaginava haver vida. Parece ser um espremedor de lágrimas. Esperar para ver.

O RELÓGIO PLANETÁRIO



O sensacional relógio da Van Cleef & Arpels, apresentado no Salão Internacional de Genebra e parte de uma coleção chamada "astronomia poética". Pela "bagatela" de quase 250 mil dólares, eis o relógio mais incrível deste mundo. E de qualquer outro.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("BEAUTIFUL GIRL")


É um crime essa canção não ter entrado no "The Blessed Unrest".

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

As fotografias surreais - além de misteriosas (e fantasmagóricas) de Martin Vlach. Via Zupi.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: TEMA DE HANS ZIMMER PARA "MAN OF STEEL"


O poder de uma música. As primeiras notas me levam imediatamente para Jor-El e seu adeus comovente: "Adeus, meu filho; nossos sonhos e esperanças viajam com você". E é como se eu conseguisse acompanhar a jornada desta criança que foi enviada para caminhar na Terra como um Deus entre os homens. Até que a música ganha mais corpo; e a partir de 1:39, um arrepio toma conta de cada poro no meu corpo e eu ganho a certeza inquestionável de que verei, pela minha janela infantil, uma capa vermelha, dançando no vento feito uma flâmula, enchendo o meu coração com a segurança de que ele está cruzando os céus para nos proteger do mal. De que, simplesmente, ele está ali, em algum lugar.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"SÓ É TUA A LOUCURA"

"Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças."

Miguel Torga, Diário XIII

PARA VER E OUVIR: SARA BAREILLES ("MANHATTAN")

PARA OS [ETERNOS] FÃS DE FRIENDS


Como eu.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O QUE VOCÊ FARIA?

Vez ou outra eu esbarro num filme que mexe comigo. Melhor, vez ou outra eu sou ATROPELADO por um filme; uma história que me paralisa, me revira pelo avesso e eu preciso de minutos para me recuperar. Desta vez, o acidente de trânsito foi causado por "About Time", estrelado por Rachel McAdams (e grande elenco). Até agora estou tentando descobrir a placa. Enquanto isso, continuo aqui, no chão, esperando por socorro. 

Não sei se virá.

Vamos lá. E se você pudesse voltar no tempo, para corrigir os pequenos (e grandes) "erros" da sua vida? O que você faria? O que você faria diferente? E se você tivesse a chance de passar mais alguns minutos com alguém que já se foi? O que você faria? É essa a história de "About Time".

Mas não quero estragar surpresas; esse filme merece que você as tenha sem conhecimento prévio. Assim, fico somente com as linhas gerais que contam a vida de um rapaz que não é nenhum galã de cinema mas que o seu pai define muito bem: "um rapaz gentil, de coração bom, e um dos poucos homens que amo nesse mundo". Aliás, ninguém menos que Bill Nighy interpreta o pai - e de forma apaixonante.

Essa é a história deste rapaz bom que, não fosse uma pequena "qualidade", seria apenas mais um inglês comum, vivendo a sua vida. Mas acontece que ele pode viajar no tempo (para o passado, apenas), como todos os homens da sua família, e descobre que este dom lhe permite corrigir os pequenos erros do dia. Tudo que ele queria que é que isso o ajudasse a arrumar uma garota. Mas ele faz tanto mais.

E tanto, tanto mais...

Em resumo, é uma história sobre amor. Sobre saudade, nostalgia. Sobre o apego desesperado em viver os dias como se fossem os últimos. Essa é uma história absurda, fantástica e que nos conduz com tanta delicadeza pela sua trama surreal que é impossível não mergulhar de cabeça e se perder por completo. E de pensar, a cada segundo, "o que eu faria diferente?". 

Um filme lindo, lindo que chega a doer. Perfeito, do começo ao fim; comovente - desesperadamente comovente. E absolutamente imperdível. Um exercício atordoante, um convite a repensarmos as nossas próprias vidas - e os nossos erros - e a questionarmos o que de fato temos feito dos nossos dias. Antes que seja tarde demais.

É só isso que vou dizer. 

Apenas um conselho: tenha uma caixa de lenços de papel à mão. 
Confie em mim, será necessário.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: SARAH MCLACHLAN ("HOLD ON")


Eu esqueço, às vezes, de como amo as canções desta mulher. Mas basta ouvir uma canção como esta que tudo volta feito maremoto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

TRAILER DA "MENINA QUE ROUBAVA LIVROS"


Torrente de arrepios.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"S04"



"O povo sabe que eu sou o Rei; que a guerra está ganha!".

Pobre Rei Joffrey...
E que venha a S04 de Game of Thrones!

PARA VER E OUVIR: A SILENT FILM ("HARBOUR LIGHTS")

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PARA VER E OUVIR: A SILENT FILM ("JULIE JUNE")

SIMETRIA

Vale 4+4 minutos do seu tempo (acredite!). Curta-metragem que narra a história de um rapaz que abandona a sua namorada para viver um caso com outra mulher. Mas não é só isso. Há uma brincadeira com a simetria (e com a física) em que o "abandonar" se converte magicamente no retorno. Linda direção, embalada por uma ótima trilha sonora e que brinca delicadamente com a nossa mente. Imperdível.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

As fotografias de Noell S. Oszvald. Via Zupi.



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ILUSTRANDO

O trabalho do artista plástico paulista Antonio Lee. Via Zupi.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"ÁLBUM DE FAMÍLIA"


Quero ver, na lista já ("August: Osage County").

sábado, 4 de janeiro de 2014

AMOR PLATÔNICO

Alison Sudol, vocalista da Fine Frenzy (bandinha deliciosamente indie que descobri há pouco tempo). Centaura, essa criatura meio de outro mundo; um sorriso cheio de covas capaz de iluminar o mundo, um olhar melancólico, o cabelo vermelho, a voz doce, coisa profunda. Descobri essa ruiva por acaso e nunca mais consegui tirar os olhos dela. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

domingo, 29 de dezembro de 2013

SE AO MENOS NÃO FOSSE TÃO GRAVE A GRAVIDADE

"Gravity", ficção científica de Alfonso Cuarón e estrelado (muito bem, aliás) por Sandra Bullock e George Clooney é, na falta de adjetivo melhor, um FILMAÇO completa e absolutamente imperdível. Suspense e adrenalina com qualidade primorosa no roteiro e direção. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores (senão o melhor) sci-fi dos últimos anos. A prova, inquestionável, de que não são necessários monstros gosmentos e alienígenas invasores para deixarem o espaço assustador. Ele já o é, sozinho. 

Muito.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL DO GRUPO ZAFFARI



Publicitários geniais fazendo coisas geniais... e fazendo bem ao mundo. Como essa propaganda de final de ano do grupo de supermercados Zaffari.

*baita cisco no olho aqui*

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

PARA VER E OUVIR: MISSA EM DÓ MENOR (KYRIE), DE W.A. MOZART


Mozart compôs esta missa especialmente para o seu casamento com Constanze que, segundo conta a história, solou ela mesma. O título vem do grego "Kyrie Eleison" ("Deus tende piedade de nós"). Entende-se a beleza etérea e absurda desta que, possivelmente, é uma das mais belas músicas já compostas pelo "homem". A verdade é que Deus deve sentir um misto de orgulho e profunda comoção até hoje por tamanha beleza em sua homenagem.

PARA VER E OUVIR: THE CRANBERRIES ("DREAMS")

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

PARA VER E OUVIR: CALVIN HARRIS ("SWEET NOTHING FR. FLORENCE WELCH")

QUEM SABE UM DIA...


Eu consigo agregar todas essas qualidades? Far-me-ia bem, sem dúvidas. 
Por enquanto, acredito responder bem por 50% (as duas primeiras).

Mas tá bom.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MULHERES

O fascínio do venezuelano Carlos Pereira (19 anos) e a sua linda série de fotografias sobre mulheres. Lindo trabalho. Via Zupi.



PARA VER E OUVIR: BIRDY ("TERRIBLE LOVE")

"DIA DE SÃO CRISPIM"



"Entre nós não há homem tão vil que o dia de hoje não deixe a sua condição mais gentil".

Choro todas as vezes.

domingo, 1 de dezembro de 2013

PRETÉRITO IMPERFEITO

E então chega ele, majestoso, este mês, este soldado incansável, essa indústria de esperança que trabalha à exaustão, e que traz consigo a certeza inquestionável que "no ano que vem será melhor".

E muitas vezes é.

2012 foi trevas e, quando eu consegui nadar até a beirada da praia, com os pulmões já cheios de água e o corpo e alma em tantos pedaços que eu acreditava estar me desfazendo por completo, eis que encontrei Dezembro. E ele me deu a mão, me ajudou a levantar - ou pelo menos tirar o rosto da areia - e me disse "ano que vem será melhor".

E foi.

Porque eu era um gato doméstico, até 2012. Destes preguiçosos, gatos de janela, o dia inteiro a espera de algo para se esfregar, ansioso por carinhos sem fim. 2012 - pelas piores razões possíveis - matou para sempre o gato doméstico em mim; 2012 me converteu - numa alquimia negra - num gato selvagem, destes que erguem as presas para o vento. Apenas mágoa, apenas raiva, apenas vazio. 

Mas lá estava Dezembro, insistindo em que eu acreditasse - minto, clamando para que eu acreditasse. E, contra toda a minha desesperança, eu resolvi lhe dar mais uma chance. E assim foi 2013, desde o primeiro segundo, incansável, inquestionável, beirando o milagre; um ano em que tudo, tudo, absolutamente tudo, foi melhor. Infinitamente melhor. 

E chego a mais esse Dezembro, desta vez sem praia de náufrago; sem olhos inchados, mãos feridas, asas quebradas, sem o espírito tatuado por cicatrizes. Chego até ele orgulhoso, de cabeça erguida, vestindo meu melhor traje, e genuinamente feliz. E lá continua ele, esperando por mim.

"Obrigado meu amigo", então eu o digo. Com um sorriso no rosto. "Obrigado".

2012 me transformou numa ilha. 2013 me fez querer ser arquipélago.

Que 2014, então, me transforme em continente.